Seria trágico, se não fosse cômico…

Por Carlos R. Ticiano.

Desde os primórdios da humanidade se costuma dizer, que de médico e de louco, todo mundo tem um pouco. Para saber se a pessoa é realmente pinel, basta entregar-lhe uma nota qualquer de dinheiro e pedir-lhe que rasgue e jogue no lixo. Se o fizer, pode internar que é louca. Se não o fizer, pode soltar que é normal.

Desde que o mundo é mundo, tem muita gente se passando por aquilo que na realidade não é. Com o simples propósito de tirar proveito próprio. Vejamos alguns casos pitorescos…

Do religioso, que se esconde por trás de uma falsa imagem, mas é reconhecido por todos na comunidade como um santinho do pau oco…

Do caolho, que anda de óculos escuro e bengala como se cego fosse, apenas para demonstrar que em terra de cego, quem tem um olho é rei…

Do médium, disfarçado de médico, com a finalidade de ficar famoso, enriquecer-se e aproveitar sexualmente das pessoas doentes…

Do político atencioso, que toma cafezinho no bar da esquina, pega criança no colo, tira selfie com seus seguidores e depois se isola em Brasília…

Do ditador coreano, que até pouco tempo atrás, ameaçava acionar o temido botão vermelho, para disparar mísseis por todo o planeta terra…

Do técnico de futebol, que classificou a seleção para a copa e se perdeu em suas próprias teorias, técnicas e escalações. Tropeçando literalmente em suas próprias pernas…

Do homem bomba, que revestido com explosivos, procura um local movimentado para se autodestruir, matando consigo milhares de pessoas inocentes. Tudo em nome de Alá…

Do presidente americano, que pretende construir um muro separando os Estados Unidos do México, para acabar com a imigração clandestina. Se esquecendo que é filho de imigrantes…

Do machão, que maltrata, bate e espanca a mulher pelo simples fato, dela querer por um fim no relacionamento. Preso e algemado, o rato diz que foi por ciúmes…

Do falsificador cara de pau, que resolve imprimir notas falsas de dinheiro. Detido, diz que não sabia que precisava de alvará…

Do meliante, que pratica todo tipo de roubo. Preso e interrogado, tenta se passar por bobo da corte, dizendo que foi induzido a fazer isso…

Do tio (solteiro) mala sem alça, que aparece do nada, vai se instalando e ficando por tempo indeterminado.  Como bon vivant, vive comendo, bebendo e dormindo…

Do agiota, disfarçado de bom samaritano, que empresta dinheiro para o amigo e quando aparece para receber, cobra juros exorbitante. Bonzinho? Até certo ponto…

Do malandro, que não quer nada com nada e vive se esquivando do trabalho. Devido as suas malandragens, é definido com a alcunha de desculpa de aleijado é muleta…

Do amigo da onça, que ficou responsável pela bagagem do simplório interiorano na rodoviária. Quando este volta, não encontra nem o suposto amigo e muito menos a bagagem…

Do espertalhão, com seu famoso golpe do bilhete premiado, que com a desculpa de não saber ler e nem escrever, aceita qualquer quantia em troca do bilhete premiado. Oh My God!…

Resumo da paródia: Enquanto tiver “inocente” sem noção, vai existir “malandro” de plantão!…

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