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Peripécias de um garoto…

Por Carlos R. Ticiano.

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Quem nunca aprontou das suas quando garoto, deixando os pais perplexos, sem saber o que dizer ou fazer, diante das brincadeiras ou das artes propriamente ditas. Não faltava imaginação e criatividade, para a garotada colocar em prática a balbúrdia do dia a dia. Algumas inocentes, outras nem tanto. A turma era terrível!…

Como o dia em que prenderam um gato dentro de uma gaiola. Depois de andarem com o bichano preso na gaiola por algum tempo, resolveram soltá-lo. O gato, como um leão selvagem quando escapa de uma jaula, saiu enfurecido e disposto atacar o primeiro que encontrasse pela frente. Nunca mais se teve notícias do gato…  

Jogar bola no fundo do quintal era uma algazarra. Mas sempre tinha um que exagerava no chute, e mandava a bola no quintal do vizinho. Para recuperá-la, era preciso que alguns subissem no muro para distrair o cachorro, enquanto o mais corajoso pulava o muro em busca da bola. Era preciso ser rápido, pois o cachorro não estava para brincadeiras, e o pior às vezes acontecia… 

Sair na captura de um sorveteiro era um alvoroço e uma diversão, com a certeza de alguma trapalhada. Quando avistavam o sorveteiro, saiam em disparada para cercá-lo e pedirem o sabor preferido do sorvete. O mais engraçadinho da turma, na pressa em pedir o sorvete exclamou: o meu é de “abaixa aqui”! Foi uma gargalhada geral…

Era freqüente, brincar de esconde-esconde dentro da igreja, enquanto a aula de catecismo não começava. Qualquer lugar servia para se esconder: atrás do altar, na sacristia, debaixo do banco, dentro do confessionário. Até o dia em que um desatento, não percebendo uma pessoa se confessando, entrou no confessionário e deu de cara com o padre. Neste dia, sobrou até para a catequista…

Descer a calçada da rua em um carrinho de rolimã, era uma aventura digna de uma corrida de Fórmula 1. Talvez nem Max Verstappen, teria a coragem de encarar os buracos e as pedras soltas da calçada. Quando alguém surgia no portão da casa e avistava o carrinho de rolimã, voltava correndo pra dentro de casa. Era mais seguro aguardar a entrada do safety car ou esperar o fim da corrida…

Uma vez por mês, Dona Maria (italiana) aparecia pedindo para que alguém escrevesse uma carta, para ela enviar para a sua filha que morava em São Paulo. Carta escrita e envelopada, lá ia a turma deliciar-se das frutas, que ela cultiva na chácara em que morava. A goiabeira era a preferida por suas goiabas brancas e vermelhas e seus bichinhos de estimação. Certo dia, um caiu da goiabeira e quebrou o braço. Foi um Deus nos acuda…

Quando o dentista aparecia na sala de aula e com a autorização da professora, convocava alguns alunos para acompanhá-lo até o consultório dentário, era um desespero geral. Certa vez, dos quatro alunos convocados, um conseguiu desvencilhar-se da turma a caminho do consultório, só voltando na escola no dia seguinte. Incrédulo, o dentista se perguntou: Não eram quatro alunos?…

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No carnaval, a segurança é item obrigatório para a folia

Com a chegada do feriado de carnaval a Energisa Sul-Sudeste alerta para os cuidados com a energia elétrica.

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No carnaval, até a mais elaborada fantasia precisa da segurança como item obrigatório para a folia. A Energisa Sul-Sudeste alerta quanto as dicas de segurança para um feriadão de diversão. Aos organizadores dos eventos carnavalescos a empresa ressalta a importância dos cuidados com a montagem, desmontagem e movimentação de andaimes e estruturas próximas à rede elétrica.

“Os responsáveis pela instalação das arquibancadas, camarotes, estruturas e enfeites de carnaval, devem tomar cuidado ao manobrar barras de metal, canos, arames, trilhos, suportes de luminosos próximos das redes de energia”, explica Fernando Bombarda de Moraes, coordenador de Saúde e Segurada da Energisa Sul-Sudeste.

Como os fios instalados no alto dos postes estão energizados, isto é, conduzem eletricidade permanentemente, qualquer descuido pode ser fatal. “Os fios se encontram em altura segura para os veículos e pedestres. Mas no carnaval, essa regra é quebrada pelo homem que fica cada vez mais próximo da rede de energia elétrica. Todo cuidado é pouco para que a brincadeira não resulte num grave acidente”, orienta.

Quem desfilar nos carros alegóricos, nos carnavais de rua, deve ficar atento com a distância segura da rede elétrica. “A preocupação nestes casos também é com o transporte dos carros por vias onde a rede elétrica atravessa avenidas e ruas até o local do desfile. Para a segurança, os carros alegóricos devem ter no máximo 5 metros de altura. Ao ultrapassar esse limite de segurança o folião corre o risco de tocar a rede de energia elétrica, provocar acidente e até a morte. Muitas vezes, encontramos pessoas em cima do carro, com um pedaço de madeira, tentando afastar os cabos para o veículo passar, isso é muito arriscado”, afirma o coordenador.

O folião deve ter muita atenção na hora de soltar fogos de artifício próximo às redes elétricas, pois podem provocar o rompimento dos fios da rede. “Além dos fogos, não deve ser utilizada serpentina de papel alumínio ou metalizada por cima dos fios. É preciso ainda muita atenção com os balões metalizados. Qualquer objeto na rede pode provocar interrupções no fornecimento de energia e até acidentes graves”, enfatiza Fernando.

Nos Clubes e Balneários

E para quem vai aproveitar o feriado nos clubes e balneários da região, a dica é ter atenção com aparelhos de som, de refrigeração, churrasqueiras elétricas e fios desencapados. Evite ligar qualquer aparelho próximo a duchas ou piscinas, evite improvisar e fazer ligações irregulares que aumentam o risco de acidentes.

Atendimento

E lembre-se, durante o carnaval a Energisa Sul-Sudeste estará pronta para atender caso seja necessário.

Aplicativo para celular Energisa On (disponível para iOS, Android e Windows Phone)

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Viajando em busca do amor…

Por Carlos R. Ticiano.

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Era para ter sido uma viagem tranqüila e sem contratempos. Mas por ironia do destino, um desfecho inesperado, surpreendeu e mudou o destino de dois jovens, que viajavam com objetivos diferentes. O avião que saiu da Bélgica com destino a Bulgária, aguardavam-lhes muitas emoções e surpresas.

Devido a intempéries do tempo, o avião começou a balançar muito a ponto de caírem do teto máscaras de oxigênio, deixando toda a população da aeronave temerosa. Longos minutos depois, devido à despressurização da aeronave, a informação da aeromoça de que o avião faria um pouso de emergência na Áustria. 

Entre os passageiros, Amy viajava com o objetivo de efetivar seu namoro, ficar noiva e com um belo anel no dedo, começar a fazer planos para o futuro. Na poltrona do lado, Adam retornava de uma viagem a trabalho, destas tantas que ele fazia rotineiramente. Como que procurando apoio afetivo, ambos se apresentaram e iniciaram uma conversa amistosa.

Assim que posaram no aeroporto internacional de Viena, Adam convidou Amy para tomarem um cafezinho e continuaram juntos, como se fossem um casal de namorados. Devido ao mau tempo, as informações eram que provavelmente teriam que passar à noite no aeroporto, aguardando por um novo voo, na manhã seguinte.

Diante dos imprevistos, Adam perguntou a Amy se ela já tinha ligado para seu namorado. Já liguei várias vezes, respondeu Amy, mas a ligação é encaminhada para a caixa postal. Engraçado, respondeu Adam, também já liguei várias vezes para a minha namorada e acontece a mesma coisa. De madrugada, cansados e sonolentos, Amy acabou de forma involuntária encostando sua cabeça no ombro de Adam, em busca de repouso.

 Na manhã seguinte, toda tripulação seguiu viagem rumo à Bulgária. Devido a uma nova distribuição dos passageiros, acabaram sentando em poltronas distantes. Talvez em função do fuso horário, Amy acabou se atrapalhando e descendo na Hungria. O avião mal levantou vôo e Adam percebeu que havia algo errado. A aeromoça confirmou suas suspeitas. 

Adam exclamou: O, Bozhe moi! (Oh, meu Deus!) No mesmo instante, pegou o celular e ligou para Amy, que já desesperada, percebendo o que tinha acontecido, atendeu ao telefone. Amy! Minha querida! Você desceu na Hungria. Surpresa exclamou: Oh, mein Gott! (Oh, meu Deus!) O que eu faço Adam? Calma! Pega o próximo voo para a Bulgária. Assim que você embarcar, me informe o horário que ira chegar.

Não se preocupe que eu vou estar lhe esperar no aeroporto. Cuida-se, meu anjo! Foram horas de ansiedade, pois era visível e notório, que já existia algo entre eles, além da amizade que surgira na viagem. No dia seguinte, lá estava Adam esperando por Amy. Quando ela apareceu no portão de desembarque, se abraçaram e se beijaram apaixonados.

Sabendo que Amy sonhava em ganhar um anel de noivado, Adam tirou do bolso um anel e perguntou: você quer se casar comigo?

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Vizinhas nada amigáveis…

Por Carlos R. Ticiano.

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Residir em apartamento, todos sabem que é um desafio manter-se em harmonia com os vizinhos. Telma e Lúcia são duas vizinhas que ignoram todos os conceitos de uma boa vizinhança e vivem se estranhando, seja por que motivo for.

Raramente se encontram, e quando isso acontece, um cumprimento é o máximo que conseguem expressar. No edifício onde moram, são conhecidas como Telma raio e Lúcia trovão, pois quando se desentende o tempo fecha. 

Por um golpe do acaso, dia desses, se encontram na feira livre do bairro. Ao passarem um pela outra, seus carrinhos de feira, se enroscaram. Para qualquer pessoa, seria apenas um incidente. Mas para Telma e Lúcia, foi o suficiente para um bate-boca. Sinceramente Lúcia: Com tantas pessoas nessa feira, você tinha abalroar justamente o meu carrinho. Afinal, “por quem me tomas?” Não entendo o significado da expressão idiomática, Vilma retrucou: o que eu tomo ou deixo de tomar não é problema seu!

Vejamos se não é, respondeu Lúcia! Diante de dois carrinhos abarrotados de hortifrúti, ambas viram dois tanques de guerra, não tendo argumento para acalmá-las, por parte dos que estavam nas bancas próximas. A guerra foi declarada! O resultado foi tomate, cebola, mamão pra lá; batata, cenoura, pepino pra cá. Uma chuva de alface, cebolinha, almeirão, acelga caiu sobre todos que passavam.

Os transeuntes até que tentavam apaziguar a situação, mas nada as convenceu a assinar um tratado de paz. Mas o pior ainda estava por vir. Quando Telma viu uma embalagem de ovos no carrinho de Lúcia, não pensou duas vezes: Foi uma artilharia de ovos para todos os lados, a ponto de acertar com precisão, uma criança em seu carrinho de bebê.

Nem o guarda municipal, que tentou apaziguar as duas briguentas, escapou de levar um ovo em seu quepe. Uma situação lamentável, esdrúxula e ao mesmo tempo cômica destas que aparecem nas cenas de novelas. De volta, Telma e Lúcia, cada uma empunhando seu carrinho de feira, praticamente vazio, chegaram ao edifício onde moravam. Na portaria, Antonio diante do estado em que se encontravam, perguntou: o que aconteceu?

Nenhuma das duas respondeu nada. Sérias e caladas pegaram o elevador de serviço, subindo cada qual para o seu apartamento, no sexto andar. Antonio, diante do silêncio das duas, não precisou esperar muito para saber o que tinha acontecido. À noite, no telejornal regional, descobriu o que tinha acontecido na feira.

Depois deste episodio deplorável, quase não são vistas e relacionamento entre as duas, parece que melhorou. Espere um pouco! Aquela não é Telma na entrada do elevador, agarrando Lúcia pelos cabelos? “Pelas barbas do profeta!” Lúcia usa peruca?…

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