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Festival de camisetas divertidas…

Por Carlos R. Ticiano

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Não que eu seja fã de camisetas, mas confesso que seus desenhos e frases me chamam a atenção. Não sei se por coincidência, dia desses em um Shopping Center, acabei sem querer em meio a um festival de camisetas. O drama começou na cancela eletrônica, devido à fila interminável de carros para entrar e se estendeu até o estacionamento, a procura de um lugar para estacionar o carro.

Dentro do shopping, a maratona continuou. Para qualquer lado que eu olhasse ou andasse, topava com gente indo e voltando. Tal qual formigas a caminho do formigueiro. Para não me estressar, acabei por sentar-me em um banco já apinhado de gente e fiquei olhando o vai e vem das pessoas. Principalmente de crianças correndo…

Como fetiche, comecei a reparar as pessoas com camisetas. Toda estilosa e de andar pedante, uma moça usava uma que dizia: Fui com a sua cara, mas estou voltando para devolvê-la… Olho para lado e vejo um rapaz usando um boné ao contrário, com uma dizia: Economize água, tome banho comigo… Olhando ao meu redor, deparei- me com uma garota tipo top model, com uma que dizia: Gente feia é igual a qualquer pessoa. Só que é feia… Um pouco mais distante, uma senhora de meia idade com uma que dizia: Não perturbe! Mulher com TPM, disposta a fazer uma DR…

No final do corredor, avistei um senhor de bigode e cavanhaque, com uma que dizia: Vote no candidato Otelo. O rei do chinelo… Continuando, deparei-me com um senhor com uma que dizia: Qual o meu hobby?  Cerveja, cerveja, cerveja… Não precisei ir muito longe para esbarrar com uma senhora, digamos “obesa”, com uma que dizia: Sou gorda e daí! A geladeira é minha ou é sua?… Mais adiante, um rapaz de cabelos longos, barbudo e de óculos ray-ban com uma que dizia: Não tomo juízo. Porque já tomo cerveja… Sem falar de um jovem estudante com cara de intelectual com uma que dizia: 2+2=5 (impostos inclusos)…

Sentindo-me perseguido pelas camisetas, resolvi tomar um sorvete e na fila uma jovem elegante com uma que dizia: Não me leve a mal, leve-me a Paris… Olhei para o lado é vi um jovem saindo de uma loja, com uma dizia: Amor? Não, obrigado! Prefiro vodka… Peguei o sorvete e sai em direção de um banco, quando passei por um jovem olhando uma vitrine, com uma que dizia: Cuidado! Solto em condicional… Sentei-me novamente e do lado, um adolescente com uma que dizia: Final de semana deveria levar uma multa por excesso de velocidade…

Na praça de alimentação, uma jovem, digamos “BBG” (se é que você me entende) com uma que dizia: Gosta de coxa e peito? Compre um frango… Um pouco mais distante, um senhor calvo de barba ruiva, com uma que dizia: Larguei a bebida! Só não me lembro onde… A caminho de uma loja de departamentos, deparei-me com uma donzela com uma que dizia: Se a pizza que vem de moto demora, imagina o príncipe encantado que vem a cavalo… Descendo a escada rolante, um senhor com cara de manobrista, com uma que dizia: E Deus criou o homem. E o homem criou o fusca…

Na tentativa de fugir das camisetas, resolvi ir ao cinema. Mas desisti da idéia logo na entrada, ao ver o cartaz de um filme, a ser apresentado em “avant-première” com o titulo: O império das camisetas volta a atacar!… Resolvi sair de fininho e ir embora. Afinal foi um dia daqueles para se esquecer. A caminho da porta, cansado e sem ter conseguido comprar nada, percebi que da mesma forma que eu olhava para as pessoas, elas também me olhavam. Quando para minha surpresa, percebi que eu também usava uma camiseta que dizia: Problemas todo mundo tem!  Até Frankens Tein…

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Você é falsamente feliz?

Por Leonardo Torres.

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Leonardo Torres, 29 anos, Pesquisador, Professor, Doutorando em Comunicação e Cultura e Pós-graduando em Psicologia Junguiana
Leonardo Torres, 29 anos, Pesquisador, Professor, Doutorando em Comunicação e Cultura e Pós-graduando em Psicologia Junguiana

As redes sociais digitais são cheias de mensagens positivas, fotos felizes, em lugares lindos, radiantes. Ostentação é uma palavra que é muito praticada diariamente. É foto com produtos, no espelho, nos restaurantes, bares, etc.. Grande parte dos coaches nos ajudam a ter maior autoestima e a traçar o nosso planejamento da carreira. E a beleza? Maquiagens para um lado, “corpo perfeito” para outro. Dicas, dicas e mais dicas. Como você deve fazer para isso e aquilo. No fim, é o que você deve fazer para não ser você e ser aquela imagem “photoshopada” da rede. Ainda tem aquele comediante que faz todos rirem.

Realmente, as redes sociais digitais tem muitas pessoas com vidas interessantíssimas. Se alienígenas nos observassem pelas redes sociais, com certeza eles concluiriam que a humanidade é muito feliz. Essa felicidade é falsa, na verdade. A única coisa que as redes sociais geram é inveja e infelicidade. Quanto mais alguém vê a vida falsamente perfeita de outros, mais esse ele questiona o porquê sua vida não é assim. Essa infelicidade leva para a ansiedade e depressão. Tudo isso é um grande teatro.

Parece que estamos com medo de mostrar que somos imperfeitos, que choramos, que somos mortais, que sofremos e, por vezes, a vida é um belo de um problema. À medida que escondemos nosso sofrimento, fingimos que eles não existem. O fato é que eles crescem e incomodam cada vez mais, até que você os perceba. Fingir que você não está sofrendo é sofrer duas vezes: sofre por fingir, e ainda sofre por não se permitir sofrer.

Sofrer faz parte da vida e não devemos negar tal emoção e sentimento. Vale, no entanto, parar de passar uma falsa felicidade quando não estamos bem. E, talvez, até nos recolher, para dentro, para as redes internas, para dar ouvidos à alma.

Leonardo Torres, 29 anos, Pesquisador, Professor, Doutorando em Comunicação e Cultura e Pós-graduando em Psicologia Junguiana

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Reforma da Previdência: 5 motivos para poupar de forma independente

Por Reinaldo Domingos.

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Na noite desta quarta-feira (10), foi aprovado em primeiro turno o texto-base da proposta de emenda à Constituição (PEC) de reforma da Previdência, que altera as regras de aposentadoria.

A votação ainda deve ser concluída e os debates devem continuar nos próximos dias ou até meses, porém, independente da aprovação, é fundamental que o brasileiro poupe para garantir uma aposentadoria tranquila.

Veja abaixo 5 motivos para poupar segundo Reinaldo Domingos, do canal Dinheiro à Vista:

1- O salário do INSS é muito importante para os brasileiros e um direito do trabalhador. Entretanto, o valor não é suficiente para manter o padrão e a qualidade de vida. Em consequência, 21% dos idosos que já se aposentaram continuam trabalhando para complementar a renda, segundo pesquisa do SPC Brasil e da CNDL.

2- Será que para viver dignamente você precisará da ajuda de parentes ou de outras pessoas? Infelizmente, isso acontece com milhões de brasileiros. É importante ter consciência que mesmo tendo trabalhado a vida toda com carteira assinada, contribuindo para o INSS, a quantia recebida dificilmente será suficiente.

3- Ao que tudo indica, os trabalhadores se aposentarão cada vez mais tarde, por conta do crescimento da expectativa de vida do brasileiro. Para deixar de trabalhar no momento que quiser – ou passar a trabalhar apenas por prazer – é preciso poupar parte da renda durante o período produtivo.

4- Quanto antes começar a pensar em seu futuro, poderá poupar quantias menores e se beneficiar dos rendimentos ao longo dos anos. Há diversos investimentos adequados para a aposentadoria, como Previdência Privada e Tesouro Direto. Vale a pena conhecer um pouco mais a respeito.

5- Poucas pessoas têm o hábito de pensar no longo prazo (acima de dez anos), com receio de que o objetivo não seja atingido. Mas é possível conquistar a renda que garanta o padrão de vida desejado. Há uma planilha automatizada que indica o quanto se deve poupar mensalmente para conseguir, baixe gratuitamente aqui: www.dsop.com.br/downloads-arquivos/ (Cálculo de Aplicação para Independência Financeira).

O Autor

Reinaldo Domingos

Reinaldo Domingos é PhD em educação financeira, presidente da Associação Brasileira de Educadores Financeiros (Abefin) e da DSOP Educação Financeira e autor do best-seller Terapia Financeira, do lançamento Empreender Vitorioso e da primeira Coleção Didática de Educação Financeira do Brasil.

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Programa de índio…

Por Carlos R. Ticiano.

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O jovem casal, Sônia e Felipe vivem viajando. Basta surgir uma oportunidade, lá estão eles pegando a estrada rumo a algum lugar, onde possam desfrutar da natureza e se divertirem conhecendo novos lugares. Ávidos por uma aventura resolveram conhecer uma cidadezinha do interior, que outrora, fora terra de indígenas.

Tudo programado saíram num sábado à tarde. Depois de andarem por algumas horas, avistaram uma placa indicando a cidade. Típica do interior, apenas uma rua principal, onde se concentravam um mercadinho, um bazar, uma padaria, uma sorveteria, uma pensãozinha e uma bela praça arborizada com uma igreja dedicada a São José.

Instalados na pensão de Dona Anna, procuraram obter junto a ela, todas as informações sobre a tal trilha que os levaria ao local onde existiu, uma extinta tribo indígena. Depois de uma conversa agradável e de um cafezinho com bolinhos de chuva, foram descansar. Cansados pegaram no sono e acordaram no dia seguinte, com um galo cantando às seis horas da manhã.

O cheirinho do café se encarregou de levá-los até a cozinha. Uma mesa com um café da manhã repleto de delicias. Entre as iguarias; pão caseiro, pãozinho doce, jarra de leite com nata por cima, bule com café torrado em casa, manteiga artesanal em lata, ricota caseira fresquinha e diversas canecas esmaltadas coloridas.

Abastecidos, saíram em busca da tal trilha ecológica e logo avistaram uma placa indicando o inicio da trilha. Estacionado o carro, iniciaram a caminhada e não demorou muito para avistarem uma cachoeira, com um belo e convidativo lago para um mergulho. Como a água estava fria, resolveram apenas ficar andando descalços na areia branca.

Arrebatado por um vento, o boné de Felipe caiu no lago e levado pelas ondas. Aflito exclamou: Querida, perdi meu boné! Sônia não resistiu e soltou uma risada. Neste momento, ao ver do outro lado do lago um garoto gritou: Hei menino, pega este boné para mim! O guri se atirou na água, agarrou o boné e veio em sua direção. Quando chegou perto, constatou que se tratava de uma indiazinha. Obrigada curumim, exclamou! Fico lhe devendo um sorvete!

Satisfeitos pela aventura, resolveram deixar o local, mesmo porque, havia indícios que ainda existiam índios morando naquela região. À tardezinha passeando pela praça, avistaram uma feira de artesanato indígena, com suas artes em cestarias, cerâmicas, adornos e artes plumárias. Sônia se sentiu em um Shopping Center.

Ao passarem por uma banca, Felipe reconheceu a garota que tinha salvado seu boné e se lembrou da promessa. Deixando Sônia escolhendo seus colares, pulseiras e anéis, correu até a sorveteria e voltou com um copo de casquinha, com varias bolas de sorvete. Veja garota! O sorvete que lhe prometi!

No dia seguinte de volta a estrada, Sônia desabafou: Depois de terem cedido o Brasil para nós, “caras-pálidas”, os índios deveriam ser mais respeitados. Refletindo sobre o que acabara de ouvir Felipe exclamou: Que Tupã, Jaci e Guaraci os protejam…

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