A copa que virou uma quitinete para os brasileiros…

Por Carlos R. Ticiano.

O Brasil já não é mais o país do futebol.  Na euforia do já ganhamos, acompanhado de um chopinho, um churrasco e de uma pelada, vamos exclamando:  Deixa que eu chuto!… Por essas e por outras, não é de se estranhar que o brasileiro se dá ao luxo de começar o ano, só depois do carnaval e de fazer meio expediente em dias que tem jogos da seleção.

Na política, como previsto e esperado, vai ser permitidas doações de pessoas físicas aos candidatos, nas eleições a serem realizadas este ano. Intitulada “vaquinha virtual eleitoral”, o pré-candidato as eleições, poderá arrecadar doações de pessoas físicas. Bastando para isso, que faça um cadastro em um dos sites do TSE (tribunal superior eleitoral) para começar a receber o valor máximo de Cr$ 1.064,10 reais por pessoa.

No futebol, pelos resultados apresentados pelas seleções, que estão disputando a Copa do Mundo na Rússia. Até então favoritas ao título, entre elas a seleção brasileira, admito que esteja decepcionado. Relembrando o “Zé da Galera”, interpretado pelo humorista Jô Soares, no programa Viva o Gordo, onde ele dizia ao técnico Telê Santana: “Bota ponta, Telê!”… Eu diria ao técnico Tite: Dispara o foguetinho pra cima da Bélgica, Tite… Mas infelizmente o projeto do Sputnik brasileiro não decolou. E a missão de sermos hexacampeão foi para o espaço!…

Na tradição, descendentes de uma família quatrocentão, relatam que antigamente as doações para políticos, se resumiam apenas a mesas, cadeiras, armários, tapetes e cortinas. Que um fio de bigode, valia mais do que um contrato assinado. Já imaginou você andando pela rua nos dias de hoje e um senhor de terno e gravata, estendendo-lhe a mão e solicitando uma singela doação, para ajudá-lo a se eleger nas próximas eleições.  Com a promessa, de que se eleito, reinando absoluto em Brasília, será o porta-voz de suas reivindicações.

Na euforia, a população brasileira acha que herdou o paraíso. O ano mal começa e os foliões já estão preocupados com a confecção de suas fantasias. Nas avenidas, escolas de samba, desfilam enredos dignos de um filme de Hollywood. Nas ruas, blocos animados, seguem sambando e cantando ao som do Trio Elétrico. Quem nesta hora está preocupado com inflação, desemprego, corrupção, transporte, segurança, educação, saúde…

No passado, a campanha “Ouro para o bem do Brasil”, idealizada pelo grupo jornalístico, Diários Associados logo após o golpe-militar de 1964, convocava a população brasileira a doar recursos, com o objetivo (acredite se quiser) de ajudar o país a pagar sua dívida externa. Na ocasião, foi montado comitês com três cofres, a saber:  O primeiro para receber doações em dinheiro. O segundo para receber doações em cheques. E o terceiro para receber doações em ouro, especificamente alianças de casamento. Em troca, o casal recebia uma aliança de latão, com os seguintes dizeres: “Doei ouro para o bem do Brasil”.

No videoteipe, o árbitro de vídeo (VAR) considerou como entrada perigosa, passível de cartão amarelo ao goleiro Cássio, pelo empurrão no técnico Tite, quando este comemorava o gol de Philippe Coutinho. Que por sua vez, acreditou continuar recebendo cruzamentos na entrada da área, principalmente de Gabriel Jesus. Que por sua vez, não agüentou dispor dos poderes de “Jesus”, para dizer ao Neymar:  Levanta-te, deixa a bola e pega a mala que o avião nos espera. Não para voltar ao Brasil e sim aos nossos times de origem…

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