Barragem de Mariana (MG) em 2015

E o País está novamente assolado com mais uma tragédia, uma barragem de rejeitos de minérios, se rompe, invade casas, destrói vidas e causa perdas irreparáveis na natureza, não aprendemos mesmo, já vimos esse filme em 2015, e de novo voltamos a ser expectadores da falta de compromisso com a vida em nome do dinheiro.

Você deve estar me questionando, o por quê, do quase 1987, eu explico, em 1987 na cidade de Goiânia, uma capsula de Césio 137, fora furtada de um equipamento de raio-x de uma clínica abandonada, levada a um ferro velho e aberta por funcionários, o pó brilhante azul, contaminou centenas de pessoas,matando a menina Leide das Neves Ferreira e sua mãe Maria Gabriela Ferreira, além dos funcionários do ferro-velho Israel Batista dos Santos e Admilson Alves de Souza, além de contaminar vários moradores da cidade e gerar mais de 13 toneladas de lixo atômico que não pode ser descartado durante 180 anos.

Pasmem com o que vou escrever, uma capsula de Césio 137 foi encontrada em um ferro velho em Alagoas, a capsula segundo o proprietário do local, pertencia a um aparelho de mamografia e agora as autoridades iniciaram uma investigação para saber como o equipamento foi parar la, ainda bem que dessa vez não abriram, caso contrário o pesadelo de 1987 estaria novamente estampando as manchetes nos sites de noticia novamente, mesmo com o que aconteceu, não aprendemos a lição.

2015 , novembro, uma barragem de rejeitos de minério se rompe e causa uma tragédia de comoção mundial, devastando um distrito completamente, destruindo rios, nascentes ao ponto de contaminar o mar, 19 pessoas perderam suas vidas, até hoje,muitas das vítimas não receberam indenização, apenas um vídeo do responsável pela mineradora dizendo que sentia muito pelo ocorrido, pouco foi feito, e caiu no esquecimento da mídia, pelo menos até hoje.

Novamente uma barragem de rejeitos se rompe, mais devastação, mais vítimas, mais contaminação para o meio ambiente, novamente um pedido de desculpas e tomara, que não fique no esquecimento, nessa nossa fissura por repetir tragédias porque damos mais atenção ás coisas fúteis do que a vida do próximo

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