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Lendas, crendices e provérbios…

Por Carlos R. Ticiano.

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Lendas, crendices e provérbios...

Independente de serem lendas, crenças, superstições, provérbios, ditados a realidade é que tem muita gente adepta e seguidoras destes costumes, valorizando e dando crédito a todos eles, segundo elas, por se tratarem de uma sabedoria milenar.

Há superstições que ressaltam: Orelha quente ou vermelha, sinal de que estão falando da pessoa. Deixar o chinelo virado de bruços, pode atrair mau agouro. Coceira na palma da mão, sinal de dinheiro chegando. Quebrar um espelho trás sete anos de azar. Abrir o guarda-chuva dentro de casa atrai problemas familiares. Andar com um trevo de quatro folhas proporciona sorte. Colocar uma vassoura atrás da porta espanta visita indesejada. Passar embaixo de uma escada trás má sorte. Bater três vezes na madeira espanta o azar. Pedido feito a uma estrela cadente é sempre realizado.

Há provérbios que advertem: Água mole em pedra dura, tanto bate até que fura. À noite todos os gatos são pardos, Antes só do que mal acompanhado. Cão que ladra não morde. De médico e de louco, todo mundo tem um pouco. O homem comum fala, o homem sábio escuta, o homem ignorante discute. Gato escaldado tem medo até de água fria. O barato costuma sair caro. Para um bom entendedor, meia palavra basta. Onde há fumaça há fogo. A palavra é prata, o silêncio é ouro. Quando um burro fala, o outro abaixa a orelha. Quem diz o que quer, acaba ouvindo o que não quer.

Há lendas que propagam: Saci-Pererê (menino negro que possui uma perna só). Mula sem cabeça (que solta fogo pelo pescoço). Curupira (menino dos cabelos vermelhos com os pés virados para trás). Cuca (velha feia e malvada com cara de jacaré que rapta crianças desobedientes que não querem dormir). Boitatá (serpente de fogo que protege os animais e as matas). Lobisomem (homem que vira lobisomem em noite de lua cheia). Iara (sereia belíssima que atrai os pescadores com suas canções a fim de matá-los). Caipora (protetora dos animais e guardiã das florestas).

Enquanto os seguidores dessas literaturas, se assim as posso chamá-las, encontradas facilmente em almanaques de farmácia e revistas de horóscopos, sinceramente fica difícil acreditar ou desacreditar em alguma coisa. Tapam o sol com a peneira e acompanha diariamente pelos telejornais, uma série de barbaridades que nem os animais seriam capazes de praticarem. Esquecem que há inúmeros perigos em cada rua, esquina ou praça por onde andam. Não percebem que viver é uma arte e continuar vivo é uma proeza.

De que adiantam tantas crendices ou algo parecido, se as pessoas insistem em andarem despreocupadas e alheias a tudo que acontece a sua volta, achando que o acaso vai lhe livrar ou proteger do perigo. Somente as redes sociais por si só, já representam uma verdadeira armadilha. O relacionamento com as pessoas ficaram comprometidas em função do politicamente correto, ou seja, cuidado com o que você vê, comenta, fala e principalmente com o que escreve.

Diante de tantas frases prontas jogadas ao vento como se fosse chuva de papel picado, eu prefiro ficar com a imagem dos “Três Macacos Sábios” do provérbio japonês. Representados na imagem acima pelos macacos Mizaru (o que cobre os olhos), Kikazaru (o que tapa os ouvidos) e o Iwazaru (o que tapa a boca). Que significam: Não ouça o mal! Não fale o mal! Não veja o mal!…

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Líder a toda prova…

Por Carlos R. Ticiano.

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Líder a toda prova...

As pessoas que exercem a função de liderança, seja em casa, no trabalho, na comunidade ou em qualquer outro setor da sociedade, são consideradas peça-chave para fazerem a diferença em um ambiente, na busca do sucesso planejado. 

Com relação ao “feeling” a pessoa nem sempre tem certeza, se está no caminho certo ao tomar uma série de decisões. Depois de analisar os prós e contras, se ainda tiver dúvidas, deverá recorrer ao seu feeling. Pessoas despreparadas não conseguem assumir a dianteira, na tomada de decisões, se não tiver visão para idealizar as tarefas propostas.

Com relação ao “feedback” a pessoa ao executar um trabalho, vai obter um resultado, que poderá ser positivo ou negativo. Quando concluído o trabalho, o feedback deve ser utilizado para avaliar o seu desempenho, buscando alternativas, se for o caso, para ajustá-lo. O sucesso de uma empreitada é acompanhar passo a passo, o seu desenvolvimento.

Com relação ao “know-how” a pessoa deve demonstrar que domina o assunto. A tomada de decisão engloba uma série de habilidades, que quando combinadas, permitem alcançar os resultados esperados. O importante é saber que o know-how não é uma receita pronta, que garantirá o resultado esperado. Atitude e aptidão são imprescindíveis.     

O líder tem gostar e mergulhar-se de cabeça no que faz. Se não for assim, não haverá inspiração, motivação e nem tão pouco entusiasmo no trabalho a executar. Deve ser uma pessoa confiável diante das demais, possuidor de um amadurecimento, alicerçado na experiência adquirida ao longo da vida. 

Assegurar conhecimento e ter curiosidade de buscar por inovações, não descartando a possibilidade de uma reciclagem das diretrizes, buscando uma base sólida de informações e alternativas. Não deixando jamais de aprimorar-se, para não ser considerado ineficiente, a ponto de ser descartado por incompetência.

Comprovar acedência e controle, sabendo impor se com suas opiniões, com audácia e despojamento, arriscando se quando necessário. Assumindo com responsabilidade as decisões, independentes se estiverem certas ou erradas. Sem se esquecer, que diante de um questionamento grupal, é essencial ouvir e dialogar. 

Demonstrar ser complacente e estar sempre pronto, para se for o caso, efetuar mudança de rota, sem perder o foco e o objetivo, buscando se necessárias novas opções. Saber comunicar-se é primordial e indispensável nos dias de hoje. Uma das grandes falhas de um líder é não deixar claro o objetivo das metas a serem buscadas.

Normalmente se confundem a posição de um líder com a de um chefe, devido à forma como se apresentam, diante de seus colaboradores. Ao líder, não basta apenas coordenar os trabalhos, mas indicar o caminho a seguir, demonstrando confiança e motivação para a equipe. Assim, não só será respeitado, como atingirá os resultados planejados.

                                                                                                           

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Quando a idade chega…

Por Carlos R. Ticiano.

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Quando a idade chega...

Quem poderá negar que a passagem do tempo, não deixará as pessoas mais suscetíveis, debilitadas, frágeis, doloridas e limitadas fisicamente. Uma vez idosos, serão colocados em segundo plano na sociedade e muitas vezes, na própria família. Portanto, não faz sentido ficar fantasiando, sobre as belezas que a velhice pode trazer.

Em primeiro lugar, é preciso agradecer a passagem do tempo e saber colher os frutos do envelhecimento, calculados pelos anos de vida. Quantas pessoas não tiveram este privilégio, simplesmente porque morreram ainda jovens, por diversas razões. O ser humano pode construir, ou não, uma velhice equilibrada, sendo vistas como pessoas agradáveis e alegres ou ranzinzas e tristes.

A receita para que uma velhice não seja um fardo pesado é sair da zona de conforto, do comodismo e do desânimo. A velhice é uma coletânea de acontecimentos, assim cada pessoa é responsável pelos seus próprios dramas ou felicidades. O planejamento é fundamental para evitar, ou pelo menos contornar situações adversas, principalmente aquelas relacionadas à saúde física, mental, afetiva…

Felizmente existem muitas iniciativas sociais, que por diversos motivos, acolhem os idosos para reintroduzi-los a uma rotina de atividades físicas, culturais e religiosas, através de fisioterapeutas, psicólogos, assistentes sociais, enfermeiros e cuidadores. Fazendo com que se sintam novamente, em uma família, onde todos se ajudam e são ajudados.

Quantos idosos estão dentro de casa, se lamentando e sofrendo com diversas doenças, sem coragem de tomar a iniciativa de se levantar do sofá, para visitar uma vizinha, dar uma volta no quintal, na pracinha, se necessário for, com a ajuda e a companhia de alguém. O importante é não se isolar e nem parar no tempo.

Participar de um grupo de socialização é imprescindível; mesmo depois da chegada dos cabelos brancos, das rugas no rosto, da dificuldade de caminhar, do descompasso da memória, do embaraço em reconhecer alguém, dos obstáculos diante de uma escada, do impedimento de ir e vir sozinho, da morosidade dos movimentos…

A expectativa de vida das pessoas aumentou e continuará aumentando, nas próximas décadas. O mundo será cada vez mais dos idosos, por isso os jovens devem tê-los como referência, na formação do seu caráter. Há coisas na vida de um jovem, que por mais experiência que ele possa ter, não consegue distinguir o certo do errado.  Quem tem o privilégio de conviver com seus avôs, aproveite esta escola da vida, que com certeza, o ajudará na sua formação ética, moral e social.

Tomara que todo homem e toda mulher, aprenda a contar a sua vida, não pela idade, mas pela capacidade de continuar desfrutando da vida, da forma como ela se apresenta. Saber envelhecer é uma arte!…

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Uma japonesinha cativante…

Por Carlos R. Ticiano.

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Uma japonesinha cativante...
Uma japonesinha cativante...

Depois de prestar o vestibular e ver seu nome na relação dos aprovados, Paulo efetivou a matrícula. Primeira semana de aula e a surpresa do “trote” no sábado. Entre ovos e farinha de trigo, da turma do segundo ano, que aplicavam o trote nos calouros; uma japonesinha até que tentava aliviar as coisas. Mas, o estrago nos cabelos encaracolados de Paulo, não teve como atenuar, nem tão pouco evitar.

Na semana seguinte, Akemi foi procurar por Paulo na sala de aula, para ver como estava de visual novo. Ao vê-lo, exclamou: você fica bem de careca e o boné lhe dá um charme todo especial. Diante do elogio e da forma como ela o olhava, percebeu uma envolvente e discreta paquera.

Na realidade, até Paulo não conseguia ficar indiferente, diante daquela japonesinha de olhos puxados, cabelos lisos e pretos, com um leve sotaque oriental. Apenas uma simples amizade, pensava Paulo. O que não se poderia afirmar por parte de Akemi. Que vivia sonhando com o dia em que pudesse revelar seu amor.

Akemi, sempre estava por perto. Na porta da sala de aula, nas rodinhas de bate-papo, na cantina tomando café, enfim, havia um mistério a ser desvendado. A única forma que Paulo encontrou, foi convidá-la para sair. De pronto ela aceitou, abriu um sorriso nipônico e disse: vamos a um restaurante de culinária japonesa?

No restaurante, Paulo achou melhor deixá-la fazer o pedido. Assim, sem correr riscos, degustaram yakisoba, sushi e yakitori, acompanhado de saquê. Mesmo com a explicação de Akemi, de como pegar no hashi (palitinhos), Paulo achou melhor não se aventurar.

De volta, no portão de sua casa, falando de músicas, poesias e de filmes românticos, Paulo diante de um olhar mais carinhoso, um afago nos cabelos, um toque nas mãos, se rendeu a um inevitável beijo, transformando finalmente aquela paquera em um namoro.

O ano letivo passou rápido, as férias chegaram e um convite da irmã de Akemi, levou o casalzinho para a terra do sol nascente. Admirado com a hospitalidade dos japoneses, Paulo na companhia de Akemi, que já conhecera o Japão de outras viagens, passou a desfrutar da tradição, da cultura, da culinária e da educação do povo japonês.

Numa tarde, saíram para conhecer alguns pontos turísticos, entre eles, o Palácio Imperial, a Torre Skytree, O Templo Senso-Ji e o Templo Meiji. Alugaram bicicletas e saíram pedalando pelas ruas de Tóquio, até o Parque Ueno. Um parque público, com lago, pedalinhos e repleto de flores de lótus (símbolo do budismo). Diante daquela paisagem romântica, Paulo confidenciou: assim que terminarmos a faculdade, vamos nos casar e viver uma eterna lua de mel no Japão?

Deixando rolar duas lágrimas de felicidade pelo rosto, Akemi exclamou: Watashi wa anata o aishite iru! (Eu te amo!)…

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