O mundo em quarentena…

coronavirus

Ilustrativa

A primeira vez que o mundo esteve ameaçado, no tocante a uma tragédia, foi quando Noé foi convocado por Deus, para que construísse uma arca e nela acomodasse um casal de cada ser vivente. A partir deste relato bíblico, os videntes de plantão, vez ou outra, vem a público, para anunciar uma tragédia.

Suas previsões bombásticas, normalmente são para falar sobre o fim do mundo, determinando inclusive a data que isto vai acontecer. O tempo passa, chega o dia anunciado e nada acontece. Os telejornais ainda tentam esmiuçar o assunto, a população respira aliviada, os videntes de plantão desaparecem e a vida dos mortais, retorna a sua rotina normal.

Na realidade, o que as pessoas não sabem ou ignoram, e que o mundo já vem a algum tempo, se decompondo e morrendo aos poucos, bem debaixo do nosso nariz. A tragédia propriamente dita, que se espera que aconteça de surpresa, já vem acontecendo a milhares de anos e as pessoas não enxergam.

Quanta coisa tem acontecido ao longo dos tempos, desde que o mundo é mundo – dilúvio, surtos, terremotos, pestes, enchentes, terrorismos, tsunamis, endemias, incêndios, epidemias, atentados, pandemias…

Agora surge o coronavírus (Covid-19) e as pessoas entram em pânico. As cidades ficam literalmente desertas, os supermercados acabam desabastecidos, os shoppings reduzem o horário de atendimento, os restaurantes, cinemas, cafeterias fecham suas portas e os empregados são aconselhados a trabalharem home office. Autoridades começaram a proibir eventos esportivos, religiosos, musicais, lazeres, educacionais, que envolvam aglomerações de mais de cem pessoas. Nada de abraços, beijos e apenas um toque com os pés ou cotovelos na hora de se cumprimentar.

E haja máscaras faciais, álcool gel 70% e material de limpeza para higienizar os locais onde as pessoas tocam. As fake news se aproveitam da situação e voltam a atacar, divulgando coisas do arco da velha; os telejornais não falam de outra coisa que não seja o coronavírus e o pandemônio que este vírus está causando.

Os laboratórios iniciaram uma corrida, na tentativa de num curto espaço de tempo, descobrir uma vacina que possa imunizar a população. Até lá, milhares de pessoas vão morrer. Foi assim com a varíola, gripe espanhola, peste negra, influenza, gripe asiática, tuberculose, gripe suína, HIV, cólera, gripe aviária, tifo, febre amarela, ebola, malária e tantas outras epidemias que surgiram e vão continuar surgindo.

Para se prevenir de uma infecção, fica o alerta da necessidade de se adotar diariamente, medidas básicas de higiene. Como lavar as mãos, sempre que chegar de um ambiente externo, com bastante água e sabão, limpando o dorso, a palma e entre os dedos e unhas. Evitando o máximo, locais fechados com muita gente. O vírus está à solta, circulando pelo ar em busca de uma vítima. Mas como costuma dizer meu avô Domingos – Não vai ser o coronavírus que vai por fim ao mundo.

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