Sindicatos Rurais do Vale Paranapanema e Monsanto celebram acordo

O Acordo Soja Monsanto trata da isenção de cobrança da tecnologia Roundup Ready (soja RR1) para as próximas duas safras

Em reunião realizada no Sindicato Rural de Assis, ontem, dia 31, os representantes dos Sindicatos Rurais do Vale do Paranapanema (Assis, Cândido Mota, Ibirarema, Maracaí, Palmital, Paraguaçu Paulista e Pedrinhas Paulista), além do Sindicato Rural de Santa Cruz do Rio Pardo ouviram o representante da Monsanto, Iuri Taffarel, que expôs os objetivos da multinacional ao realizar o acordo com a Confederação Nacional da Agricultura do Brasil – CNA e mais dez Federações da Agricultura do país.

Embora a Federação da Agricultura do Estado de São Paulo – FAESP, não tenha assinado o acordo, isso não impede que os produtores paulistas façam adesão ao contrato, que deve ser realizado individualmente. De acordo com Taffarel, a própria CNA já está em contato com a Faesp para incluir São Paulo no acordo. Independente disso, a multinacional tomou a iniciativa de procurar as entidades sindicais para dialogar, e no caso da região de Assis, o sindicato rural local foi a única entidade paulista a entrar com ação na justiça para questionar a Monsanto.

Segundo Orson Mureb Jacob, presidente do Sindicato Rural de Assis, os sindicatos da região estão de acordo com a proposta da Monsanto, uma vez que ao assinar o acordo, o produtor deixa de pagar os 2% destinados aos royalties ao adquirir as sementes RR1 e, isso em valores regionais equivale a aproximadamente R$ 11 milhões que deixam de sair da região e do bolso dos produtores.

Em linhas gerais, o Acordo Soja Monsanto trata da isenção de cobrança da tecnologia Roundup Ready (soja RR1) para as próximas duas safras e regulamenta o licenciamento para uso da tecnologia Intacta RR2 PRO â„¢. Isso não significa que o produtor que assinar o acordo seja obrigado a utilizar a tecnologia Intacta, mas define as regras de licenciamento para utilização.

Reunião realizada no Sindicato Rural de Assis, dia 31, com os representantes dos Sindicatos Rurais do Vale do Paranapanema (Fotos: assessoria)

O representante da Monsanto também comunicou que a multinacional obteve parecer favorável de três juízes do Mato Grosso para a volta da cobrança da taxa tecnológica em todo o país, e que naquele estado os produtores vão ter que depositar em juízo. Então os produtores já estão recebendo o boleto para pagamento da taxa em fevereiro.

Caso o produtor já tenha pago a taxa referente à safra atual e faça adesão do acordo com a Monsanto, a empresa se responsabiliza pela devolução do valor pago assim que receber o contrato assinado pelo produtor.

Os sindicatos rurais da região vão se mobilizar para que essa informação chegue a todos os produtores de soja e que possam se beneficiar do acordo. Para isso, as entidades vão disponibilizar cópias do acordo para todos os interessados, bem como outras formas de acesso.

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