Drogadição: Quando a internação é a solução

O dependente de drogas e/ou alcoólico passa a limitar seu convívio social a locais onde sua substância de preferência esteja disponível e seja aceito por seus “novos amigos”.

Valmir Dionizio

Falando em dependência de substância, o ideal é agir rapidamente, assim que se toma conhecimento da utilização álcool excessivamente ou de drogas ilícitas, encaminhando a pessoa para um tratamento ambulatorial, com psicólogo, psiquiatra, assistente social, conselheiro em dependência química.

Caso a pessoa não se adapte ao tratamento, faltando inúmeras vezes ou simplesmente abandonando o mesmo, dando continuidade ao consumo de drogas, aumentando em frequência e quantidade, ocasionando outros problemas associados ao uso, a melhor solução é a internação. A internação é algo necessário, mesmo quando contra a vontade, dependendo do grau de compulsão que o dependente se encontra.

Somos resistentes a internação realizada contra a vontade do dependente, mas temos que admitir que dependendo do estágio em que este se encontra em sua doença, não existe outra saída que não o afastamento da sociedade para manter-se em local seguro até retomar sua consciência e capacidade de discernimento.

A dependência de substâncias e alcoólica provoca a separação e o isolamento do indivíduo, acompanhado por uma fase emocional que o distancia  da família e de amigos verdadeiros, sempre junto com um alto grau de desconfiança e intolerância com o outro, passando a agir com agressividade e afastamento afetivo.

O dependente de drogas e/ou alcoólico passa a limitar seu convívio social a locais onde sua substância de preferência esteja disponível e seja aceito por seus “novos amigos”.  O doente deixa de ir a escola, acabando por interromper os estudos, ele passa a faltar com maior frequência no serviço – geralmente as segundas-feiras, após um final de semana de uso intenso. Perde a noção de tempo, saindo sempre para “resolver um probleminha”, passando horas ou até dias, fazendo uso da droga ou do álcool.

Estas são apenas alguns exemplos das transformações pelas quais o adicto passa, quando se torna um dependente, não conseguindo entender o problema. Alguns até conseguem, mas boa parte se perde pelo caminho, podendo ser preso cometendo delitos para conseguir a droga, ou entrar em óbito não pelo uso, mas pelas consequências de seu consumo, tais como: acidentes de carro, atropelamentos, homicídio, suicídio entre outros.

Esperar que o próprio dependente (adicto) decida se vai ou não procurar ajuda, é equivalente a brincar de “Roleta Russa”. E não podemos carregar a culpa por nos omitir a esta dificuldade. 

Valmir Dionizio
Voluntário da Associação Assisense de Amor Exigente
Tenente da Policia Militar
Formado em Educação Física e Vereador em Assis

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