Fique conectado

Artigos

Se pudéssemos voltar no tempo…

Por Carlos R. Ticiano

Publicado em

314

Mesmo com todo este suporte digital disponível atualmente, ainda sou adepto da era de Johannes Gutenberg, pois não dispenso um papel impresso.  Não abro mão de folhear todo dia um jornal para ler as notícias, consultar o horóscopo, fazer palavras cruzadas e com a caneta hidrográfica (marca-texto) sublinhar trechos para analisar depois com mais calma. E guardá-lo caprichosamente todo arrumadinho no revisteiro.

Gosto de levantar cedo, de buscar o jornal na portaria do condomínio e bater um papinho com o porteiro. E fofocar, como fazia a Candinha, da música (Mexerico da Candinha) interpretada pelo Roberto Carlos. Todo dia tem assunto, seja de televisão, política ou futebol para comentar. Como do personagem Dom Sabino, interpretado pelo ator Edson Celulari, na novela O Tempo Não Para. Do atentado ao candidato a Presidência da República, Jair Bolsonaro. Do time do São Paulo, que segue líder no campeonato brasileiro.

De volta ao apartamento, enquanto a cafeteira vai tirando um cafezinho fresquinho e o forninho elétrico aquecendo pãezinhos de queijo; fico lendo o jornal e me lembrando do tempo em que era garoto e não tinha muito com o que se preocupar. A não ser acordar cedo, ir para a escola, fazer os deveres escolares, jogar bola, soltar pipa, ajudar em algumas tarefas da casa e buscar alguma coisa que mamãe Anna, precisava com urgência.

De sair correndo atrás do bucheiro, com uma travessa e uma nota de cinco cruzeiros, para comprar fígado de boi para o jantar. Dos trocados que papai Nelson dava, para ir a vendinha comprar “caixinha da sorte”, que trazia um brinquedo surpresa junto com algumas balas ou um doce colorido que trazia um “índio apache”, para aumentar a coleção. Dos dias que amanhecia chovendo, da ida até a Casa Ochi para comprar fubá, pois à tarde, teríamos “bolinhos de chuva”. Quantas saudades!…

Hoje os armazéns deram lugar aos supermercados. O jornal impresso está cedendo lugar aos sites dos próprios jornais que oferecem as notícias online. Confesso que fico triste, quando passo por uma banca de jornal e vejo aquela pilha de jornais amarrados à espera de serem retirados e levados para reciclagem. O tempo passou e o vento gelado do inverno levou as folhas secas que caíram das árvores, e ficaram espalhadas pelo gramado do jardim, de um outono que ficou no passado.  O que esperar do amanhã!…

Eu espero e gostaria que não houvesse tanta competição entre os seres humanos. De tal forma, que as pessoas não fossem demasiadamente tão pessimistas, egoístas, racistas, intolerantes, indiferentes, desumanas, desunidas, demagogas, interesseiras, impacientes, traiçoeiras, orgulhosas, falsas, maldosas, maledicentes, hipócritas e arrogantes.

Enquanto isso, vou refletindo sobre os dizeres do poeta William Shakespeare que dizia: “Rir de seus próprios erros pode prolongar a sua vida”. No que sua esposa, Anne Hathaway contradizia: ”Rir dos erros da sua mulher pode encurtar a sua vida”. Você já parou para avaliar os prós e os contra que fazem parte da sua vida. Desde a hora em que você se levanta da cama até a hora em que você se deita para dormir?…

Artigos

Você é falsamente feliz?

Por Leonardo Torres.

Publicado em

Leonardo Torres, 29 anos, Pesquisador, Professor, Doutorando em Comunicação e Cultura e Pós-graduando em Psicologia Junguiana
Leonardo Torres, 29 anos, Pesquisador, Professor, Doutorando em Comunicação e Cultura e Pós-graduando em Psicologia Junguiana

As redes sociais digitais são cheias de mensagens positivas, fotos felizes, em lugares lindos, radiantes. Ostentação é uma palavra que é muito praticada diariamente. É foto com produtos, no espelho, nos restaurantes, bares, etc.. Grande parte dos coaches nos ajudam a ter maior autoestima e a traçar o nosso planejamento da carreira. E a beleza? Maquiagens para um lado, “corpo perfeito” para outro. Dicas, dicas e mais dicas. Como você deve fazer para isso e aquilo. No fim, é o que você deve fazer para não ser você e ser aquela imagem “photoshopada” da rede. Ainda tem aquele comediante que faz todos rirem.

Realmente, as redes sociais digitais tem muitas pessoas com vidas interessantíssimas. Se alienígenas nos observassem pelas redes sociais, com certeza eles concluiriam que a humanidade é muito feliz. Essa felicidade é falsa, na verdade. A única coisa que as redes sociais geram é inveja e infelicidade. Quanto mais alguém vê a vida falsamente perfeita de outros, mais esse ele questiona o porquê sua vida não é assim. Essa infelicidade leva para a ansiedade e depressão. Tudo isso é um grande teatro.

Parece que estamos com medo de mostrar que somos imperfeitos, que choramos, que somos mortais, que sofremos e, por vezes, a vida é um belo de um problema. À medida que escondemos nosso sofrimento, fingimos que eles não existem. O fato é que eles crescem e incomodam cada vez mais, até que você os perceba. Fingir que você não está sofrendo é sofrer duas vezes: sofre por fingir, e ainda sofre por não se permitir sofrer.

Sofrer faz parte da vida e não devemos negar tal emoção e sentimento. Vale, no entanto, parar de passar uma falsa felicidade quando não estamos bem. E, talvez, até nos recolher, para dentro, para as redes internas, para dar ouvidos à alma.

Leonardo Torres, 29 anos, Pesquisador, Professor, Doutorando em Comunicação e Cultura e Pós-graduando em Psicologia Junguiana

Continue lendo

Artigos

Reforma da Previdência: 5 motivos para poupar de forma independente

Por Reinaldo Domingos.

Publicado em

Na noite desta quarta-feira (10), foi aprovado em primeiro turno o texto-base da proposta de emenda à Constituição (PEC) de reforma da Previdência, que altera as regras de aposentadoria.

A votação ainda deve ser concluída e os debates devem continuar nos próximos dias ou até meses, porém, independente da aprovação, é fundamental que o brasileiro poupe para garantir uma aposentadoria tranquila.

Veja abaixo 5 motivos para poupar segundo Reinaldo Domingos, do canal Dinheiro à Vista:

1- O salário do INSS é muito importante para os brasileiros e um direito do trabalhador. Entretanto, o valor não é suficiente para manter o padrão e a qualidade de vida. Em consequência, 21% dos idosos que já se aposentaram continuam trabalhando para complementar a renda, segundo pesquisa do SPC Brasil e da CNDL.

2- Será que para viver dignamente você precisará da ajuda de parentes ou de outras pessoas? Infelizmente, isso acontece com milhões de brasileiros. É importante ter consciência que mesmo tendo trabalhado a vida toda com carteira assinada, contribuindo para o INSS, a quantia recebida dificilmente será suficiente.

3- Ao que tudo indica, os trabalhadores se aposentarão cada vez mais tarde, por conta do crescimento da expectativa de vida do brasileiro. Para deixar de trabalhar no momento que quiser – ou passar a trabalhar apenas por prazer – é preciso poupar parte da renda durante o período produtivo.

4- Quanto antes começar a pensar em seu futuro, poderá poupar quantias menores e se beneficiar dos rendimentos ao longo dos anos. Há diversos investimentos adequados para a aposentadoria, como Previdência Privada e Tesouro Direto. Vale a pena conhecer um pouco mais a respeito.

5- Poucas pessoas têm o hábito de pensar no longo prazo (acima de dez anos), com receio de que o objetivo não seja atingido. Mas é possível conquistar a renda que garanta o padrão de vida desejado. Há uma planilha automatizada que indica o quanto se deve poupar mensalmente para conseguir, baixe gratuitamente aqui: www.dsop.com.br/downloads-arquivos/ (Cálculo de Aplicação para Independência Financeira).

O Autor

Reinaldo Domingos

Reinaldo Domingos é PhD em educação financeira, presidente da Associação Brasileira de Educadores Financeiros (Abefin) e da DSOP Educação Financeira e autor do best-seller Terapia Financeira, do lançamento Empreender Vitorioso e da primeira Coleção Didática de Educação Financeira do Brasil.

Continue lendo

Artigos

Programa de índio…

Por Carlos R. Ticiano.

Publicado em

O jovem casal, Sônia e Felipe vivem viajando. Basta surgir uma oportunidade, lá estão eles pegando a estrada rumo a algum lugar, onde possam desfrutar da natureza e se divertirem conhecendo novos lugares. Ávidos por uma aventura resolveram conhecer uma cidadezinha do interior, que outrora, fora terra de indígenas.

Tudo programado saíram num sábado à tarde. Depois de andarem por algumas horas, avistaram uma placa indicando a cidade. Típica do interior, apenas uma rua principal, onde se concentravam um mercadinho, um bazar, uma padaria, uma sorveteria, uma pensãozinha e uma bela praça arborizada com uma igreja dedicada a São José.

Instalados na pensão de Dona Anna, procuraram obter junto a ela, todas as informações sobre a tal trilha que os levaria ao local onde existiu, uma extinta tribo indígena. Depois de uma conversa agradável e de um cafezinho com bolinhos de chuva, foram descansar. Cansados pegaram no sono e acordaram no dia seguinte, com um galo cantando às seis horas da manhã.

O cheirinho do café se encarregou de levá-los até a cozinha. Uma mesa com um café da manhã repleto de delicias. Entre as iguarias; pão caseiro, pãozinho doce, jarra de leite com nata por cima, bule com café torrado em casa, manteiga artesanal em lata, ricota caseira fresquinha e diversas canecas esmaltadas coloridas.

Abastecidos, saíram em busca da tal trilha ecológica e logo avistaram uma placa indicando o inicio da trilha. Estacionado o carro, iniciaram a caminhada e não demorou muito para avistarem uma cachoeira, com um belo e convidativo lago para um mergulho. Como a água estava fria, resolveram apenas ficar andando descalços na areia branca.

Arrebatado por um vento, o boné de Felipe caiu no lago e levado pelas ondas. Aflito exclamou: Querida, perdi meu boné! Sônia não resistiu e soltou uma risada. Neste momento, ao ver do outro lado do lago um garoto gritou: Hei menino, pega este boné para mim! O guri se atirou na água, agarrou o boné e veio em sua direção. Quando chegou perto, constatou que se tratava de uma indiazinha. Obrigada curumim, exclamou! Fico lhe devendo um sorvete!

Satisfeitos pela aventura, resolveram deixar o local, mesmo porque, havia indícios que ainda existiam índios morando naquela região. À tardezinha passeando pela praça, avistaram uma feira de artesanato indígena, com suas artes em cestarias, cerâmicas, adornos e artes plumárias. Sônia se sentiu em um Shopping Center.

Ao passarem por uma banca, Felipe reconheceu a garota que tinha salvado seu boné e se lembrou da promessa. Deixando Sônia escolhendo seus colares, pulseiras e anéis, correu até a sorveteria e voltou com um copo de casquinha, com varias bolas de sorvete. Veja garota! O sorvete que lhe prometi!

No dia seguinte de volta a estrada, Sônia desabafou: Depois de terem cedido o Brasil para nós, “caras-pálidas”, os índios deveriam ser mais respeitados. Refletindo sobre o que acabara de ouvir Felipe exclamou: Que Tupã, Jaci e Guaraci os protejam…

Continue lendo

Mais lidas