Jorge Toledo seria dono do jatinho que caiu matando Eduardo Campos

Jorge Toledo é um dos donos do Grupo Toledo, ao qual recentemente adquiriu a massa falida da Usina Gantus, localizada em Borá, na região de Assis (SP).

Campos esteve em Arapiraca há uma semana no mesmo jato que caiu, modelo Cessna, e que teria entre os donos o usineiro Jorge Toledo Florêncio
Jorge Toledo Florêncio seria o sócio alagoano da AF Andrade Empreendimentos e Participações Ltda.

O usineiro Jorge Toledo Florêncio seria o sócio alagoano da  AF Andrade Empreendimentos e Participações Ltda., dona do jatinho que caiu em Santos, no litoral paulista, na quarta-feira (13), matando o presidenciável Eduardo Campos (PSB) e quatro assessores de campanha, além do piloto e copiloto. A empresa é ligada ao Grupo Andrade, um dos maiores do setor sucroalcooleiro do país, com sede em Ribeirão Preto (SP).

Jorge Toledo é um dos donos do Grupo Toledo, ao qual pertencem a Usina Capricho, localizada em Cajueiro, a Usina Sumaúma, em Marechal Deodoro, e a Destilaria Paisa, localizada em Penedo. Mais recentemente o grupo adquiriu a massa falida da Usina Gantus, localizada em Borá, na região de Assis (SP). A usina estava parada havia 16 anos, segundo o antigo proprietário, Antônio Gantus. Para voltar a operar a usina, serão exigidos investimentos pesados do novo proprietário na empresa.

Ainda no estado de São Paulo, Jorge Toledo é sócio do pernambucano José Luiz Duarte da Silveira Barros na Destilaria Vale do Rio Turvo, localizada no município de Onda Verde, a 40 quilômetros de São José do Rio Preto e adquirida no final de 2000.

A aeronave, modelo Cessna 560XL, caiu sobre um bairro residencial logo após a aeronave arremeter em tentativa de pouso frustrado no aeroporto do Guarujá, por volta das 10h da última quarta-feira. Chovia fraco e estava nublado. No mesmo dia, houve relatos de que uma das turbinas do jatinho teria pegado fogo logo após arremeter.

Há uma semana, Eduardo Campos esteve em Arapiraca com o mesmo avião que caiu na quarta. As imagens da chegada do então presidenciável podem ser vistas no site do portal G1 Alagoas.

Erro do piloto teria derrubado avião
Um erro operacional no procedimento de arremesso do Cessna 560XL, teria sido a causa mais provável da queda do jato que se espatifou em Santos com o presidenciável Eduardo Campos a bordo. Esta avaliação é do piloto alagoano Antenógenes Pereira da Silva, gestor de segurança operacional de aviação civil.

Ele lembra que este modelo de jato tem restrições quanto ao procedimento de arremesso, não podendo o piloto recolher os flaps com o avião acima de 200 nós ou 370 km por hora. “Quando isto acontece, o jato baixa o nariz repentinamente e vai ao chão”, explica Antenógenes, destacando que provavelmente foi isto que aconteceu na tragédia de Santos.

Os flaps são estruturas aerodinâmicas que servem para aumentar a superfície das asas e o arrasto do avião para reduzir a velocidade e aumentar a sustentação da aeronave durante o procedimento de pouso.

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