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Disfunção erétil, um risco após os 40 anos de idade

Por Dr. Marco Lipay

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Dr Marco Aurélio Lipay

Há praticamente 30 anos, a Disfunção Erétil (DE) é reconhecida como um problema de saúde masculina. Considera-se até mesmo como um marcador ou indicador para outras doenças. O paciente vai ao consultório do Urologista com queixas de falha de ereção e o médico descobre outras doenças.

A disfunção erétil é definida como a incapacidade permanente em obter e/ou manter uma ereção adequada para um desempenho sexual satisfatório.

Estudos mostram que aproximadamente 50% da população masculina, após os 40 anos de idade, relata sinais e sintomas de disfunção erétil. É um mal universal, acometendo mais de 200 milhões de homens no mundo (30 milhões nos EUA e 11 milhões no Brasil). Estima-se que, no ano de 2025, haverá mais de 322 milhões de casos ao redor do mundo.

Estudo americano do National Health and Social Life Survey analisou a função sexual em homens e mulheres. Pesquisou 1.410 homens com idade entre 18 e 59 anos e também documentou um aumento na DE com a idade. Além disso, o estudo encontrou diminuição no desejo sexual com o aumento da idade. Homens entre 50 a 59 tinham três vezes mais chances de apresentar problemas de ereção e relatar baixo desejo sexual em comparação com homens de 18 a 29 anos. A experiência de disfunção sexual era mais provável entre homens com baixa saúde física e emocional. O estudo também concluiu que a disfunção sexual é um importante problema de saúde pública e que questões emocionais provavelmente contribuem para a sua ocorrência.

O desenvolvimento e manutenção de uma ereção é um evento complexo envolvendo a integração de sistemas anatômicos, psicológicos, neurológicos, endócrinos e vasculares. Estudos de tomografia por emissão de pósitrons sugerem que a excitação sexual é ativada no cérebro, em centros corticais superiores. Esses sinais descem através de uma complexa rede neural (via medula) e ativam os nervos na região sacral, o que resulta na liberação de neurotransmissores e óxido nítrico no pênis. Isso resulta em um turgor peniano adequado para a atividade sexual.

Várias são as enfermidades reconhecidas relacionadas à disfunção erétil: doença cardiovascular (hipertensão, aterosclerose), diabetes, depressão, alcoolismo, tabagismo, cirurgia ou trauma pélvico/perineal, doença neurológica (acidente vascular cerebral, esclerose múltipla, doença de Parkinson, lesão da medula espinhal), obesidade, radiação pélvica ou até mesmo doença de Peyronie (provoca encurtamento, dor ou curvatura do pênis). Sabemos que a deficiência de testosterona pode estar relacionada à disfunção erétil, em algumas situações, mas ocorre em uma parcela menor dos casos.

O diagnóstico é realizado a partir de um histórico médico e sexual detalhado, somado a um exame físico e laboratorial. Testes laboratoriais sofisticados raramente são necessários.

O tratamento da Disfunção Erétil, segundo as Diretrizes da Sociedade Brasileira e Americana de Urologia em 2018, baseia-se nas modificações do estilo de vida social, profissional e nutricional, além da introdução de atividades físicas regulares e supervisionadas por profissionais médicos e professores de Educação Física. Quando necessário, o uso de terapias específicas e a tomada de decisão será conjunta (médico, paciente). O Urologista deve alertar o paciente sobre os riscos de cada tratamento, sempre considerando os efeitos adversos e contraindicação de cada medicação prescrita.

*Dr. Marco Aurélio Lipay, Doutor em Urologia pela Universidade Federal de São Paulo. Título de Especialista em Urologia pela Sociedade Brasileira de Urologia, membro Correspondente da Associação Americana de Urologia.

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O paraíso não é mais o mesmo…

Por Carlos R. Ticiano.

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O paraíso não é mais o mesmo...

Às vezes tenho a nítida impressão, que os países alocados, neste Planeta Terra, que um dia já foi um paraíso, estão com o aluguel e o condomínio atrasado. Estão voando em rota de colisão, sem rumo e desgovernado pelos céus como no filme: Apertem os cintos… O piloto sumiu! (Airplane!). Sem a menor expectativa de que alguém irá se salvar.

É tanta tragédia acontecendo, que parece que estamos prestes a viver uma nova “Escatologia Cristã”, ou seja, um Armagedom (apocalipse). Algumas destas tragédias são provocadas pela própria natureza. A maioria, no entanto, provocada pelo próprio homem. Quanto à natureza, não podemos condená-la, pois ela está apenas se defendendo da forma inconseqüente como é tratada. Quanto ao homem, só me resta concluir o quanto o ser humano é estúpido.

Por diversos e inúmeros motivos o homem sai por aí, tirando a vida das pessoas como se estivesse no filme: Licença Para Matar (License To Kill). Na maioria das vezes, por intolerância racial, preconceito religioso, inconformismo com a separação, inveja social, brigas no trânsito, desentendimento familiar, desavenças nos estádios, prática de bullying, ciúmes da esposa e tantas outras adversidades gratuitas…

Os telejornais e seus ilustres repórteres parecem abutres, em busca das tragédias, seja em que canto do mundo esteja acontecendo. Para conseguirem um furo de reportagem, atropelam o bom senso, invadem a privacidade, ignoram os limites, abusam da paciência dos telespectadores para despejarem imagens de rostos desfigurados, rios de lama, corpos sem vida, construções em ruínas, ossadas de cadáveres, como se fossem um troféu para eles.

Para noticiarem e mostrarem as tragédias precisa mostrar determinadas cenas de teor forte e repugnantes, como o marido agredindo a esposa, babá batendo em crianças, pais maltratando os filhos, alunos agredindo os professores, bandidos atirando para roubarem um celular, acidentes com corpos presos à ferragem, naufrágios com corpos boiando na água…

O impressionante, é que basta acontecer uma nova tragédia, para eles abandonarem a que estão mostrando para virarem suas câmaras e microfones para o novo infortúnio. Se os telejornais continuarem assim, vamos ter que fazer uma revisão do seu teor de informação e alertar ao telespectador: Este programa contém cenas impróprias para menores de 18 anos.

A decadência do ser humano começou, com a desobediência por terem comido da fruta proibida. Por este ato impensado, Adão e Eva acabaram despejados do paraíso, com uma mão na frente e outra atrás, pelo criador. O preço deste ato inconseqüente colocou fim no paraíso e o planeta terra, virou esta “Torre de Babel”, onde ninguém entende ninguém.

Segundo a música “História da Maçã” (Haroldo Lobo) tudo começou mais ou menos assim: A história da maçã é pura fantasia. Maçã igual aquela, até eu também comia. Eu li num almanaque, num dia de manhã.  Adão e Eva estavam com fome, e comeram a tal maçã. Comeram com casca e tudo, não deixando nem semente. Depois botaram a culpa, na pobre da serpente. Oh My God!…

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Como conseguir um novo emprego

Por Celso Bazzola.

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Celso Bazzola

O índice de desemprego ainda é alto e ainda se observa um grande desânimo no mercado profissional com a insatisfação dos profissionais por motivos variados, criando uma crescente busca por um reposicionamento no mercado no trabalho. Contudo, alguns cuidados devem ser tomados antes de qualquer ação de procura de emprego ou mesmo de mudança.

É importante ter claro que, em momentos de incertezas na economia e nos resultados das empresas, o surgimento de novas oportunidades fica comprometido, com isso, buscar uma recolocação no mercado de trabalho tende a ser mais dificultoso. Mas, isso não torna impossível.

Desemprego é motivo de desespero?

Pode parecer difícil manter a calma diante o desespero e as informações negativas do mercado que vemos diariamente, mas, nesse momento manter a tranquilidade e equilíbrio torna-se um fator essencial para seu reposicionamento.

Para e repare como sempre a ansiedade e o desespero tende a dificultar ainda mais o raciocínio e apresentação de suas habilidades técnicas e comportamentais, por isso se controle. Além disso, agir por impulso de induzi-lo a decidir por uma oportunidade qualquer, que não agregará em sua vida profissional ou poderá deixar vulnerável a golpes existentes no mercado, por trás de oportunidade milagrosas de ganhos. Assim, primeiro ponto que ressalto, mantenha o raciocínio lógico.

Passos para se reposicionar

A busca por reposicionamento não é tão simples, porém também não é impossível, sendo necessário planejamento e preparo em suas ações e construções de novas oportunidades. Cito sete passos que julgo importantes para que essa busca tenha êxito:

  1. Amplie sua rede de relacionamentos a cada momento, isto é trabalhe o seu network, lembrando que esse não deve ser utilizado somente nas necessidades. Assim, esteja pronto também para ajudar e nunca deixar de ser lembrado;
  2. Defina a estratégia para que possa desenvolver sua autoapresentação, de forma transparente, segura e que demonstre preparo;
  3. Crie interesse por parte do entrevistador, através de um Curriculum Vitae bem elaborado, com ordem e clareza na apresentação descrita e verbal, apresentando quais seus objetivos e seu potencial;
  4. Cuidar da imagem pessoal é tão importante quantos os demais itens, demonstram autoestima e amor próprio, pois, primeiro temos que gostar de nós mesmos para depois gostar do que fazemos;
  5. Busque conhecimento e informações além de sua formação, a fim de manter-se atualizado diante das mudanças de mercado;
  6. Conheça as empresas que tem interessem em buscar oportunidades, analisando seus produtos ou serviços, estrutura e sua colocação de mercado.
  7. Tenha transparência e autenticidade, esses pontos que atraem as empresas, portanto, não queira construir um personagem, seja você mesmo, demonstre o quanto tem valor nas competências técnicas e comportamentais.

Estou empregado, mas insatisfeito!

O fato de passarmos por uma crise não significa que os profissionais que estejam posicionados e desmotivados devam ficar estagnados, sem analisar novas possibilidades. Porém, aconselho que primeiramente se busque quais os motivos que estão levando a condição de desmotivação, criando oportunidades de mudança do ambiente e tornando-o mais atraente.

Após essas ações e análises, concluindo-se que realmente é momento, recomendo que busque novas oportunidades, contudo, antes de deixar a colocação atual, aguarde o melhor momento e uma boa proposta para tomar a decisão em definitivo.

Enquanto isso não ocorrer, busque motivação para contribuir com a empresa, atitude que considero no mínimo profissional e que dará respeito e consideração futura. Lembrando que deixar um legado positivo em resultados e em atitudes pode consolidar sua imagem em seu campo profissional.

Celso Bazzola, consultor em recursos humanos e diretor executivo da BAZZ Estratégia e Operação de RH.

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Conheça os 4 principais tipos de devedores e como cobrá-los

Por Gilberto Bento Jr.

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Gilberto de Jesus Bento Junior (Foto: Divulgação)

Com a paralização econômica que vivemos, muitas empresas se encontram com um grande problema em suas áreas financeiras, que é a alta da inadimplência dos consumidores. Contudo, esse problema leva a um outro, como cobrar corretamente o cliente sem que se ocasione problemas no relacionamento e em futuros negócios?

Nesse momento é necessário um pensamento lógico, conhecendo a fundo quem está devendo e traçando uma estratégia para receber esses valores ou até mesmo buscar medidas legais. Por esse motivo, primeiramente, acho relevante detalhar os quatro perfis dos devedores que mais observo no mercado. São eles:

Devedor viciado, muitas vezes não possui nem mesmo problemas financeiros, porém, seu subconsciente sempre faz com que atrase os pagamentos, seja para se prevenir de imprevistos ou por outros motivos. Contudo, esse pode até pedir para renegociar os juros, mas sempre pagará;

Devedor ocasional, é o consumidor que busca sempre manter as contas em ordem, tendo sempre a intenção pagar, entretanto, por motivo da ocorrência de algum problema, não conseguiu arcar com o compromisso. Geralmente ficam muito irritados quando cobrados, eles não pensam que são devedores e se acham injustiçados, afinal sempre pagaram. Sendo necessário muito cuidado para não desgastar a relação;

Devedor negligente, é muito comum, pois representa o consumidor que não possui sua vida financeira organizada, assim, facilmente deixará de pagar suas contas porter esquecido. Assim, nesse caso o papel do cobrador é o de lembra-lo de seus compromissos. Contudo, as negociações tendem a ser mais complexas pois, como nunca se preocupa com suas obrigações, são vítimas constantes de dificuldades financeiras e de eventos imprevisíveis, nesse caso é necessário estabelecer acordos bem claros com ferramentas para alertar o devedor sobre prazos de pagamentos.

Mau pagador, esse é um grande problema para quem faz a cobrança, pois ele sabe que deve, já tem esse fato como uma constante em sua vida, mas mesmo assim se recusa a pagar, se esquiva do cobrador de todas as formas, inventa desculpas, desaparece, não está preocupado com o seu nome. Esses casos devem ser tratados de forma mais enérgica, com uma cobrança mais intenção e indo até as últimas consequências legais. Lembrando que dificilmente esse será um consumidor interessante, pois, de que adianta vender se terá que realizar uma maratona para recebe?

Lógico, que esses padrões são variantes, principalmente em tempos de crise, por este motivo existem alguns procedimentos básicos a serem seguidas para facilitarem nas cobranças e minimizar desgastes.

Primeiramente, sempre que acontecer o atraso, ligue e mande e-mail no dia seguinte pedindo “ajuda” para localizar o pagamento que não entrou, peça para o cliente enviar o comprovante para “facilitar” a procura.

Se não tiver uma resposta em dois dias, ligue cobrando gentilmente, explicando que precisa receber os valores em aberto, e o quanto são importantes para o dia a dia da empresa, cobre do cliente uma posição efetiva, por exemplo: vou pagar dia tal, e envie e-mail pedindo confirmação por escrito.

É interessante enviar informativos reforçando os novos prazos de pagamento. E, caso o pagamento não ocorra, semanalmente se deverá buscar uma definição amigável da situação.

Se as ações não surtirem efeitos ou o débito tiver mais de 45 dias, a experiência diz que esse valor deve ser passado para o escritório de advocacia de sua confiança para notificar o devedor para pagamento sob pena de iniciar ação judicial.

Muitos devedores só pagam após a ação de cobrança bater na porta, seja por medo de penhora ou em função do grande aumento da dívida, noto que parte expressiva dos devedores fazem composição de pagamento em audiência.

Se não houver composição para pagamento, a busca para recuperação do crédito já está iniciada, e os advogados irão utilizar uma grande quantidade de estratégias de localização de valores e bens para assegurar seu recebimento.

Enfim, como se pode observar, para o combate à inadimplência se deve ter uma boa política de cobrança, uma rigorosa avaliação de crédito, e cercar-se de excelentes profissionais para que possibilitem suporte.

(*) Gilberto Bento Jr é sócio da Bento Jr. Advogados, advogado, contabilista, empresário, com experiência sólida em gestão com estratégias empresariais.

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