Que Brasil você quer para o futuro?…

Por Carlos R. Ticiano

Não sei se como eu, vocês também tem o hábito de acompanhar estes programas que tem como finalidade, mostrar os países, principalmente da Europa, com seus pontos turísticos, seus meios de transportes, seus costumes, suas tradições e suas edificações antigas…

Diante desta demonstração de superação, seriedade, capacidade, evolução e recuperação.  E que chego à triste conclusão de que estamos no caminho errado. Somente um país, como o Brasil, é capaz de destruir o seu passado, ignorar o seu presente e não planejar o seu futuro!

Em Singapura, o governo impõe aos cidadãos uma enorme rigidez de conduta. Tudo ou quase tudo, é proibido. Degustar um lanche e jogar a embalagem no chão. Beijar a namorada na boca em publico. Atravessar a rua fora da faixa de pedestre. Saborear um lanche ou fumar dentro do metrô. Tudo isso dá multa. Fazer tráfico de drogas no país é pena de morte. Se alguém vandalizar a cidade de alguma forma leva chibatadas no bumbum. Todas estas normas não são lendas, e estão fixadas em lugares públicos para todos terem ciência.

Em Portugal, é tradição em se andar de bonde.  Além do fado e dos pastéis de Belém, subir e descer as ladeiras da cidade a bordo dos lendários bondinhos amarelos é indispensável. Os primeiros bondes começaram a circular pela cidade em 1872 e eram puxados por cavalos. Apenas em 1900 é que começaram a circular os primeiros bondes elétricos, que continuam até hoje. Atualmente percorrem apenas 26 quilômetros dos 76 que existiam, mas nem por isso, os bondinhos portugueses perderam a importância, o carinho e o charme.

Na Europa, a engenharia européia foi capas de idealizar e construir estradas que são verdadeiros cartões postais. Na Romênia, a estrada “Transfagarasan” construída na parte mais alta dos Cárpatos, tem uma elevação de mais de 2000 metros, com mais viadutos e túneis do que qualquer outra estrada. Na Noruega, a estrada “Atlântica” que liga as cidades de Molde e Kristiansund, com seus 08 quilômetros de extensão, foi escolhida a construção do século devido as suas várias elevações, que em alguns momentos se tem a impressão de terminar no espaço.

No Japão, a bicicleta faz parte da cultura japonesa.  O Japão é o terceiro país com o maior número de bicicletas do mundo, perdendo apenas para a Holanda e a Dinamarca. A bicicleta se tornou uma opção de transporte para milhões de japoneses não só por uma razão sustentável.  Demonstra na realidade uma tendência cultural muito antiga, que já atravessou várias gerações e que ainda persiste nos dias de hoje, utilizada por aproximadamente 99% da população.

Nos países da Europa os postos de gasolina não possuem frentistas, ou seja, você mesmo abastece o carro, vai até a loja de conveniência, informa qual a bomba que utilizou e faz o pagamento. Nos Estados Unidos os jornais são vendidos em máquinas instaladas nas calçadas, hotéis e aeroportos. Para adquirir um exemplar, basta você colocar uma moeda correspondente ao valor do jornal e retirá-lo.  Na Austrália os produtores rurais no meio do nada, instalam suas bancas de auto-atendimento para venderem seus produtos. As pessoas interessadas em adquirir alguma coisa, retiram o produto e deixam o dinheiro em uma caixinha.

No Brasil, com a chegada do ônibus e posteriormente do metrô, desativaram os charmosos bondes e os atraentes trens e suas tradicionais estações.  Para edificar novos e modernos edifícios, derrubaram os velhos e antigos prédios e casarões. E para construírem novas e modernas praças, destruíram as antigas, com seus coretos e monumentos retrô.

De volta à realidade brasileira, onde estão os hospitais aparelhados, as escolas especializadas, as estradas seguras, as ciclovias modernas, as moradias dignas, os transportes descentes e a segurança de ir e vir garantida?…

O Brasil não serve de exemplo para ninguém.  Lamentavelmente fugimos da escola, não fizemos a lição de casa, ficamos em recuperação e acabamos reprovados.  Por isso e por outros motivos, e que temos que voltar urgentemente ao pré-primário, pois temos muito ainda o que aprender.

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