A realidade sobre o descobrimento do Brasil…

Por Carlos R. Ticiano

“Senta que lá vem história”

E Deus criou o mundo, sem o patrocínio das “empreiteiras”.  Adão e Eva em parceria com a cobra inventaram o “drive-in” para se divertirem. Os políticos construíram Brasília para discretamente fazerem suas ”maracutaias”.  E os Chineses trataram de fabricar e exportar tudo o que os habitantes deste planeta, viriam a utilizar na rotina do seu dia a dia.

Que Deus nos proteja dos raios e trovoadas”

Naquela época, os aprendizes de políticos, já se digladiavam em batalhas sangrentas para tomarem posse do maior número possível de países para posarem de poderosos.  Nesta época, Pedro Álvares Cabral já cansado da rotina de sair todos os dias para pescar e à noite ficar bebendo nas “tabernas”, resolveu se aventurar pelo ”Mar Oceano” a procura do tal caminho para as Índias.

“Em suas viagens marítimas, consultem a Cabral Turismo”

Com o incentivo do Rei Dom Manuel e uma poderosa esquadra formada de dez naus e três caravelas e uma tripulação numerosa, composta de todo tipo de homens, entre eles até ”degredados”, partiu Cabral do Tejo sem lenço e sem documento.  Não sei se por problemas na “bússola”, no traçado de rota do “GPS” ou se por falta de vento, que o próprio Vasco da Gama já o havia alertado, acabaram nos costados, do que viria a ser a America do Sul.

“À vista com 5% de desconto ou a prazo no carnê com 10% de juros”

Do lado de lá do continente, viviam os aborígenes, deste lado de cá do continente, viviam os indígenas divididos em várias etnias.  Comandados por Caciques e morando em tabas, os índios tinham uma vida tranqüila, sem problemas de transporte, desemprego, segurança e saúde.  Mas todas essas regalias estavam com os dias contados, pois depois de navegarem por muito tempo, do alto da “gávea” (cesto de observação) de uma das caravelas, alguém avistou e gritou – Terra à vista!…

“Desculpem, mas não posso ficar para o jantar”

O dia exato que aportaram por aqui, ninguém sabe direito. Considerando que todo mundo mexia naquela folhinha, talvez o dia mais exato tenha sido 22 de Abril de 1500. Inicialmente aos sinais de terra avistados, um monte (Monte Pascoal), um porto, (Porto Seguro), uma ilha, (Ilha de Vera Cruz), uma terra (Terra de Santa Cruz) e depois de consultarem as cartas de tarô, decidiram finalmente por Brasil. Diante do acontecido, Cabral enviou de volta a Portugal uma caravela, levando uma carta escrita pelo escrivão Pero Vaz de Caminha, relatando a descoberta de uma nova terra, e em seguida, seguiu viagem com destino as Índias.  

“Índia bonita não paga, mas também não leva”

Já com as caravelas ancoradas com a ajuda de “flanelinhas”, pisaram em terra firme para um primeiro contato com os índios, que andavam nus e com os corpos pintados. Sem entenderem nada, acharam melhor ir com calma, e saíram distribuindo todo tipo de “quinquilharia”, pois pensaram se tratar de uma “passeata” a reivindicar alguma coisa.

“Enquanto houver inocente sem noção, vai existir malandro de plantão”

Não foi fácil o relacionamento com os indígenas, considerando a intenção dos portugueses de apropriarem-se de suas riquezas naturais, entre elas, da árvore pau-brasil de onde se extraiam uma tinta avermelhada, do ouro e das pedras preciosas.  Diante desse impasse ”diplomático”, foi tiro prá lá, flechada prá cá e muita gente morta e ferida. Teve até um bispo Dom Pero Fernandes Sardinha que acabou entrando para o cardápio do dia e servido no “self-service” do restaurante do Cacique.

“O tira-gosto e a bebida são cortesia da casa”

Teve também o caso do bandeirante Bartolomeu Bueno da Silva (Anhanguera) que iludiu os índios, fingindo por fogo nas águas ao colocar aguardente em uma vasilha e atear fogo. Tudo isso para obrigar os índios a dizer onde se encontravam as minas de ouro e de pedras preciosas. Toda essa riqueza, aqui retirada era enviada a Portugal, o que deixava as “elites coloniais” revoltadas e inconformadas com a situação do Brasil em ser apenas uma Colônia Portuguesa.  Diante desta situação, Dom Pedro I não teve outra escolha a não ser proclamar a “Independência do Brasil”.

“O tempo passou e infelizmente nada mudou”

A partir desta data, o Brasil passou a ser exatamente o que é hoje, ou seja, o país dos políticos, e não mais dos índios, dos trabalhadores, dos aposentados, dos idosos, dos jovens…  Acredito que não preciso entrar em maiores detalhes para explicar como foi o nosso passado, como está sendo o nosso presente e como será, sabe Deus, o nosso futuro.

“Levanta que a chapa está esquentando”  

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