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Se pudéssemos voltar no tempo…

Por Carlos R. Ticiano

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Mesmo com todo este suporte digital disponível atualmente, ainda sou adepto da era de Johannes Gutenberg, pois não dispenso um papel impresso.  Não abro mão de folhear todo dia um jornal para ler as notícias, consultar o horóscopo, fazer palavras cruzadas e com a caneta hidrográfica (marca-texto) sublinhar trechos para analisar depois com mais calma. E guardá-lo caprichosamente todo arrumadinho no revisteiro.

Gosto de levantar cedo, de buscar o jornal na portaria do condomínio e bater um papinho com o porteiro. E fofocar, como fazia a Candinha, da música (Mexerico da Candinha) interpretada pelo Roberto Carlos. Todo dia tem assunto, seja de televisão, política ou futebol para comentar. Como do personagem Dom Sabino, interpretado pelo ator Edson Celulari, na novela O Tempo Não Para. Do atentado ao candidato a Presidência da República, Jair Bolsonaro. Do time do São Paulo, que segue líder no campeonato brasileiro.

De volta ao apartamento, enquanto a cafeteira vai tirando um cafezinho fresquinho e o forninho elétrico aquecendo pãezinhos de queijo; fico lendo o jornal e me lembrando do tempo em que era garoto e não tinha muito com o que se preocupar. A não ser acordar cedo, ir para a escola, fazer os deveres escolares, jogar bola, soltar pipa, ajudar em algumas tarefas da casa e buscar alguma coisa que mamãe Anna, precisava com urgência.

De sair correndo atrás do bucheiro, com uma travessa e uma nota de cinco cruzeiros, para comprar fígado de boi para o jantar. Dos trocados que papai Nelson dava, para ir a vendinha comprar “caixinha da sorte”, que trazia um brinquedo surpresa junto com algumas balas ou um doce colorido que trazia um “índio apache”, para aumentar a coleção. Dos dias que amanhecia chovendo, da ida até a Casa Ochi para comprar fubá, pois à tarde, teríamos “bolinhos de chuva”. Quantas saudades!…

Hoje os armazéns deram lugar aos supermercados. O jornal impresso está cedendo lugar aos sites dos próprios jornais que oferecem as notícias online. Confesso que fico triste, quando passo por uma banca de jornal e vejo aquela pilha de jornais amarrados à espera de serem retirados e levados para reciclagem. O tempo passou e o vento gelado do inverno levou as folhas secas que caíram das árvores, e ficaram espalhadas pelo gramado do jardim, de um outono que ficou no passado.  O que esperar do amanhã!…

Eu espero e gostaria que não houvesse tanta competição entre os seres humanos. De tal forma, que as pessoas não fossem demasiadamente tão pessimistas, egoístas, racistas, intolerantes, indiferentes, desumanas, desunidas, demagogas, interesseiras, impacientes, traiçoeiras, orgulhosas, falsas, maldosas, maledicentes, hipócritas e arrogantes.

Enquanto isso, vou refletindo sobre os dizeres do poeta William Shakespeare que dizia: “Rir de seus próprios erros pode prolongar a sua vida”. No que sua esposa, Anne Hathaway contradizia: ”Rir dos erros da sua mulher pode encurtar a sua vida”. Você já parou para avaliar os prós e os contra que fazem parte da sua vida. Desde a hora em que você se levanta da cama até a hora em que você se deita para dormir?…

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O poder persuasivo da televisão…

Por Carlos R. Ticiano.

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Faça sol ou faça chuva, de dia ou de noite, lá estou eu, pontualmente com o controle remoto em mãos, diante da televisão. Procurando, como alguém que perdeu uma agulha no palheiro, um canal de televisão que apresente algum programa de conteúdo.

Como no filme “Procura-se Susan Desesperadamente” (Desperately Seeking Susan) eu também procuro, não pela Madonna, que estrelou o filme, pois sei que não vou encontrá-la, mas por algo interessante para assistir. Mas cá entre nós: Uma missão que nem MacGyver (Richard Dean Anderson) consegue realizar.

Ricardo Boechat, apresentador de telejornal, anunciou o principio de uma rebelião em Brasília. Políticos de diversos partidos se rebelaram por terem sidos rebaixados para a segunda divisão da política. O motivo é de não terem sidos eleitos ou reeleitos.  Alguns até mais exaltados, iniciaram uma greve de fome…

Samantha (Elizabeth Montgomery) da série “A Feiticeira” (Bewitched) quase deixa seu marido James (Dick York) maluco com suas mexidinhas de nariz, tentando acertar as trapalhadas que sua mãe Endora (Agnes Moorehead) e sua tia Clara (Marion Lorne) aprontam sempre que aparecem.  Até que uma “bruxinha” no nosso dia a dia seria interessante…

Fausto Silva, no Domingão do Faustão, anuncia de forma eloqüente e contundente, que o convidado tanto no pessoal como no profissional, é uma pessoa inoxidável, do tempo dos Perdidos na Noite. Época em que dar uma saidinha era apenas ir até a padaria para comprar pão. Ô louco, meu!…

Laura Ferreira, meteorologista de telejornal, explica a interferência sobre o clima causado pelo La Niña, El Niño, Ventos Alísios, Zona de Convergência Intertropical, Zona de Divergência e Zona de Ressurgência , entre outros fenômenos climáticos. Para finalizar dizendo apenas se vai chover ou fazer sol. E a dança da chuva? Não tem mais utilidade?…

Carlos Alberto de Nóbrega, na Praça é Nossa, quase faz xixi nas calças, quando o humorista Paulinho Gogó (Maurício Manfrini) começa contar suas histórias hilariantes e picantes com as mulheres. Calma da Nóbrega!  A Nêga Juju não é nenhum bicho-papão…

Regina Volpato, no Mulheres, reúne uma trupe tão variada para falar de moda, beleza, comportamento, esoterismo, saúde, fofoca, humor e receitas, que mais parece um Reality Show. Com a formação de paredão e até eliminação do telespectador da sala. Sem direito a prêmio de consolação…

Chico Anysio, interpretando o Professor Raimundo na escolinha, até tenta colocar ordem na classe. Mas ao perguntar ao aluno Baltazar da Rocha, o que ele acha sobre o fato de mesmo estando longe, seu cachorro perceber que ele esta chegando pelo cheiro, teve a seguinte resposta: Acho que está na hora do senhor tomar um banho. E o salário, oh!…

Galvão Bueno, no Bem, Amigos! Indignado com certas situações, onde o arbitro acaba influenciando no resultado da partida, desabafa: Seria melhor inverter e colocar o VAR para apitar o jogo dentro de campo e deixar o arbitro na sala vip, apenas assistindo e analisando as jogadas polêmicas. Pode isto Arnaldo? A regra é clara, Galvão…

Ronnie Von, no Todo Seu, com suas intermináveis piscadinhas, vai acabar sem pestanas. Todo estiloso, enaltece os seus convidados de forma impecável.  Antes de sair para o comercial costuma dizer: Nem pense em pegar o controle remoto e mudar de canal. Que eu não falo mais com você, bonitinha! Nem pelo WhatsApp?…

Mariana Ferrão & Fernando Rocha do Bem Estar, não sabem falar outra coisa que não seja: Não pode isto, não pode aquilo. Falam tanto das doenças, que acometem os seres humanos, que às vezes tenho a impressão, de estar em um consultório médico. Com direito ao retorno da consulta. Já ia me esquecendo do atestado!…

Claude Troisgros e seu fiel escudeiro Batista, em Que Marravilha! Chato pra Comer, adiciona em uma receita, um ingrediente camuflado que o convidado não gosta e que se descobrisse, não comeria de jeito nenhum. Na ante-sala, ficam na expectativa de que ele não perceba e acabe degustando. Nem sempre dá certo. Sinceramente, chato ou enjoado?…

Ana Maria Braga, no Mais Você, entre receitas e mais receitas, na hora de provar os quitutes, solta os cachorros, passa por debaixo da mesa e quase faz o Louro José sair voando de susto pelo estúdio, ao dizer: Acorda menino!… Ô Ana! Deixa as crianças dormirem…

Luciano Huck, do Caldeirão do Huck, repete tanto o assunto decorrente do quadro a ser apresentado, que tenho a impressão de estar em uma sala de aula em recuperação. Até parece um disco riscado com a agulha enroscada. Loucura! Loucura! Loucura!…

Vale Tudo, a novela que abordou, segundo seus autores, até que ponto valia ser honesto no Brasil, teve excelentes índices de audiência. A trama prendeu o telespectador diante da televisão por vários meses. Como não sou muito fã de novela, alguém poderia me dizer: Quem matou Odete Roitman?…

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Black Friday: 8 orientações para não se endividar

Por Reinaldo Domingos.

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Black Friday: 8 orientações para não se endividar

As promoções da Black Friday, no próximo dia 23, já estão começando a aparecer, mas quanto antes se programar para esta data, melhor as chances de fazer bons negócios. As expectativas do mercado são otimistas: de acordo com um levantamento do Serviço de Proteção ao Crédito (SPC Brasil) e da Confederação Nacional de Dirigentes Lojistas (CNDL) 16% dos comerciantes brasileiros pretendem aderir à Black Friday, sendo que um em cada quatro acreditam que as vendas serão melhores do que no ano passado. Já 35% espera um resultado igual e apenas 10% acreditam que as vendas irão cair.

Mas diante de tantas oportunidades é preciso ficar atento para não comprometer as finanças e aproveitar esse tempo para fazer uma boa pesquisa em sites e lojas, tendo assim a certeza de que fará um bom negócio, fugindo das compras por impulso, que no futuro poderão trazer dívidas desnecessárias.

Por isso preparei 8 orientações para poder aproveitar as oportunidades da Black Friday sem comprometer o orçamento:

1) Não compre se para isso precisar se endividar. Parcelamento também é uma forma de dívida. Se for inevitável, tenha certeza de que cabe no orçamento.
2) Analise se a compra não trará custos extras para a família ou para a pessoa posteriormente.
3) Se antecipe à Black Friday, pesquisando os preços dos produtos que deseja comprar para ver se os descontos que darão realmente são interessantes.
4) Faça uma lista detalhada de tudo que pretende comprar e quem deseja presentear e quanto pretende gastar com cada um.
5) Se estiver em situação financeira problemática, e quiser adiantar as compras de Natal, uma dica é priorizar as crianças. Será mais fácil explicar para os adultos o jovens o motivo de não receberem presentes.
6) Utilize a internet como meio de pesquisa, mas cuidado, só acesse e compre em sites confiáveis, crimes digitais são cada vez mais comuns.
7) Se prepare para ir às compras nas lojas com tempo e roupas confortáveis, além disso é importante uma dose extra de paciência, evitando que se compre rapidamente para acabar com o martírio.
8) Procure, por meio de conversas, saber quais são os reais desejos das pessoas. Muitas vezes se compra coisas caras, sendo que presentes baratos seriam muito mais bem vindos.

 

Reinaldo Domingos

Reinaldo Domingos, educador financeiro, presidente da Associação Brasileira de Educadores Financeiros (Abefin) e da DSOP Educação Financeira e autor do best-seller Terapia Financeira, do lançamento Mesada não é só dinheiro, e da primeira Coleção Didática de Educação Financeira do Brasil.

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Oito dicas para construir uma marca de sucesso

Por DSOP Educação Financeira

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Você já parou para pensar na importância da marca para um negócio? Hoje, são diversos fatores que proporcionam o crescimento de uma empresa, independentemente de sua área de atuação, como qualidade dos produtos oferecidos, atendimento adequado e preços. Porém, não se pode negar que a imagem de sua marca também é fundamental para conquistar a clientela e garantir bons resultados.

Dessa diretriz, se percebe que é fundamental estabelecer a marca, sendo essa o DNA de uma empresa, criando uma conexão com o cliente e uma relação de confiança e fidelização.

A marca vai muito além de uma imagem; é necessário que se demonstre a capacidade do negócio para atender às necessidades do consumidor, garantindo satisfação e melhor experiência de quem escolhe o empreendimento. Com isso, há a representação do conjunto de valores pensados pela gestão do negócio para dar identidade ao serviço prestado.

Como mudar?

Mesmo com todos esse benefícios, mudar uma marca não é um processo simples como muitas empresas pensam e fazem. O caminho parte de um planejamento prévio, realizando pesquisa com o público que pretende atingir, parceiros e funcionários. Tudo isso ajuda o empresário a reconhecer qual a imagem que o seu negócio transmite e verificar se condiz com o que se espera.

Para Ângelo Vieira, diretor operacional da Farmarcas, administradora de redes farmacêuticas, o cuidado deve ser minucioso. “Quando vamos realizar alguma alteração em uma de nossas marcas, nos preparamos para uma verdadeira operação de guerra, pois temos que estar atentos para que nenhuma falha ocorra nesse processo”, detalha.

A Farmarcas foi responsável pela alteração e criação de todas as marcas participantes das redes, para tanto, uma equipe foi destacada apenas para o acompanhamento dessa área. “A criação da marca é só o primeiro passo desse trabalho, temos profissionais que ficam constantemente conectados com as redes para observar se o uso da marca está se dando de maneira correta. Quando aparecem inconsistências, ações corretivas são tomadas imediatamente”, explica Ângelo.

Em relação à marca, qualquer descuido ou brecha pode ser catastrófico e a recuperação em relação a esta questão se torna muito difícil. “Sempre agimos de forma preventiva, demonstrando o valor da marca e como ela bem trabalhada resultará em lucros para os associados”, finaliza.

Veja algumas dicas na hora de construir uma marca:

  1. O desenvolvimento da marca deve partir da estratégia da empresa. Para isso, é necessário ter como base a missão, a visão e os valores da empresa, tendo também alinhamento com estratégia e posicionamento;
  2. Antes de mais nada, é preciso o comprometimento dos gestores da empresa com esse movimento de mudança, pois, sem a confiança deles, não será possível que os demais participantes da empresa “comprem” essa mudança;
  3. Não se deve esquecer projeções futuras do negócio, pois isso poderá trazer dificuldade futura para a marca, levando em conta as atividades e o público do empreendimento;
  4. O desenvolvimento da arte da marca tem que passar uma comunicação adequada. Deve-se perceber nela a mensagem que se objetiva, sendo atraente e original;
  5. A marca deve ser uma mescla de harmonia e identidade verbal e visual, isto é, a justificativa deve ir ao encontro do que está escrito, falado ou em imagem, estando bem especificado na utilização de todos os materiais;
  6. O início do uso da marca também deve ser planejado minuciosamente, não basta ter todo um trabalho e simplesmente mudar, deve-se pensar em como e onde vai iniciar a divulgação da marca, o público e o alcance;
  7. É preciso desenvolver um manual de uso de marca, no qual devem estar detalhados todos os cuidados e limites na utilização, contemplando impressos e digitais, arquitetura e decoração, fazendo com que tudo se comunique;
  8. A manutenção da marca e possíveis revisões também devem estar em foco, especificando como se dará a manutenção. A gestão da marca deve alinhar todo o universo da empresa, desde o produto até o ambiente, de forma a valorizar a imagem do negócio e garantir consistência e continuidade no uso da marca.
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