Bancários organizam greve nesta quarta em assembléia

Sindicalista pede apoio e compreensão da sociedade para este último recurso que os trabalhadores têm de reivindicar seus direitos.

Sindicalista pede apoio e compreensão da sociedade para este último recurso

Caso a Fenaban não apresente outra proposta, a partir da zero hora do dia 19, os bancários de Assis e região estarão em greve. Isso será definido nesta quarta-feira, durante assembléia no Sindicato dos Bancários do município. Todas as agências de Assis e da base territorial do Sindicato, que compreende mais 15 municípios, terão suas atividades paralisadas a partir de quinta-feira por tempo indeterminado.

Nesta segunda-feira, o presidente do Sindicato, Helio Paiva Matos, a diretora executiva da Federação, Madalena Nizoli e o convidado, presidente da OAB de Assis, Carlos Pinheiro, estiveram no canal 10 local, num debate comandado por José Luiz Silva a respeito do assunto. Pinheiro apoia o movimento grevista e concorda com todos os enfrentamentos diários que os bancários vem passando nos últimos tempos. O programa está sendo exibido e pode ser acessado no facebook do Sindicato.

Proposta rejeitada
A proposta apresentada pela Fenaban foi rejeitada pelos bancários no último dia 12 durante as negociações da Campanha Salarial 2013. Além de negar aumento real nos salários, pisos, PLR e todas as verbas salariais, a proposta da Fenaban ignora todas as reivindicações dos bancários sobre emprego, saúde e condições de trabalho, segurança e igualdade de oportunidades.

Para o presidente do Sindicato, Helio Paiva Matos, a proposta apresentada pela Fenaban foi uma verdadeira provocação. “Um setor em que somente os bancos lucram bilhões anualmente, mantendo a mais alta rentabilidade do planeta, graças ao aumento da produtividade de seus trabalhadores, acenar com uma proposta desse tipo é pra empurrar os bancários para a greve”, desabafa.

Apesar do lucro recorde, os bancos estão fechando postos de trabalho e piorando as condições de trabalho, com aumento das metas abusivas e do assédio moral, o que tem provocado uma verdadeira epidemia de adoecimentos na categoria. Por falta de investimento em segurança, também cresce o número de ocorrências policiais. “Mas os banqueiros se recusam a discutir esses problemas. Por isso, a única saída da categoria é a greve”, acrescenta Matos.

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