O Natal e sua magia…

Por Carlos R. Ticiano

Mais uma vez estamos no mês de Dezembro.  De uma forma tímida e sem a tradicional melodia natalina que o rádio já não toca mais, o Natal vai surgindo no calendário de mesa.  Com ele, a esperanças de que a data consiga mudar pelo menos um pouco, a cabeça das pessoas, que atualmente só sabem cultivar a intolerância.

Mas a tradição prevalece. Nas igrejas são celebradas a Missa do Galo, muitas famílias fazem uma ceia de Natal completa; outras nem tanto, algumas crianças recebem o presente de última geração; outras talvez uma bola, uma boneca.  Não quero parecer piegas e sem graça, mas a desigualdade é tanta, que chego a pensar que todo adulto não foi uma criança um dia e já esperou pela visita do Papai Noel, na expectativa de ganhar um presente.

Hoje em dia é quase impossível comprar um brinquedo, pois os preços nesta época do ano travam uma briga tão desonesta com os consumidores, que nem as lojas de 1,99 (que de 1,99 não tem nada) conseguem ajudar na hora das compras.   Mas o Natal está chegando e com ele a tão esperada temporada de compras natalinas.  É impossível ficar indiferente as promoções da black friday (sexta-feira preta), dos shopping centers decorados, das lojas com suas vitrines enfeitadas e ignorar as ruas movimentadas…

Nem que para isso, seja preciso lançar mão das economias, ou estourar o limite do cartão de crédito.  Quase é uma obrigação, se sentir atualizado com as novidades que desfilam diariamente, nos meios de comunicação.  Em que a televisão e a internet reinam de forma absoluta, com o simples objetivo de induzir as pessoas a comprarem até o que não precisam. Tudo com a pura intenção de fazer um “drinque de ofertas” e seduzi-los a brindar ao seu status…

Assim, o Natal se torna triste, pois os preços são altos, as crianças são carentes, a democracia é restrita, o papai-noel é careta, os adultos são quadrados, as mensagens são evasivas, os sorrisos são falsos e as esperanças são remotas.  Ainda há muita desunião entre as pessoas dificultando o reencontro daqueles que sonham com uma festa mais cristã.  Os cartões, com suas mensagens de “Feliz Natal”, foram substituídos pelas mídias e redes sociais que se encarregam de enviá-las pelo WhatsApp, Facebook , Instagram…

Abra aquele coração trancado, que impede as pessoas de se procurarem, de se aproximarem e de se encontrarem para juntas descobrirem que o Natal é um momento especial de confraternização, de carinho e de amor.  Redescubra aquele amor de infância, perdido no passado; aquela amizade de irmãos, esquecida no tempo; aquele abraço de saudades, abandonado na distância e se reencontre com as pessoas e consigo mesmo.

Na porta da casa, uma guirlanda colorida, na sala de estar, uma árvore de natal toda enfeitada com luzes pisca-piscas, bolas, laços e símbolos natalinos. Sobre a mesinha de canto, um presépio todo ornamentado e um Papai Noel cantando Jingle Bells.  Deixe o Natal nascer em sua vida, como nasceu a milênios em Belém (Judeia) aquele menino de origem simples, pobre e humilde.  Mas que através de uma simples manjedoura, soube demonstrar ao mundo, o verdadeiro significado de uma família.

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