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Quero piscina… Como posso escolher ?

Podemos, grosso modo, dividir os componentes de uma piscina em alguns itens, de forma a facilitar o entendimento de como elas funcionam.

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Quero piscina… Como posso escolher ?

Existem muitos tipos diferentes de piscina, assim como forma de executá-las. No entanto, podemos, grosso modo, dividir os componentes de uma piscina em alguns itens, de forma a facilitar o entendimento de como elas funcionam. Esses componentes são a estrutura, a impermeabilização, o revestimento, e a filtragem.

Estrutura da Piscina
Como a piscina é estruturada? Existem diferentes sistemas, mas os mais comuns no Brasil são os de alvenaria estrutural, concreto armado, e os pré-moldados, como as piscinas de fibra de vidro.

É importante entender que, seja qual for o sistema adotado, uma piscina é uma construção, assim como um cômodo da sua casa. O fato de estar enterrada não facilita a construção, mas, sim, complica, porque vazia a piscina tem que suportar a pressão da terra ao redor, como uma espécie de subsolo raso.

As construídas são as piscinas mais tradicionais, e englobam desde uma residencial até as de clubes. Todos os formatos, profundidades e ideias podem ser executadas com um bom projeto de arquitetura e engenharia. O sistema é realizado por escavação, que pode ser feita manualmente ou com máquinas apropriadas (se o espaço permitir), e depois a estrutura é montada. A definição da estrutura, se toda de concreto armado, alvenaria estrutural ou outro método, dependerá do tipo de projeto e das decisões do cálculo da engenharia.

As piscinas de fibra nada mais são do que sistemas pré-moldados, que já vêm prontos e se auto-sustentam. A piscina de fibra é muito utilizada porque tende a ser mais barata e de rápida execução, mas o comprador está limitado aos modelos criados pelos fabricantes; o tanque terá acabamento de fibra de vidro, e geralmente será um pouco mais raso do que o dos outros sistemas. Sua execução também exige uma escavação (manual ou mecânica); a seguir prepara-se uma base de concreto sobre a qual o tanque é apoiado. Parte da terra retirada na escavação é utilizada para preencher os vãos laterais depois de colocado o tanque de fibra -e assim, rapidamente. a piscina está pronta para o uso.

Impermeabilização da piscina
No caso das piscinas de fibra de vidro, elas já vêm impermeabilizadas, ou seja, a água de dentro da piscina só vazará se houver algum furo no tanque, ou vice versa (dependendo da situação, pode acontecer de a água do solo penetrar no tanque).

Já as piscinas construídas (não importa se de concreto, de alvenaria armada ou de outros sistemas menos utilizados), devem ser impermeabilizadas. Essa impermeabilização é similar à de uma laje de cobertura, e existem diversas maneiras e produtos diferentes para realizá-la. As formas mais comuns são com o uso de manta asfáltica ou pintura impermeabilizante.

É muito importante que exista uma camada protetora da impermeabilização, visto que esta tenha sido realizada corretamente, assim como um revestimento final. Isso proporciona uma vida longa para sua piscina, e evita vazamentos e problemas futuros.

Revestimentos
Existem diversas opções de revestimentos para piscinas. No caso das piscinas pré-moldadas, a própria fibra de vidro do tanque já cumpre esse papel. Mas a piscina pode ser revestida com pedras, azulejos, pastilhas cerâmicas (esmaltadas ou não), tesselas de vidro, mosaico, e uma série de outros acabamentos, quase como as áreas molhadas (banheiro e cozinha) de uma residência.

Mas é interessante salientar que existem sistemas em que o revestimento vinílico assume a função de impermeabilização, facilitando a instalação.

Ao pensar nos revestimentos da piscina, deve-se considerar sempre o acabamento de quina (encontro entre o revestimento da piscina e da borda da piscina), revestimento da borda da piscina, e arredores. Podem ser utilizadas pedras, materiais atérmicos, decks de madeira, fulget e muitas outras possibilidades interessantes.

Filtragem
Seja qual for o tipo de construção, as piscinas precisam ter um sistema de filtragem, e eles são todos muito similares conceitualmente. Existem, é claro, diversos fabricantes e produtos diferentes, mas o raciocínio é sempre parecido.

A piscina deve ter um ralo de fundo e um sistema que mantenha a água circulando. Para isso é necessário uma bomba de água e um sistema de filtragem (os mais comuns são os filtros de areia, mas existem variações). As dimensões da bomba e do filtro têm relação direta com o volume de água da piscina, e uma loja de equipamentos pode facilmente calcular qual equipamento é o ideal.

A bomba faz com que a água circule pelos retornos, aqueles bocais localizados nas paredes da piscina. Eles ficam posicionados de forma a fazer a água circular em direção ao ralo de fundo, que a envia para o filtro, onde ela é tratada e retorna para o tanque.

O sistema básico de uma piscina precisa desses componentes. Mas existem muitos outros acessórios que podem fazer parte desse conjunto, como o skimmer (um aparelho instalado na borda da piscina que ajuda a manter a superfície limpa), aquecedores (de diversos tipos), filtro de ozônio (para evitar o cloro), iluminação, e outros.

Esses elementos compõem a parte hidráulica da piscina e são ligados por tubulação apropriada, geralmente feita com tubos de PVC marrom. Além do sistema de filtragem, a piscina deve ser tratada periodicamente com os produtos químicos recomendados, geralmente algicida e cloro; também deve ser feita a medição frequente do pH da água.

Ao planejar sua piscina, tenha em mente o sistema construtivo, os revestimentos e a área do entorno, como o solário, o paisagismo, o apoio. Não pense apenas em uma piscina colocada no centro do terreno, mas, sim, como ela se relaciona com o jardim, com as construções e, especialmente, com o sol, de forma que fique sempre bastante ensolarada.

No caso das piscinas de fibra de vidro, pesquise muito antes de decidir. Já para as piscinas construídas, vale muito a pena discutir bastante o projeto, considerar profundidades diferentes, apoios, pequenas praias, decks molhados e até espaços para hidromassagem.

Ercilia Souza

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Retrofit – O que é?

Cada vez mais ouvido no meio da construção, o termo retrofit aplica-se ao processo de revitalização de edifícios.

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Cada vez mais ouvido no meio da construção, o termo retrofit aplica-se ao processo de revitalização de edifícios.

Cada vez mais ouvido no meio da construção, o termo retrofit aplica-se ao processo de revitalização de edifícios. Mais do que uma simples reforma, ele envolve uma série de ações de modernização e readequação de instalações. O objetivo é preservar o que há de bom na construção existente, adequá-la às exigências atuais e, ainda, aumentar a sua vida útil.

Qualquer edifício, residencial ou comercial, pode passar por um retrofit. A quantidade e tamanho das obras vão depender da necessidade de reforma e dos recursos disponíveis. Os serviços podem contemplar, por exemplo, a troca do revestimento da fachada, a substituição dos elevadores e do sistema de ar-condicionado, além da renovação de encanamentos, cabos e eletrocalhas. Em casos mais extremos, o retrofit pode modificar completamente a edificação, chegando, inclusive, a alterar o seu uso.

As diferenças entre um retrofit e uma obra convencional estão muito mais ligadas à forma de se trabalhar. “A maneira de executar uma alvenaria não muda se a obra é nova ou se é um retrofit. O que difere são as condições de trabalho, que no retrofit muitas vezes ocorre em espaços limitados e com o prédio em funcionamento.

Etapas da obra

Demolição
Geralmente o retrofit começa com a demolição controlada de partes da construção existente. Um tipo de demolição muito co­­­mum é o de paredes para a ob­­­tenção de maior área útil. O serviço pode empregar desde marteletes rompedores até equipamentos mecanizados, como tesouras hidráulicas rotativas.

Reforço de estrutura
O reforço estrutural é necessário principalmente quando há au­­­mento da capacidade de suporte da estrutura devido à alteração de uso. O serviço pode ser realizado por meio de várias técnicas, co­­­­­­­­­­­­­­­mo a adição de chapas de aço e de fibras ­­­­de carbono, ou encamisamento de concreto. 

Fechamento
Não há diferença técnica no fechamento realizado em retrofits e em construções novas. Na modernização de prédios antigos, contudo, uma prática comum é o uso de drywall para os fechamentos internos. Por serem mais leves as chapas de gesso acartonado causam menos impacto na estrutura existente.

Acabamentos
Nessa etapa, o retrofit pode servir também para tornar o edifício mais sustentável ao empregar, por exemplo, materiais recicláveis e que exigem menos manutenção.

Elétrica, telefonia e dados
Muitas vezes são as deficiências nas redes de elétrica, telefonia e dados que levam à realização de retrofits. A modernização dessas instalações vai desde a substituição de todo o cabeamento, à instalação de novas caixas de distribuição capazes de suportar a maior quantidade de cabos dos dias atuais.

Hidráulica e ar-condicionado
O retrofit oferece uma ótima oportunidade para se avaliar e renovar as instalações de água e esgoto. A instalação de equipamentos de ar-condicionado mais eficientes contribui para reduzir o consumo de energia. Além disso, dependendo do sistema escolhido, a modernização do ar-condicionado pode contribuir para liberar área útil.

Piso elevado
Em retrofits de edifícios comerciais, a instalação de piso elevado ajuda a organizar e esconder fios e cabos. Associado a edifícios inteligentes e flexíveis, o sistema também é importante para permitir futuras mudanças no local, sem exigir quebra-quebra.

Fachada
A revitalização de fachadas pode incluir a substituição de pastilhas, a troca de esquadrias, o mapeamento de falhas, o tratamento de fissuras, a colocação de pingadeiras, entre outros serviços. Costuma empregar equipamentos de movimentação de carga, que aumentam a produtividade.

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Imóveis: vistoria para entrega das chaves exige atenção do proprietário

Ao constatar defeitos aparentes no imóvel, o proprietário deve reclamar por escrito à construtora no prazo de 90 dias.

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– Na hora de receber as chaves do imóvel, o proprietário deve realizar a vistoria prévia do bem para evitar problemas ou gastos desnecessários.

Para realizar uma vistoria eficiente, aconselha-se  que o proprietário faça uma análise minuciosa da parte elétrica, hidráulica, pintura, janelas, persianas, vidros, revestimentos cerâmicos, louças, metais, ralos e metragem de cada cômodo do apartamento, entre outras particularidades.

Ao constatar defeitos aparentes no imóvel, o proprietário deve reclamar por escrito à construtora no prazo de 90 dias. Caso o erro seja exposto no dia da vistoria, os reparos devem ser feitos pela construtora em até 30 dias.

Aconselha  se que no momento da compra todas as propagandas feitas na mídia e folhetos disponíveis no stand da construtora sejam guardados. Também é imporante exigir da incorporadora, no momento de fechar o contrato, todas as especificações do imóvel que será entregue. Todos esses cuidados serão úteis para servir de comparação no dia da inspeção, sem esquecer-se de levar a cópia do memorial descritivo”, esclarece.

Ansiedade
A ansiedade pela entrega das chaves acabam atrapalhando todo processo de vistoria. “Percebemos que na ânsia de receber as chaves ou até mesmo por desconhecimento técnico, o proprietário não toma as devidas precauções na verificação do empreendimento. Por isso, que nesta etapa é importante ter um auxílio de um profissional especializado para que possa ajudar caso encontre erro no apartamento”,.

Caso o proprietário não consiga fazer um acordo com a construtora, ele pode entrar com um pedido de indenização ou solicitar a rescisão do contrato com a atualização dos valores e acrescido de multa.

Se o vício for oculto, a reclamação escrita deve ser feita no prazo de um ano. Se a construtora não solucionar o problema de forma amigável, o comprador prejudicado tem o prazo de até 20 anos para recorrer ao judiciário conforme decisão do STJ (Superior Tribunal de Justiça). O pedido para entrar com a ação deve estar acompanhado do laudo técnico de arquiteo ou engenheiro civil discriminando os vícios e defeitos e até fotos dos problemas. Antes o tempo de garantia era de cinco anos a partir da liberação do Habite-se.

O dono do imóvel tem o direito de não assinar nenhum termo de recebimento das chaves ao constatar que o imóvel está com problemas estruturais ou até mesmo falhas no prédio.  Nessas situações é indicado que o proprietário formalize a queixa informando os reparos a serem realizados”, afirma, explicando que  de qualquer forma, com ou sem vistoria, se o empreendimento está com o atraso na entrega cabe o mutuário receber multa diária de 2% e mais os juros de mora de 1% por mês da demora sobre tudo que já pagou, além de danos morais e materiais.

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A casa ou o edifício como terceira pele

“Terceira Pele” para identificar a moradia do ser humano. Ou seja: nós teríamos, na verdade, segundo aquela matéria, 3 (três) “camadas de pele”.

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“Terceira Pele” para identificar a moradia do ser humano. Ou seja: nós teríamos, na verdade, segundo aquela matéria, 3 (três) “camadas de pele” :

a) Primeira Pele: aquela, de nascença ou “de fábrica”, distinguindo as raças branca, amarela, negra, etc.
b) Segunda Pele: roupas ou vestimentas, que ocultam a nudez animal e nos protegem de temperaturas estranhas à do nosso corpo ;
c) Terceira Pele: o abrigo, a moradia .

A abordagem é extremamente interessante e oportuna, permitindo fazer algumas considerações sobre características e desempenhos das “cascas” que nos envolvem:

1 – “PRIMEIRA PELE”
O exame, ao microscópio, permite ver que a pele humana é muito mais porosa, fissurada ou “esburacada” do que pode parecer ao olho nu. Pelas mesmas fendas que expulsam o suor (expelindo toxinas e contribuindo para o equilíbrio térmico do corpo), podem penetrar cremes hidratantes, pomadas medicinais, variadas impurezas, bactérias, fungos, ácaros e diversos produtos tóxicos. Para se ter uma ideia da vulnerabilidade dessa “casca”, basta a terrível informação sobre o gás dos nervos “VX”, sintetizado por inglese e norte-americanos a partir de 1952, que age sobre os neurotransmissores do nosso sistema nervoso central: basta 1/3 de um miligrama, absorvido pela pele, para matar um ser humano (se a vítima “tiver sorte”, a agonia durará apenas poucos minutos, passando por suor abundante, tonteiras, vômitos, perturbações da visão, fezes e urina expelidas descontroladamente, rigidez muscular e asfixia final). Se é apavorante imaginar centenas de toneladas de tal substância armazenadas em depósitos militares, deveríamos atentar, também, para os perigos menores que rondam a nossa “embalagem” corporal e que podem, no longo prazo, provocar sérios danos a nossa saúde: não costumamos dar a devida importância às composições de pomadas, cremes, sabonetes, shampoos, desodorantes, tinturas capilares, detergentes e sabões; nem nos lembramos de que já é comum a “injeção”, de hormônios e vitaminas, através da pele, por meio de discos adesivos ou gelatinas. Tampouco damos a devida atenção ao correto manuseio de desinfetantes, limpantes e inseticidas (o gás “Tabun”, de Hitler, foi desenvolvido, em 1936,a partir de um simples defensivo agrícola!..).Assim, preferimos achar que não existem riscos e que “apenas os alérgicos” são sensíveis aos eventuais efeitos tóxicos desses produtos; nós, os chamados “normais”, temos corpos saudáveis e “somos imunes”. Ledo e ivo engano, como diria Carlos Heitor Cony …

2 – “SEGUNDA PELE”
As roupas, de um modo geral, formam nossa “Segunda Pele”. Incluem-se, aqui, tanto calçados e roupas diurnas como as chamadas roupas de cama (pijamas, camisolas, lençóis e cobertores); sem esquecer as toalhas e lenços, que esfregamos no corpo e no rosto. Resíduos químicos de sabões, amaciantes e limpantes (tecidos mal enxaguados), assim como fungos e ácaros (colchões, interiores de sapatos ou tênis, armários mal ventilados, vazios prediais em geral e divisórias ocas são perfeitos refúgios e meios de reprodução), acabam depositados e alojados nas fendas da pele e podem provocar, no longo prazo, importantes danos à saúde. Assim, todas essas “coberturas provisórias” do corpo deveriam merecer atenção e cuidado muito especiais. Cá entre nós: existe coisa mais “besta” do que secar os pés, após um caprichado banho, e enfiá-los no sapato de véspera (de couro, ou lona, escuro e umedecido pelo suor), em cujo interior colônias de fungos cresceram, explosivamente, durante a noite ? ?…

3- “TERCEIRA PELE”
Nossa casa (ou apartamento) acaba desempenhando a função de “Terceira Pele”. De fato, com a finalidade de “deixar lá fora” a chuva, o vento, as temperaturas extremas e a insolação excessiva, a moradia será a nossa “terceira casca”. Mas estará ela cumprindo, integralmente, essas funções ?

Experimente reunir a família e ler em voz alta:
a) O projeto considerou, na implantação do prédio, a captação de radiações solares benéficas (germicidas e fungicidas) ?
b) As paredes externas são realmente estanques, não encharcando, com chuva, através de trincas nos revestimentos ou por fissuras em rejuntes de lajotas “nobres” (cerâmicas, pastilhas, pedras naturais, etc ) ?
c) As faces internas das paredes externas são secas (sem fungos ou pulgões) e os armários, nelas encostados, são isentos de bolores ?
d) As janelas possuem bandeiras superiores móveis que permitam arejar os ambientes mesmo na ausência dos moradores ?
e) Nosso apartamento possui inacessíveis forros falsos ou divisórias ocas, capazes de alojar insetos e aranhas ?
f) Alguém, da nossa família, vem sofrendo de coriza, rinite, bronquite, crises de asma ou de distúrbios semelhantes ?
g) Caso afirmativo, o médico foi informado das reais condições físicas e bolores de nossa moradia ?
h) E nós, leitores deste artigo, ainda preferimos acreditar que o clima da nossa cidade é o “único culpado” por todos esses problemas ?…
i) E quanto ao Papai Noel ? .. E, quem sabe, o Saci Pererê ? …

4- NOSSA MENSAGEM
As presentes reflexões, paralelos e ironias, talvez possam servir para que proprietários e administradores (principalmente em edifícios altos) adotem uma postura mais cuidadosa e prudente, pois estamos abordando algo que vai muito além da simples conservação do patrimônio físico. Caso contrário, as “broncas indignadas”, por infiltrações pluviais, continuarão esquecendo os seres humanos e concentrando-se, apenas, em eventuais pingos que caem, dos tetos de garagens, sobre reluzentes e indefesos capôs de automóveis …

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