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Uma japonesinha cativante…

Por Carlos R. Ticiano.

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Uma japonesinha cativante...
Uma japonesinha cativante...

Depois de prestar o vestibular e ver seu nome na relação dos aprovados, Paulo efetivou a matrícula. Primeira semana de aula e a surpresa do “trote” no sábado. Entre ovos e farinha de trigo, da turma do segundo ano, que aplicavam o trote nos calouros; uma japonesinha até que tentava aliviar as coisas. Mas, o estrago nos cabelos encaracolados de Paulo, não teve como atenuar, nem tão pouco evitar.

Na semana seguinte, Akemi foi procurar por Paulo na sala de aula, para ver como estava de visual novo. Ao vê-lo, exclamou: você fica bem de careca e o boné lhe dá um charme todo especial. Diante do elogio e da forma como ela o olhava, percebeu uma envolvente e discreta paquera.

Na realidade, até Paulo não conseguia ficar indiferente, diante daquela japonesinha de olhos puxados, cabelos lisos e pretos, com um leve sotaque oriental. Apenas uma simples amizade, pensava Paulo. O que não se poderia afirmar por parte de Akemi. Que vivia sonhando com o dia em que pudesse revelar seu amor.

Akemi, sempre estava por perto. Na porta da sala de aula, nas rodinhas de bate-papo, na cantina tomando café, enfim, havia um mistério a ser desvendado. A única forma que Paulo encontrou, foi convidá-la para sair. De pronto ela aceitou, abriu um sorriso nipônico e disse: vamos a um restaurante de culinária japonesa?

No restaurante, Paulo achou melhor deixá-la fazer o pedido. Assim, sem correr riscos, degustaram yakisoba, sushi e yakitori, acompanhado de saquê. Mesmo com a explicação de Akemi, de como pegar no hashi (palitinhos), Paulo achou melhor não se aventurar.

De volta, no portão de sua casa, falando de músicas, poesias e de filmes românticos, Paulo diante de um olhar mais carinhoso, um afago nos cabelos, um toque nas mãos, se rendeu a um inevitável beijo, transformando finalmente aquela paquera em um namoro.

O ano letivo passou rápido, as férias chegaram e um convite da irmã de Akemi, levou o casalzinho para a terra do sol nascente. Admirado com a hospitalidade dos japoneses, Paulo na companhia de Akemi, que já conhecera o Japão de outras viagens, passou a desfrutar da tradição, da cultura, da culinária e da educação do povo japonês.

Numa tarde, saíram para conhecer alguns pontos turísticos, entre eles, o Palácio Imperial, a Torre Skytree, O Templo Senso-Ji e o Templo Meiji. Alugaram bicicletas e saíram pedalando pelas ruas de Tóquio, até o Parque Ueno. Um parque público, com lago, pedalinhos e repleto de flores de lótus (símbolo do budismo). Diante daquela paisagem romântica, Paulo confidenciou: assim que terminarmos a faculdade, vamos nos casar e viver uma eterna lua de mel no Japão?

Deixando rolar duas lágrimas de felicidade pelo rosto, Akemi exclamou: Watashi wa anata o aishite iru! (Eu te amo!)…

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No carnaval, a segurança é item obrigatório para a folia

Com a chegada do feriado de carnaval a Energisa Sul-Sudeste alerta para os cuidados com a energia elétrica.

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No carnaval, até a mais elaborada fantasia precisa da segurança como item obrigatório para a folia. A Energisa Sul-Sudeste alerta quanto as dicas de segurança para um feriadão de diversão. Aos organizadores dos eventos carnavalescos a empresa ressalta a importância dos cuidados com a montagem, desmontagem e movimentação de andaimes e estruturas próximas à rede elétrica.

“Os responsáveis pela instalação das arquibancadas, camarotes, estruturas e enfeites de carnaval, devem tomar cuidado ao manobrar barras de metal, canos, arames, trilhos, suportes de luminosos próximos das redes de energia”, explica Fernando Bombarda de Moraes, coordenador de Saúde e Segurada da Energisa Sul-Sudeste.

Como os fios instalados no alto dos postes estão energizados, isto é, conduzem eletricidade permanentemente, qualquer descuido pode ser fatal. “Os fios se encontram em altura segura para os veículos e pedestres. Mas no carnaval, essa regra é quebrada pelo homem que fica cada vez mais próximo da rede de energia elétrica. Todo cuidado é pouco para que a brincadeira não resulte num grave acidente”, orienta.

Quem desfilar nos carros alegóricos, nos carnavais de rua, deve ficar atento com a distância segura da rede elétrica. “A preocupação nestes casos também é com o transporte dos carros por vias onde a rede elétrica atravessa avenidas e ruas até o local do desfile. Para a segurança, os carros alegóricos devem ter no máximo 5 metros de altura. Ao ultrapassar esse limite de segurança o folião corre o risco de tocar a rede de energia elétrica, provocar acidente e até a morte. Muitas vezes, encontramos pessoas em cima do carro, com um pedaço de madeira, tentando afastar os cabos para o veículo passar, isso é muito arriscado”, afirma o coordenador.

O folião deve ter muita atenção na hora de soltar fogos de artifício próximo às redes elétricas, pois podem provocar o rompimento dos fios da rede. “Além dos fogos, não deve ser utilizada serpentina de papel alumínio ou metalizada por cima dos fios. É preciso ainda muita atenção com os balões metalizados. Qualquer objeto na rede pode provocar interrupções no fornecimento de energia e até acidentes graves”, enfatiza Fernando.

Nos Clubes e Balneários

E para quem vai aproveitar o feriado nos clubes e balneários da região, a dica é ter atenção com aparelhos de som, de refrigeração, churrasqueiras elétricas e fios desencapados. Evite ligar qualquer aparelho próximo a duchas ou piscinas, evite improvisar e fazer ligações irregulares que aumentam o risco de acidentes.

Atendimento

E lembre-se, durante o carnaval a Energisa Sul-Sudeste estará pronta para atender caso seja necessário.

Aplicativo para celular Energisa On (disponível para iOS, Android e Windows Phone)

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Viajando em busca do amor…

Por Carlos R. Ticiano.

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Era para ter sido uma viagem tranqüila e sem contratempos. Mas por ironia do destino, um desfecho inesperado, surpreendeu e mudou o destino de dois jovens, que viajavam com objetivos diferentes. O avião que saiu da Bélgica com destino a Bulgária, aguardavam-lhes muitas emoções e surpresas.

Devido a intempéries do tempo, o avião começou a balançar muito a ponto de caírem do teto máscaras de oxigênio, deixando toda a população da aeronave temerosa. Longos minutos depois, devido à despressurização da aeronave, a informação da aeromoça de que o avião faria um pouso de emergência na Áustria. 

Entre os passageiros, Amy viajava com o objetivo de efetivar seu namoro, ficar noiva e com um belo anel no dedo, começar a fazer planos para o futuro. Na poltrona do lado, Adam retornava de uma viagem a trabalho, destas tantas que ele fazia rotineiramente. Como que procurando apoio afetivo, ambos se apresentaram e iniciaram uma conversa amistosa.

Assim que posaram no aeroporto internacional de Viena, Adam convidou Amy para tomarem um cafezinho e continuaram juntos, como se fossem um casal de namorados. Devido ao mau tempo, as informações eram que provavelmente teriam que passar à noite no aeroporto, aguardando por um novo voo, na manhã seguinte.

Diante dos imprevistos, Adam perguntou a Amy se ela já tinha ligado para seu namorado. Já liguei várias vezes, respondeu Amy, mas a ligação é encaminhada para a caixa postal. Engraçado, respondeu Adam, também já liguei várias vezes para a minha namorada e acontece a mesma coisa. De madrugada, cansados e sonolentos, Amy acabou de forma involuntária encostando sua cabeça no ombro de Adam, em busca de repouso.

 Na manhã seguinte, toda tripulação seguiu viagem rumo à Bulgária. Devido a uma nova distribuição dos passageiros, acabaram sentando em poltronas distantes. Talvez em função do fuso horário, Amy acabou se atrapalhando e descendo na Hungria. O avião mal levantou vôo e Adam percebeu que havia algo errado. A aeromoça confirmou suas suspeitas. 

Adam exclamou: O, Bozhe moi! (Oh, meu Deus!) No mesmo instante, pegou o celular e ligou para Amy, que já desesperada, percebendo o que tinha acontecido, atendeu ao telefone. Amy! Minha querida! Você desceu na Hungria. Surpresa exclamou: Oh, mein Gott! (Oh, meu Deus!) O que eu faço Adam? Calma! Pega o próximo voo para a Bulgária. Assim que você embarcar, me informe o horário que ira chegar.

Não se preocupe que eu vou estar lhe esperar no aeroporto. Cuida-se, meu anjo! Foram horas de ansiedade, pois era visível e notório, que já existia algo entre eles, além da amizade que surgira na viagem. No dia seguinte, lá estava Adam esperando por Amy. Quando ela apareceu no portão de desembarque, se abraçaram e se beijaram apaixonados.

Sabendo que Amy sonhava em ganhar um anel de noivado, Adam tirou do bolso um anel e perguntou: você quer se casar comigo?

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Peripécias de um garoto…

Por Carlos R. Ticiano.

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Quem nunca aprontou das suas quando garoto, deixando os pais perplexos, sem saber o que dizer ou fazer, diante das brincadeiras ou das artes propriamente ditas. Não faltava imaginação e criatividade, para a garotada colocar em prática a balbúrdia do dia a dia. Algumas inocentes, outras nem tanto. A turma era terrível!…

Como o dia em que prenderam um gato dentro de uma gaiola. Depois de andarem com o bichano preso na gaiola por algum tempo, resolveram soltá-lo. O gato, como um leão selvagem quando escapa de uma jaula, saiu enfurecido e disposto atacar o primeiro que encontrasse pela frente. Nunca mais se teve notícias do gato…  

Jogar bola no fundo do quintal era uma algazarra. Mas sempre tinha um que exagerava no chute, e mandava a bola no quintal do vizinho. Para recuperá-la, era preciso que alguns subissem no muro para distrair o cachorro, enquanto o mais corajoso pulava o muro em busca da bola. Era preciso ser rápido, pois o cachorro não estava para brincadeiras, e o pior às vezes acontecia… 

Sair na captura de um sorveteiro era um alvoroço e uma diversão, com a certeza de alguma trapalhada. Quando avistavam o sorveteiro, saiam em disparada para cercá-lo e pedirem o sabor preferido do sorvete. O mais engraçadinho da turma, na pressa em pedir o sorvete exclamou: o meu é de “abaixa aqui”! Foi uma gargalhada geral…

Era freqüente, brincar de esconde-esconde dentro da igreja, enquanto a aula de catecismo não começava. Qualquer lugar servia para se esconder: atrás do altar, na sacristia, debaixo do banco, dentro do confessionário. Até o dia em que um desatento, não percebendo uma pessoa se confessando, entrou no confessionário e deu de cara com o padre. Neste dia, sobrou até para a catequista…

Descer a calçada da rua em um carrinho de rolimã, era uma aventura digna de uma corrida de Fórmula 1. Talvez nem Max Verstappen, teria a coragem de encarar os buracos e as pedras soltas da calçada. Quando alguém surgia no portão da casa e avistava o carrinho de rolimã, voltava correndo pra dentro de casa. Era mais seguro aguardar a entrada do safety car ou esperar o fim da corrida…

Uma vez por mês, Dona Maria (italiana) aparecia pedindo para que alguém escrevesse uma carta, para ela enviar para a sua filha que morava em São Paulo. Carta escrita e envelopada, lá ia a turma deliciar-se das frutas, que ela cultiva na chácara em que morava. A goiabeira era a preferida por suas goiabas brancas e vermelhas e seus bichinhos de estimação. Certo dia, um caiu da goiabeira e quebrou o braço. Foi um Deus nos acuda…

Quando o dentista aparecia na sala de aula e com a autorização da professora, convocava alguns alunos para acompanhá-lo até o consultório dentário, era um desespero geral. Certa vez, dos quatro alunos convocados, um conseguiu desvencilhar-se da turma a caminho do consultório, só voltando na escola no dia seguinte. Incrédulo, o dentista se perguntou: Não eram quatro alunos?…

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