Conselho Tutelar pede que pais evitem filhos assistirem o BBB

Ana Lúcia Pereira, moradora esteve no Conselho Tutelar reclamando que o BBB é algo extremamente pernicioso às crianças e adolescentes.

Conselho Tutelar pede que pais evitem filhos assistirem o BBB
Conselho Tutelar pede que pais evitem filhos assistirem o BBB

“Estou na sala de estar de casa com o esposo e a neta, de dez anos. Na tela da tevê, dois participantes do programa Big Brother Brasil  – também conhecido como BBB, transmitido pela Rede Globo de Televisão –  protagonizam  uma  cena lamentável. Insultam-se, dizem palavrões e têm espasmos de verdadeira histeria, com berros assustadores e gritos ininteligíveis”. A frase é de Ana Lúcia Pereira, moradora na Vila Ribeiro que esteve no Conselho Tutelar reclamando que o BBB é algo extremamente pernicioso às crianças e adolescentes.

“Digo ao meu esposo que não concordo com que a minha neta assista ao programa. E que ela mesma não deveria. Estão se divertindo, porém. Acreditam que é inofensivo. Dizem que já vão desligar, enquanto riem do que vêm”, frisou.

Ana Lúcia não é a única pessoa que já esteve no Conselho Tutelar e reclamou dos absurdos que o programa BBB leva para o interior das residências das famílias. Várias mães também já comentaram tal fato e lembram que o programa é perigoso às famílias.

“Não posso culpá-las (crianças e adolescentes). Afinal, a TV aberta leva para dentro dos lares uma programação horrível e o BBB é reflexo disso. Vale tudo para ganhar audiência. É um programa que ensina tudo o que é errado para crianças e adolescentes”, salientou o presidente do Conselho Tutelar, Sergio Vieira, solidário aos pais.

“Dirão que é uma deficiência educacional com os filhos, mas todos sabem que essa é a realidade de milhões e milhões de famílias de todas as classes sociais e regiões do país. Além do que, proibir jovens de fazer alguma coisa só funciona enquanto estão sob os nossos olhares vigilantes. Há que convencê-los do que não devem fazer. E todos devem tentar, mas não é fácil”, diz o presidente do Conselho Tutelar.

“Porque é inevitável. É “isso” o que temos na tevê aberta, no Brasil. Baixaria, vulgarização do sexo, bebedeira, ódio, mesquinhez, violência, inveja, desonestidade. Esses são os valores que a tevê aberta, um direito e uma propriedade da cidadania, incute em nossa juventude, em nossa infância e até em faixas etárias mais maduras”, completa

Na visão de Sergio Vieira, esse programa, porém, supera tudo o mais que há de ruim na tevê. Sobretudo por seu alcance, mas também pelos exemplos de lassidão dos costumes, do comportamento em sociedade. “É um pisotear incessante de valores elevados que a tevê deveria difundir, mesmo que seja por sua condição de concessão pública”, frisou.

Ele disse ainda que o cinema ou o teatro que as tevês exibem, por exemplo, via de regra, mesmo exibindo comportamentos inaceitáveis, sempre terminam oferecendo a premissa de que o mau comportamento não compensa e de que tem um preço. “Programas como o BBB, não. Aqueles dois ignorantes que discutiam com aquela virulência, ganham pelo que fazem. Nem que seja fama”. ressaltou.

Ele diz que o país suporta passivamente essa bofetada em sua face em que se consiste cada programa Big Brother Brasil, ano após ano. E, com a queda de audiência no Brasil de um programa que deixou de ser exibido no resto do mundo por falta justamente de audiência, pode-se prever que a apelação da Globo só fará aumentar. “E não há uma mísera autoridade que diga um A. Principalmente porque a Globo monopoliza a comunicação no Brasil, com uma programação extremamente perniciosa, que destrói os valores familiares. As igrejas deveriam, então, desenvolver uma campanha para que os seus fiéis evitassem deixar seus filhos assistirem  tal baixaria”, encerrou.

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