Qual o limite tênue entre comédia ou tragédia?

Parei de assistir programas humorísticos e ler revistinhas de piadas e assuntos policiais. Agora só leio e ouço notícias sobre política.

Revisei o artigo abaixo, pois o tema é interessantíssimo e atual.

Às vezes – quase sempre – não consigo perceber qual o limite que separa o cômico do sério na política.

Onde esta o fio divisor da comédia e da tragédia no universo político?

Alguém sabe?

Pois eu sinceramente afirmo não saber.

Parei de assistir programas humorísticos e ler revistinhas de piadas e assuntos policiais. Agora só leio e ouço notícias sobre política. É mais hilário e trágico.

A definição do termo política no grego antigo é πολιτεία (politeía), atitudes relativas a polis, ou seja, tudo que é feito em favor das cidades, ou de interesse geral.

Aristóteles afirma que política “visa o bem comum, objetivo que deve ser buscado por todos”.

Tenho uma definição mais humorada e séria de alguns políticos. Certos políticos são pessoas “brincalhonas” que cuidam de assunto sério. Gostem ou não dessa definição foi a que elaborei para definir determinados políticos.

As comicidades políticas acontecem em todas as esferas, municipal, estadual e federal.

Certa vez numa Casa Legislativa de uma cidade aqui da minha região (Vale do Paranapanema – interior do estado de São Paulo), estava em discussão o crescimento da criminalidade na nossa microrregião. Determinada pessoa que exerce a função legisladora (que preservarei o nome) pede a palavra para citar como Londres conseguiu combater os crimes. Com todo respeito aos Policias Militares, que na sua maioria são honestos nas suas funções, mas, comparar o aparato militar da polícia paulista, com a londrina. Só pode ser piada, ou não? Mas, ela, somente ela falava sério?

Agora um ato cômico aconteceu recentemente, que isso fundamenta a minha tese que: “Alguns políticos são pessoas cômicas que cuidam de assunto sério”. Exemplo disso é que, a pouco, um deputado de esquerda mesmo estando condenado por formação de quadrilha pelo Supremo Tribunal de Federal (STF) assumiu o cargo de Deputado Federal, mesmo que ainda caiba recurso o bom senso pediria que ele não assumisse cargo público algum, agindo assim primaria pela ética, bandeira levantada nos primórdios deste partido – PT. Outro absurdo: líderes jovens da mesma sigla promoveram jantares para pagar indenizações dos condenados pelo Mensalão.  É ou não é trágico e cômico?

Essas e outras manchetes, vistas, lidas e ouvidas na maioria dos jornais brasileiro são piadas ou tragédias?

Qual a sua opinião?

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