Retrospectiva da Copa da Rússia

Por Carlos R. Ticiano.

ABERTURA – Relembrando o radialista e locutor esportivo Fiori Gigliotti que celebrizou frases como: “Apita o árbitro, abrem-se as cortinas e começa o espetáculo”.  Nos gramados dos estádios russos, seleções de vários países vão disputar a supremacia do futebol. Algumas favoritas, outras nem tanto, mas todas com a possibilidade de surpreender. E não tenham dúvidas, vamos ter surpresas, acreditem!… E só esperar até o final da copa…

Desde jogos inesquecíveis, lances bizarros, jogadas ensaiadas, jogador simulando falta, cobrança de faltas perfeitas, goleiros desviando a bola com as pontas dos dedos, jogos entediantes, goleiro tomando frango, jogadores se contundindo, entradas ríspidas e perigosas, muitos cartões amarelos, algumas expulsões, lances duvidosos e o arbitro de vídeo (VAR) invadindo o campo virtual, para analisar e revisar possíveis erros.

FASE INCIAL – A Rússia, anfitriã da copa, não decepcionou e com o Uruguai se classificaram pelo (Grupo A).  A Espanha e Portugal mediram forças já no primeiro encontro e se classificaram pelo (Grupo B). A Dinamarca e a França ficaram naquele jogo da economia e se classificaram pelo (Grupo C). A Argentina e a Croácia fizeram uma campanha de opostos, mas também se classificaram pelo (Grupo D).

O Brasil e a Suíça optaram pela lei do mínimo esforço e se classificaram pelo (Grupo E).  O México e a Suécia fizeram para o gasto e se classificaram pelo (Grupo F). A Bélgica e a Inglaterra demonstraram poder de artilharia e se classificaram pelo (Grupo G).  O Japão e a Colômbia se alternaram no grupo e graças a uma combinação de resultados, também se classificaram pelo (Grupo H).

OITAVAS DE FINAL – As seleções favoritas e as que surpreenderam, começaram a se enfrentar.  O Uruguai de Luis A. Suárez venceu Portugal de Cristiano Ronaldo. A frança de Paul Pogba venceu a Argentina de Lionel Messi. O Brasil de Gabriel Jesus venceu o México de Raúl Jiménez. A Bélgica de Romelu Lukaku venceu o Japão de Yuya Osaco.

A Rússia de Fyodor Smolov precisou ir além da prorrogação, para vencer nos pênaltis a Espanha de Andrés Iniesta. A Croácia de Mario Mandzukic também teve que ir além da prorrogação para vencer nos pênaltis a Dinamarca de Yussuf Poulsen. A Suécia de Marcus Berg venceu a Suíça de Haris Seferovic. A Inglaterra de Harry Kane precisou ir além da prorrogação para vencer nos pênaltis a Colômbia de Yerry Mina.

QUARTAS DE FINAL – As seleções que conseguiram sobrepor se as demais seguiram adiante.  A França de Kylian Mbappé venceu o Uruguai de Edinson Cavani. A Bélgica de Marouane Fellaini venceu o Brasil de Neymar Júnior. A Croácia de Ivan Rakitic teve que ir além da prorrogação para vencer nos pênaltis a Rússia de Artem Dzyuba. A Inglaterra de John Stones venceu a Suécia de Jimmy Durmaz.

SEMIFINAIS – A França de Samuel Umtiti venceu a Bélgica de Mousa Dembélé.  A Croácia de Domagoj Vida venceu a Inglaterra de Jordan Henderson.

PRÉFINAIS – A Bélgica de Thibaut Courtois venceu a Inglaterra de Jordan Pickford e ficou com o terceiro lugar. A Inglaterra, depois de uma campanha de altos e baixos acabou em quarto lugar na classificação final.

FINAL – A França de Antoine Griezmann venceu a Croácia de Luka Modric e se tornou campeã do mundo. A Copa do Mundo, que aglomerou seleções de vários países, acabou se transformando em uma “Eurocopa” na reta final.  Os jogadores, tidos como estrangeiros, que até então se destacam nos times em que jogam, não conseguiram individualmente fazerem muita coisa pela seleção de seus países de origem.

A seleção brasileira diante de mais uma eliminação precoce, confirmou que não ostenta mais o título do país do futebol. Assim, restou aos brasileiros, evidenciar a superioridade do futebol apresentado pelas seleções do continente europeu.  Dos técnicos que surpreenderam com suas táticas. Dos jogadores que fizeram a diferença, através de sua versatilidade, garra, despojamento, improviso e objetividade. Será que já não passou da hora de reavaliarmos o futebol que achamos que ainda temos. De nos conscientizarmos que o mundo do futebol, como tantos outros evoluíram.

Será que vamos ter que ressuscitar a seleção formada por Félix, Carlos A. Torres, Brito, Piazza, Everaldo, Clodoaldo, Gérson, Jairzinho, Tostão, Pelé e Rivelino. Que ao comando do técnico Mário Jorge Lobo Zagallo, se tornou tricampeã do mundo no México em 1970. Ao contrário do que muitos pensam: O futebol não é uma caixinha de surpresas!…

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