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Cinema

Apresentador erra anúncio; “La La Land” e “Moonlight” polarizam o Oscar

Cerimônia foi marcada por erro no anúncio do principal prêmio da noite, o de melhor filme. O mistério foi solucionado horas depois em comunicado.

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O musical “La La Land: Cantando Estações”, de Damien Chazelle, e o drama “Moonlight: Sob a Luz do Luar”, de Barry Jenkins, venceram as principais categorias da 89º edição do Oscar. A cerimônia foi marcada por um erro no anúncio do principal prêmio da noite, o de melhor filme. O apresentador, Warren Beatty, havia anunciado que o vencedor era “La La Land”, mas o premiado foi “Moonlight”.

Constrangido, Beatty afirmou que se confundiu ao ler o nome “Emma Stone” e que estaria com o papel errado nas mãos – o que indicaria o vencedor de melhor atriz, em vez do de melhor filme. Stone afirmou que o envelope com seu nome estava sob sua tutela o tempo todo.

O mistério foi solucionado horas depois em comunicado divulgado pela PricewaterhouseCoopers, empresa de auditoria responsável pela confecção dos envelopes para leitura dos vencedores.

“Pedimos sinceras desculpas a ‘Moonlight’, ‘La La Land’, Warren Beaty, Faye Dunaway e aos espectadores do Oscar pelo erro que foi cometido durante o anúncio de Melhor Filme. Os apresentadores receberam por engano o envelope da categoria errada e, quando descoberto, o erro foi imediatamente corrigido. Estamos investigando como isso pode ter acontecido e sentimos profundamente pelo ocorrido”, diz o texto, que agrade “aos indicados, à Academia, à [rede de TV] ABC e [ao apresentador] Jimmy Kimmel pela maneira como lidaram com a situação”.

Os premiados

“La La Land: Cantando Estações”, de Damien Chazelle, foi o maior vencedor da 89º edição do Oscar: venceu em seis categorias. O musical levou os prêmios de melhor direção (Damien Chazelle), atriz (Emma Stone), fotografia, trilha sonora, canção original e direção de arte.

“Moonlight: Sob a Luz do Luar”, por sua vez, venceu nas categorias de melhor filme, roteiro adaptado e melhor ator coadjuvante (Mahershala Ali).
Envelope segurado por Warren Beaty continha a inscrição de melhor atriz ("actress in a leading role", em inglês)

Envelope segurado por Warren Beaty continha a inscrição de melhor atriz (“actress in a leading role”, em inglês)

Antes de a noite começar, “La La Land” já havia batido o recorde de maior número de indicações: concorria em 14 categorias, feito só alcançado antes por “A Malvada” (filme de 1950), de Joseph L. Mankiewicz, e “Titanic” (1997), de James Cameron.
O favoritismo do filme foi ampliado ao vencer sete categorias do Globo de Ouro (incluindo melhor filme de comédia ou musical e diretor) e cinco categorias do Bafta, o Oscar britânico (uma vez mais, melhor filme e diretor).

Política

Além das menções, veladas ou não, a Donald Trump (o mexicano Gael García Bernal citou muros ao apresentar a categoria de “melhor animação”), novo presidente dos Estados Unidos, um momento bem politizado da cerimônia foi a categoria de melhor filme em língua estrangeira.
O vencedor foi o iraniano “O Apartamento”. O diretor do longa, Asghar Farhadi, não compareceu à cerimônia, em boicote ao veto migratório do presidente americano contra cidadãos do Irã e de outros seis países de maioria muçulmana.
Uma carta enviada por Farhadi foi lida para pontuar a razão de ele não estar lá. Um trecho dela diz: “Minha ausência é em respeito às pessoas do meu país e dos outros seis países que foram desrespeitados pela lei dos Estados Unidos, que proíbe a entrada no país. Dividir o mundo entre nós e os inimigos cria medo, justifica guerras”.

“Pegadinha” com turistas

Apresentado pelo comediante Jimmy Kimmel, o Oscar teve uma “pegadinha” com turistas. Eles estavam participando de uma excursão no prédio do teatro Dolby, onde é realizada a entrega do prêmio, e acabaram entrando, sem prévio aviso, no meio da cerimônia.
Surpreendidos, os turistas tiraram fotos das estrelas e até interagiram com alguns que estavam sentados nas primeiras fileiras. Ryan Gosling, muito simpático, e Mahershala Ali, que venceu como melhor ator coadjuvante, foram os que mais interagiram.
Em outro momento de humor, Kimmel reclamou que, após mais de duas horas de cerimônia, Donald Trump não havia tuitado uma única vez. Aproveitou para tuitar uma mensagem para o presidente norte-americano: “ei, você está acordado?”.

Brasileiros: Babenco, Lázaro Ramos e Seu Jorge

O diretor brasileiro Hector Babenco foi lembrado no momento da cerimônia que homenageou os artistas que morreram desde o último Oscar.
Um pouco antes, Lázaro Ramos e Seu Jorge apareceram, entre outros artistas, para comentarem seus filmes favoritos.
Ramos citou “O Poderoso Chefão” e “Faça a Coisa Certa”, enquanto Seu Jorge lembrou “E.T.”.

O diretor brasileiro Hector Babenco foi homenageado

O diretor brasileiro Hector Babenco foi homenageado

Animações

“Zootopia – Essa Cidade é o Bicho”, de Byron Howard e Rich Moore, ficou com o prêmio de melhor animação.
O  prêmio para animação em curta-metragem ficou com “Piper”, de Alan Barillaro, exibido antes de “Procurando Dory”.

Confira os vencedores do Oscar 2017:

MELHOR FILME
“A Chegada”
“Até o Último Homem”
“Estrelas Além do Tempo”
“Lion – Uma Jornada para Casa””
“Moonlight: Sob a Luz do Luar” – vencedor
“Um Limite Entre Nós”
“A Qualquer Custo”
“La La Land – Cantando Estações”
“Manchester à Beira-Mar”

MELHOR ATRIZ
Isabelle Huppert, por “Elle”
Ruth Negga, por “Loving”
Natalie Portman, por “Jackie”
Emma Stone, por “La La Land – Cantando Estações” – vencedor
Meryl Streep, por “Florence: Quem é Essa Mulher?”

MELHOR ATRIZ COADJUVANTE
Viola Davis, por “Um Limite Entre Nós” – vencedor
Naomie Harris, por “Moonlight: Sob a Luz do Luar”
Nicole Kidman, por “Lion – Uma Jornada para Casa””
Octavia Spencer, por “Estrelas Além do Tempo”
Michelle Williams, por “Manchester à Beira-Mar”

MELHOR ATOR
Casey Affleck, por “Manchester à Beira-Mar” – vencedor
Andrew Garfield, por “Até o Último Homem”
Ryan Gosling, por “La La Land – Cantando Estações”
Viggo Mortensen, por “Capitão Fantástico”
Denzel Washington, por “Um Limite Entre Nós”

ATOR COADJUVANTE
Mahershala Ali, por “Moonlight: Sob a Luz do Luar” – vencedor
Jeff Bridges, por “A Qualquer Custo”
Lucas Hedges, por “Manchester à Beira-Mar”
Dev Patel, por “Lion – Uma Jornada para Casa””
Michael Shannon, por “Animais Noturnos”

DIREÇÃO
“A Chegada”
“Até o Último Homem”
“La La Land – Cantando Estações” – vencedor
“Manchester à Beira-Mar”
“Moonlight: Sob a Luz do Luar”

MELHOR ANIMAÇÃO
“Kubo e As Cordas Mágicas”
“Moana”
“Minha Vida de Abobrinha”
“A Tartaruga Vermelha”
“Zootopia: Essa Cidade é o Bicho” – vencedor

ROTEIRO ORIGINAL
“A Qualquer Custo”
“La La Land – Cantando Estações”
“O Lagosta”
“Manchester à Beira-Mar” – vencedor
“20th Century Women”

ROTEIRO ADAPTADO
“A Chegada”
“Um Limite Entre Nós”
“Estrelas Além do Tempo”
“Lion – Uma Jornada para Casa”
“Moonlight: Sob a Luz do Luar” – vencedor

FILME ESTRANGEIRO
“Um Homem Chamado Ove” (Suécia)
“Terra de Minas” (Dinamarca)
“Tanna” (Austrália)
“O Apartamento” (Irã) – vencedor
“Toni Erdmann” (Alemanha)

DOCUMENTÁRIO
“Fogo no Mar”
“Eu Não Sou Seu Negro”
“Life, Animated”
“O.J.: Made in America” – vencedor
“A 13ª Emenda”

TRILHA SONORA
“Jackie”
“La La Land – Cantando Estações” – vencedor
“Lion – Uma Jornada Para Casa”
“Moonlight: Sob a Luz do Luar”
“Passageiros”

CANÇÃO ORIGINAL
“Audition”, de “La La Land – Cantando Estações”
“Can’t Stop the Feelings”, de “Trolls”
“City of Stars”, de “La La Land – Cantando Estações” – vencedor
“The Empty Chair”, de “Jim: The James Foley Story”
“How Far I’ll Go”, de “Moana”

MELHOR CURTA-METRAGEM
“Ennemis Intérieurs”, de Sélim Azzazi
“La Femme et le TGV”, de Timo von Gunten
“Silent Nights”, de Aske Bang
“Sing (Mindenki)”, de Kristof Deák – vencedor
“Timecode”, de Juanjo Giménez

MELHOR DOCUMENTÁRIO CURTA-METRAGEM
“Extremis”, de Dan Krauss
“4.1 Miles”, de Daphne Matziaraki
“Joe’s Violin”, de Kahane Cooperman e Raphaela Neihausen
“Watani: My Homeland”, de Marcel Mettelsiefen e Stephen Ellis
“The White Helmets”, de Orlando von Einsiedel e Joanna Natasegara – vencedor

MELHOR CURTA DE ANIMAÇÃO
“Pearl”
“Piper: Descobrindo o Mundo” – vencedor
“Blind Vaysha”
“Pear Cider and Cigarettes”
“Borrowed Time”

FOTOGRAFIA
“A Chegada”
“La La Land – Cantando Estações” – vencedor
“Lion”
“Moonlight: Sob a Luz do Luar”
“Silêncio”

EFEITOS VISUAIS
“Horizonte Profundo: Desastre no Golfo”
“Doutor Estranho”
“Mogli: O Menino Lobo” – vencedor
“Kubo e as Cordas Mágicas”
“Rogue One: Uma História Star Wars”

EDIÇÃO DE SOM
“A Chegada” – vencedor
“Horizonte Profundo – Desastre no Golfo”
“Até o Último Homem”
“La La Land – Cantando Estações”
“Sully – O Herói do Rio Hudson”

MIXAGEM DE SOM
“A Chegada”
“Até o Último Homem” – vencedor
“La La Land – Cantando Estações”
“Rogue One: Uma História Star Wars”
“13 Horas: Os Soldados Secretos de Benghazi”

MAQUIAGEM E CABELO
“Um Homem Chamado Ove”
“Star Trek: Sem Fronteiras”
“Esquadrão Suicida” – vencedor

FIGURINO
“Aliados”
“Animais Fantásticos e onde Habitam” – vencedor
“Florence: Quem é Essa Mulher?”
“Jackie”
“La La Land – Cantando Estações”

MELHOR DIREÇÃO DE ARTE
“A Chegada”
“Animais Fantásticos e onde Habitam”
“Ave, César!”
“La La Land – Cantando Estações” – vencedor
“Passeiros”

MONTAGEM
“A Chegada”
“Até o Último Homem” – vencedor
“A Qualquer Custo”
“La La Land- Cantando Estação”
“Moonlight: Sob a Luz do Luar”

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Cinema

Diretor de ‘O Predador’ promete versão mais ‘perversa’ do clássico

Shane Black falou da nova versão durante a Comic-Con de San Diego.

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Do G1

Shane Black, que atuou em “O Predador” de 1987 e agora é diretor da nova versão do clássico de ficção-científica, prometeu nesta quinta-feira, na Comic-con, um filme mais “perverso” do que aquele protagonizado por Arnold Schwarzenegger.

No Centro de Convenções de San Diego, ele destacou que o filme original, dirigido por John McTiernan, é “uma peça perfeita de arte popular”, que tinha a fusão ideal entre a loucura pelos alienígenas e a ação de “Rambo” dos anos 80. A estreia no Brasil é no dia 13 de setembro.

“Agora, decidimos apostar em uma versão mais leve e mais perversa com alusões a ‘Os Desajustados’ (1961), de John Huston”, explicou

Mais de 30 anos depois da estreia do filme original, a aposta desta vez é um longa repleto de ação, violência e com um humor que leva o selo pessoal de Black, roteirista de obras como “Máquina Mortífera”, “Homem de Ferro 3” e “Dois Caras Legais”. A estreia está prevista para setembro.

“Ao contrário do que acontece em muitos filmes, os atores estavam dispostos ensaiar nos fins de semana”, disse o diretor, agradecendo o trabalho de Olivia Munn, Sterling K. Brown, Keegan-Michael Key, Trevante Rhodes, Jake Busey, Thomas Jane e Augusto Aguilera, presentes no evento.

De acordo com o diretor, na nova versão a ideia é combater uma nova ameaça dupla: o retorno do predador à Terra e uma versão do alienígena ainda mais desenvolvida.

“É um grupo de pessoas que não encaixa bem na sociedade e que deve trabalhar em comum e dar o melhor de si para fazer frente a uma enorme ameaça. É um equivalente moderno ao grupo que existia no filme original”, avaliou Black.

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Cinema

Taylor Swift vai participar de versão cinematográfica de ‘Cats’

Além de cantora, elenco dirigido por Tom Hooper vai contar com Jennifer Hudson, Ian McKellen e James Corden.

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Por France Presse
Taylor Swift durante show em fevereiro deste ano (Foto: John Salangsang/Invision/AP)

Acantora pop Taylor Swift estrelará ao lado de Jennifer Hudson uma adaptação cinematográfica do musical de sucesso “Cats”.

O filme é o mais recente projeto do cineasta britânico Tom Hooper, que levou para o cinema o romance musical “Os Miseráveis” (2012) e ganhou um Oscar por sua direção de “O Discurso do Rei” (2010).

“Cats”, composto por Andrew Lloyd Webber e que apresenta a clássica balada musical “Memory”, estreou em Londres em 1981 e foi encenado na Broadway de 1982 a 2000.

Baseado em poemas de T.S. Eliot, “Cats” conta a história de uma tribo felina – em forma humana no palco – chamada Jellicles que decide quem entre eles fará uma ascensão fatídica para uma nova vida.

O site da revista “Variety” disse que Hudson, que ganhou um Oscar pelo filme musical “Dreamgirls” (2006), interpretaria Grizabella, um gato que anteriormente era glamouroso e que busca ser aceito.

“Cats” também teria em seu elenco, em papéis a serem determinados, Swift, o ator e comediante James Corden e o veterano ator britânico Ian McKellen.

O estúdio de cinema Universal não respondeu a um pedido de comentário. Nenhuma data de lançamento foi anunciada para o filme.

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Cinema

História de Suzane von Richthofen será retratada no filme ‘A menina que matou os pais’

Filmagens começam ainda neste ano e estreia é prevista para 2019. Thriller psicológico discutirá motivos que levaram Suzane a planejar assassinato dos pais, diz diretor.

Publicado em

Do G1

Aacontecimentos que envolvem o crime e o julgamento de Suzane Von Richthofen e Daniel Cravinhos serão retratados no filme “A menina que matou os pais”, anunciado nesta terça-feira (17) pela distribuidora Vitrine Filmes.

Os dois são réus confessos pelo assassinato de Manfred e Marísia von Richthofen, pais de Suzane, em outubro de 2002. O episódio é um dos mais lembrados casos policiais do Brasil.

As filmagens devem começar ainda no segundo semestre deste ano. A estreia é prevista para 2019.

Mauricio Eça (“Apneia” e “Carrossel”) assina a direção. Em um comunicado, ele diz que o filme será um “thriller psicológico de suspense”, que abordará os motivos em torno do crime com “detalhes e discussões nunca antes debatidos sobre o caso”.

“O filme traz um tema que muita gente conhece e tem ideias preconcebidas, mas as pessoas não sabem o mais importante, que é o motivo que levou a filha a, junto com seu namorado, matar os pais.”

O roteiro é assinado pela criminóloga Ilana Casoy, autora do livro “O quinto mandamento” (Arx, 2006), que reconstitui o assassinato dos Richthofen, e pelo escritor de literatura policial Raphael Montes.

A pesquisa para construção da história durou cerca de seis meses e analisou arquivos públicos do julgamento, desde o assassinato até a condenação. Diretor, produtora e distribuidora estão realizando testes para escolher o elenco do filme.

Reprodução de foto da família Richthofen. Da esq, para a dir.: Suzane von Richthofen, o irmão Andreas Albert von Richthofen e os pais Marísia von Richthofen e Manfred Albert von Richthofen (Foto: Sérgio Castro/Estadão Conteúdo/Arquivo)

O crime

Manfred e Marísia foram mortos a pauladas enquanto dormiam. O crime foi cometido pelos irmãos Daniel e Cristian Cravinhos, à época namorado e cunhado de Suzane. Ela foi condenada a 39 anos de prisão por ter sido considerada mentora da ação.

Daniel Cravinhos já cumpre pena no regime aberto. Cristian estava no mesmo regime, mas foi preso neste ano por posse ilegal de muniçãoapós se envolver em uma confusão em um bar de Sorocaba (SP).

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