Evento reúne comunidade LGBTTT, Acadêmica e Assisense

Protagonizado por lésbicas, gays, bissexuais, travestis, transexuais e transgêneros, seminário reúne grande número de participantes.

Evento reúne comunidade Lgbttt, Acadêmica e Assisense (Foto: Divulgação/Gabriel Alves Bezerra)

Entre os anos de 2011 e 2014 foram registradas mais de 7600 denúncias de violação contra a população composta por Lésbicas, Gays, Bissexuais, Travestis, Transexuais e Transgêneros (LGBTTT), de acordo com dados da Secretaria de Direitos Humanos da Presidência da República. Em 2016, foram contabilizados 232 casos de Travestis e Transexuais violentados, equivalentes a mais de 20% do total de denúncias feitas junto a Ouvidoria Nacional e ao Disque Diretos Humanos (Disque 100), sem calcular os casos nos quais as vítimas não denunciam. Discriminação e violência psicológica são os principais motivos das denúncias.

Esses são alguns motivos que justificam o “Terceiro Seminário: Paremos a Transfobia” realizado nos dias 12 e 13 de julho na Unesp-Assis, com apoio da Associação Nacional de Travestis e Transexuais (Antra) e o grupo de pesquisa de Psicologia e Cultura Queer (PsiCUqueer) e, também por estagiários e professores do curso de Psicologia da Faculdade de Ciências e Letras de Assis. Participaram do evento alunos da Unesp, entre outras instituições de ensino de Assis, professores, comunidade de Assis e região.

No primeiro dia houve a mesa de diálogos entre pesquisadores do grupo PsiCUqueer: Danielly Mezzari, Fábio Morelli, Juliana Bessa e Bruno Pereira. Ministrada pela prof.ª Dr.ª Danielle Barreto, coordenadora do curso de Psicologia da Unipar/Umuarama, a mesa com o tema “Dissertações Transviadas” apresentou trabalhos realizados do pesquisadores de mestrado e doutorado que tem o público LGBTTT como alvo de suas pesquisas.

No período da tarde, organizados pelo Projeto Cinema Universitário (CineC.U.), foi exposto o filme “Meu nome é Jaque” e, posteriormente, debatido com a ativista trans Lorena França, os doutorandos Clarck Melindre e Rogério Melo e o mestrando Herbert Proença, juntamente dos participantes do evento.

Pela noite, ocorreu a Mesa de Abertura do Seminário em que docentes do Departamento de Psicologia Clínica e do Departamento de Psicologia Social e Educacional falaram sobre cidadania e os direitos da comunidade LGBTTT.

Depois, um dos organizadores do evento, prof.º e Dr. William Siqueira Peres foi coordenador da conferência intitulada “Travestilidades e Transexualidades e seus marcadores sociais de estigmas: Paremos a Transfobia”, ministrada pela ativista e docente da Universidade Federal do Paraná (UFPR), Dr.ª Travesti Megg Rayara. Nesse momento, a Dr.ª Megg Rayara apresentou seu projeto de pesquisa durante sua pós-graduação e contou o penoso caminho que percorreu, por ser travesti, à conquista de seu título de mestre e doutora.

E para finalizar o primeiro dia de evento, foi apresentado o espetáculo teatral “GrazyEllas”, dirigido por Luam Almeida Sales e contracenado pela atriz e travesti Mel Campus.

Dando continuidade ao evento, Indianara Siqueira, Mel Campus e Gabrielly Spanic – todas ativistas sociais -, formaram a mesa de diálogos “Pessoas Trans e o mercado de trabalho: resistências de vida”, que teve coordenação do professor e doutor da Unesp-Assis, Fernando Teixeira Filho.

Por fim, a última mesa do evento com o tema “Raça, gênero e perspectivas feministas nos movimentos sociais” foi composta pela Janaína Lima, atual superintendente adjunta da coordenação de diversidades do município de São Paulo; pela Luana Hansem, ativista do movimento lésbico; e pelo diretor do Instituto Brasileiro de Transmasculinidades, Lam Mattos. Nesse momento, foram compartilhadas experiências de vida dos participantes e suas colaborações com o movimento de ativismo social para/com a comunidade LGBTTT.

Mesas redondas, conferências, cinema e teatro compuseram a programação do “Terceiro Seminário: Paremos a Transfobia”. Um espaço de diálogo com troca de experiências e informações foi criado nestes dois dias de evento, lançando luz sobre movimentos sociais, políticos e culturais acerca da comunidade LGBTTT.

Continuemos a luta, Paremos a Transfobia!

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