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O Fim de um Ciclo

Por Celso Tracco.

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A eleição presidencial de 2018 foi histórica em muitos aspectos e talvez seu resultado possa mudar o rumo da, ainda jovem, democracia brasileira.

O primeiro aspecto que devemos observar é que o Partido dos Trabalhadores (PT) participou de todas as eleições diretas para presidente desde 1989. Sempre foi uma participação de protagonista, ficando em 2º lugar em 1989, 1994, 1998 e 2018 e vencendo em 2002, 2006, 2010 e 2014. Isto não é de se desprezar, afinal o partido foi fundado em 1980 e sua estrutura surgiu de uma inusitada união entre intelectuais acadêmicos de esquerda e uma forte base sindical. Operacionalmente, para alcançar uma rápida capilaridade, usou, entre outras estratégias, a rede das Comunidades Eclesiais de Base da Igreja Católica (CEB’s). Com isso, tomou conta das periferias, sempre muito carentes, das grandes cidades. Na década de (19)80 o país já dava muitos sinais de cansaço e esgotamento do regime militar, instaurado em 1964. Além disso, na economia, a década de 80 foi conhecida como a década perdida, com baixíssimo crescimento. Há de se reconhecer, politicamente falando, que ninguém soube aproveitar melhor essas condições que o PT. Sendo oposição e perdendo, nas eleições de 1989, 1994 e 1998, chegou ao poder em 2003 permanecendo até o final de 2015, quando se iniciou o processo de impeachment da então presidente, Dilma Rousseff. Em 2018, o PT chegou mais uma vez ao segundo turno, mesmo em condições muito adversas, pois seu principal dirigente político está preso desde abril.

O segundo aspecto é que tivemos o improvável surgimento da candidatura de um ex-capitão do Exército que se tornou deputado federal em 1990 e sempre foi, em sua vida pública, um opositor ferrenho do PT. Destacou-se mais pelo seu tipo de comunicação, severo e autoritário, do que pelos seus feitos parlamentares. Na verdade, Jair Bolsonaro nunca usou uma estrutura partidária. Em sua vida parlamentar, já passou por oito partidos, o que prova que o sistema político brasileiro está desgastado, é anacrônico e não representativo. Com seu discurso de extrema-direita, de ordem e progresso e de liberalismo econômico, um parlamentar sem dinheiro, sem apoio partidário, sem tempo de televisão, sem apoio da mídia, baseando sua comunicação com os eleitores via mídias sociais, derrotou os maiores partidos brasileiros de forma inapelável. PSDB e PT, que protagonizaram as eleições por vinte anos, enlameados por muitos escândalos de corrupção e desgoverno, foram democraticamente rejeitados nas urnas.

A alternância de poder é saudável, mas infelizmente o poder corrompe. O PT, em certo sentido, foi vítima de seu próprio veneno. Encastelado no poder, esqueceu-se de suas origens, das periferias. Não promoveu nenhuma das reformas necessárias e seu populismo de esquerda levou o país à maior recessão de sua história. Paradoxalmente, o Partido dos Trabalhadores promoveu altas taxas de desemprego, um déficit fiscal gigantesco e a paralisia da economia. Parece que não queremos aprender com a história. As mesmas condições que levaram o PT do nada ao centro do poder, o derrubaram pela sua ganância, corrupção e distanciamento de suas origens. A história se repete. Esperemos, para o bem do país, que o fim seja diferente.

*Celso Tracco é economista e autor do livro Às Margens do Ipiranga – a esperança em sobreviver numa sociedade desigual.

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Carnaval: 6 orientações para curtir gastando pouco

Por Reinaldo Domingos.

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O Carnaval está logo aí e muitas festas e blocos de rua já acontecem por todo o país. Enquanto uns pretendem viajar e descansar, outros preferem cair na folia e curtir as festas. Seja como for, é importante se programar com antecedência: conhecer sua situação financeira atual, analisar as possibilidades e aproveitar sem ficar no vermelho.

“Faça um diagnóstico financeiro, reveja as contas e se perceber que o orçamento está apertado, evite fazer loucuras para não se comprometer com dívidas nos próximos meses”, orienta Reinaldo Domingos, do canal Dinheiro à Vista.

Confira abaixo 6 orientações do especialista em educação financeira para curtir o Carnaval e economizar ao mesmo tempo.

1- Viagens

Quem deseja viajar, mas não se planejou deve pesquisar locais, preços, pacotes e condições de pagamento que se encaixem em seu orçamento. É claro que gastos extras existirão – por isso é válido levar cerca de 30% do valor total da viagem como reserva – mas com os valores em mente é mais difícil gastar além do planejado. Considere também as despesas pós-carnaval, como o cartão de crédito, caso vá usar na viagem.

2- Festas de rua

Em festas de rua, a tendência é gastar apenas com o que for consumir e com fantasia ou abadá. Para quem é frequentador assíduo – que vai antes, durante e até depois do Carnaval – é importante conhecer seus números e saber o quanto pode gastar para não ter surpresas após as festas.

3- Fantasias

Se for pular o Carnaval fantasiado, considere reformar a fantasia do ano passado ou pegar emprestado com um amigo. Se gostar de explorar a criatividade e colocar a mão na massa, projete e produza a sua nova fantasia. Há muitas ideias criativas em tutoriais na internet. Aluguéis costumam ser mais caros e conforme o Carnaval vai se aproximando, os preços sobem consequentemente.

4- Bebidas e alimentos

No Carnaval, é preciso se atentar aos excessos, inclusive o de alimentos e bebidas alcoólicas. Afinal, exagerar nesses quesitos não fará bem para sua saúde física e financeira. Ao comprar, procure valores promocionais em atacados, pois tende a ser mais barato e saudável levar cooler com bebidas e petiscos do que comprar de vendedores ambulantes.

5- Inadimplente: cuidado dobrado

Caso esteja com contas acumuladas, evite contrair novas dívidas no Carnaval. Procure economizar para que o momento de descontração e alegria não se torne motivo de preocupação. Não desanime, faça algo mais simples este ano e se planeje para sair dessa situação com educação financeira.

6- Hora de curtir

Caso tenha poupado dinheiro e planejado seu Carnaval com antecedência, parabéns! Agora resta curtir, evitando ultrapassar o valor. Se separou uma verba para todo o feriado, pode ser interessante dividir pelo número de dias e saber quanto gastar por dia. Boas festas!

Reinaldo Domingos está a frente do canal Dinheiro à Vista. É Doutor em Educação Financeira, presidente da Associação Brasileira de Educadores Financeiros (Abefin – www.abefin.org.br) e da DSOP Educação Financeira (www.dsop.com.br). Autor de diversos livros sobre o tema, como o best-seller Terapia Financeira.

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Ricardo Boechat…

Por Carlos R. Ticiano.

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Ricardo Boechat...

E numa manhã ensolarada, no auge de sua carreira jornalística, Ricardo Eugênio Boechat foi embora de forma trágica e triste. Um jornalista nato, dono de um estilo inconfundível, capaz de arrematar uma legião de seguidores, seja no jornal, na revista, no rádio ou na televisão. Vai ser difícil definir com palavras quem era Ricardo Boechat, que fornecia no ar o número do seu celular, para se interagir com os ouvintes.

Ninguém poderá substituí-lo, pois ele era único, capaz de levar o telespectador a refletir através de seus comentários, o que estava realmente acontecendo no país. Sagaz e de forma sutil, sabia acertar o alvo pretendido com precisão. Carismático e irreverente tinha a liberdade de fazer críticas a quem merecesse ser criticado. Não fazia conchavos em beneficio desta ou daquela pessoa, para poupá-la de uma crítica.

Ao contrário de tantos apresentadores engessados de telejornais, que se limita a ler as notícias e em seguida dizer: Boa Noite! O jornalista Ricardo Boechat tinha o dom da palavra. Sabia falar sério, fazer piadas e fazer brincadeiras, sem ser uma pessoa caricata, incoerente e vulgar. Sabia impor-se com maestria, sendo um modelo de jornalista a ser imitado.

O seu lado humorístico se destacava principalmente nos microfones da BandNews FM, como âncora do noticiário matinal, ao dialogar-se com o jornalista José Simão. Diante de frases prontas, ele mencionava: Buemba! Buemba! E dizia com ênfase: Breaking News!  Deste jargão, podia se esperar que viesse de tudo, a ponto de ninguém conseguir segurar os risos. Era uma parceria impecável, um cruzava a bola e o outro fazia o gol do humor.

Atento a tudo que acontecia nos bastidores dos noticiários, sempre enviava comentários criticando ou elogiando seus colegas de redação. Sempre de forma humorada com frases, desenhos e charges. Ninguém escapava de suas canetinhas e de seu olhar clínico. Também sabia fazer brincadeiras consigo mesmo, espalhando as pérolas pelas redes sociais.

Como no caso em que supostamente falou com sua mãe pelo celular perguntando se ela tinha recebido dinheiro das empreiteiras. Do improviso de um guarda-chuva com um plástico, revestindo sua cabeça. Andando descontraído de terno e gravata com chinelos nos pés, pelos corredores da redação. Da touca de lã que vestiu em um dia de frio para esquentar sua careca. Na praia, recolhendo o lixo deixado pelos banhistas exibindo seu corpinho escultural.

No improviso com um clipe, concertando a haste dos óculos, diante de um incidente. Com um sutiã por debaixo da camisa, em um posto de vacinação, mencionava a importância de se proteger, mesmo diante de uma picada de agulha. Com seu amigo Boris Casoy, fazendo gestos de metaleiro, ao estilo tiozinho. Sem falar naquele dia em que apresentou o telejornal de peruca, com a finalidade de insinuar que calvície tinha cura.

Costumava deixar seus convidados sem ação, diante de suas perguntas pertinentes, diretas e objetivas. Muitas vezes na apresentação do telejornal, deixava seus colegas de bancada, muitas vezes sem ação diante de suas tiradas de humor. Quando fazia um determinado comentário em cima de uma notícia séria, ao final virava-se para o lado e chamava pelo nome quem estivesse com ele na bancada.

Jornalista competente sabia o que estava dizendo e se expunha sem medo.  Não tinha papas na língua, ou seja, falava sem rodeios, dizendo tudo que sabia de forma coerente e honesta. Nestas quatro décadas de jornalismo, passou pelo Jornal do Brasil, O Estado de São Paulo, O Dia e atualmente pela revista Isto É. Foi repórter no Diário de Notícias para o colunista social Ibrahim Sued, foi colunista no Jornal O Globo, assinando a coluna Do Swann, foi âncora no noticiário matinal da BandNews FM e também âncora do Jornal da Band.

Se Ricardo Boechat pudesse dizer uma frase derradeira, com certeza diria a sua esposa Veruska: Querida! Desculpa-me, não vou poder almoçar com você hoje…

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Gestão do tempo disponível…

Por Carlos R. Ticiano.

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Para não sermos surpreendidos pela bagunça e deixarmos metade das tarefas pelo caminho, precisamos nos organizar para executá-las de forma coerente. De tal forma, que possamos dar conta de todas as tarefas e sairmos inteiros no final do dia e com fôlego renovado, para mais um dia de atividades. Sejam nas atividades de casa ou na rotina do trabalho.

Com o objetivo de dinamizarem qualquer atividade que se propõem a desenvolver, as pessoas empreendedoras tomam atitudes por iniciativa própria, realizando ações ou idealizando novos métodos. O físico e químico Michael Faraday costumava dizer, que para as pessoas serem bem sucedidas em suas iniciativas, deveriam levar em consideração: concentração, discernimento, organização, inovação e comunicação.

A capacidade de concentração revela a melhor e mais certa maneira de se preparar para o futuro, demonstrando imaginação e entusiasmo na execução de um trabalho proposto. Quem consegue se concentrar, mesmo diante dos obstáculos, com o objetivo de vencê-lo, obtém por fim a capacidade de idealizar qualquer tarefa.

Uma pessoa com um bom discernimento compreende melhor a situação no sentido de fazer a melhor escolha. Normalmente elas possuem perspicácia, astúcia, aptidão e capacidade para avaliar com sensatez e perceber a diferença entre o certo e o errado. Correndo desta forma, o mínimo risco de naufragar-se diante de uma missão.

Existe um conjunto de elementos que estão diretamente associados a uma organização. Tais como a empresarial, escolar, pessoal, doméstica e tantas outras. Em todas essas situações, o sentido de organização se baseia na forma como as pessoas se relacionam entre si, sempre com a finalidade de alcançarem o mesmo objetivo.

No meio empresarial, ambiental e econômico, o conceito de inovação e bastante utilizado. A idéia de inovação, no entanto, não deve ficar fixada apenas à invenção de serviços, produtos ou tecnologias. O ato de inovar significa a necessidade de criar caminhos e estratégias alternativas para se atingir os objetivos pré-estabelecidos.

O processo de comunicação consiste na transmissão de uma informação (mensagem) entre um emissor e um receptor. Quando a comunicação se realiza por meio de uma linguagem falada ou escrita, denomina-se verbal. É uma forma exclusiva dos seres humanos e também a mais importante dentro de uma sociedade.

As tarefas com data e hora marcadas, estão relacionadas na agenda ou no próprio calendário sobre a mesa, esperando para que sejam executadas. As pessoas vivem lastimando-se que não tem tempo suficiente para fazerem tantas coisas. Não é bem assim! Afinal todos nós temos as mesmas vinte quatro horas por dia. Sendo assim, porque algumas pessoas conseguem dar conta do recado e outras não?

Quando conseguimos visualizar tudo que temos em nossa volta para realizar, fica bem mais fácil definir as prioridades e focalizar na execução delas.

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