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Policiais do Bope ocupam a Favela do Jacarezinho

Agentes entraram na comunidade por volta das 7h35.
Base está instalada em localidade conhecida como Azul.

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Bope ocupa a favela do Jacarezinho, no Rio de Janeiro (Foto: Fábio Teixeira/Estadão Conteúdo)

Policiais militares do Batalhão de Operações Especiais (Bope) começaram a ocupar a Favela do Jacarezinho, na Zona Norte do Rio de Janeiro, na manhã desta terça-feira (16). Cerca de 150 homens vão substituir os policiais civis que estavam na comunidade desde domingo (14). A entrada dos agentes aconteceu por volta das 7h35.

A base do Bope foi instalada temporariamente na localidade conhecida como Azul, que fica na parte alta da favela. O número de policiais do Bope não foi divulgado, pois a informação é considerada estratégica para a corporação. Eles devem agir em pelo menos 15 comunidades.

Manguinhos, Varginha, Mandela e Jacarezinho foram ocupadas pelas forças de segurança neste domingo em ação que durou aproximadamente 20 minutos. Participaram da ação cerca de 2 mil homens das polícias Civil, Militar e Rodoviária, além de militares com blindados.

Policial do Bope na entrada da favela nesta manhã (Foto: Janaina Carvalho/G1)

O porta-voz do Bope, major Ivan Blaz,  afirmou que a ocupação é uma continuação do trabalho que já estava sendo feito. “É um trabalho de continuidade daquilo que vínhamos fazendo em Manguinhos para preparar o terreno para a chegada da polícia de proximidade na comunidade do Jacaré”, resume. A ocupação, diz o major, é estratégica e visa dar mais segurança a bairros que ficam nas proximidades do Jacarezinho.

A chegada do Bope foi anunciada nesta segunda (15) pelo secretário de Segurança Pública do estado, José Mariano Beltrame.  “Estou vendo hoje no Jacarezinho uma população livre para expressar o que quer, o que precisa e o que o pretende”, disse Beltrame, em visita à comunidade do Jacarezinho, após passar por Manguinhos.

Desde a ocupação, uma força-tarefa da Prefeitura realiza serviços na comunidade, como a troca de lâmpadas queimadas e a limpeza da área.  Até a tarde de segunda, a Comlurb tinha recolhido 220 toneladas de entulho das favelas ocupadas. Até este fim de semana, a Comlurb estima que o total de lixo chegue a 300 toneladas.

UPPs até janeiro
No domingo, logo após a ocupação, Beltrame explicou que o planejamento da Secretaria de Segurança é instalar até janeiro as Unidades de Polícia Pacificadora (UPP) nessas comunidades. “A data limite máxima para o planejamento é janeiro. As duas serão inauguradas muito próximas. A Polícia Civil vai ficar 24 horas até terça-feira com uma ocupação permanente, depois serão executadas ações diárias sistemáticas. Se Deus quiser a partir de hoje não teremos mais uma Faixa de Gaza”, ressaltou o secretário na ocasião.

Durante entrevista ao RJTV, o secretário também sinalizou que a próxima UPP pode ser implantada no conjunto de favelas da Maré. “Eu acho que com as ações que vem sendo desenvolvidas, é muito fácil o trabalho das pessoas de identificar aonde serão os próximos caminhos. Eu, dentro da minha maneira de ver, não vou revelar nunca essa questão. Mas eu acho que por eliminação e a medida que a gente vai ocupando, a possibilidade de esconder isso, de se fazer segredo, diminui”, disse Beltrame, ao ser questionado se a próxima comunidade a receber uma UPP seria a da Maré.

O Rio de Janeiro tem hoje 28 Unidades de Polícia Pacificadora (UPP), ponta de lança do processo de pacificação iniciado pelo governo do estado há quatro anos. Cerca de 370 mil moradores são beneficiados. A primeira UPP foi instalada em dezembro de 2008, no Morro Santa Marta, em Botafogo, Zona Sul da cidade.

Em 2009, o Rio ganhou mais quatro Unidades de Polícia Pacificadora, nas comunidades da Cidade de Deus, Jardim Batan, Babilônia/Chapéu Mangueira e Pavão-Pavãozinho/Cantagalo.

No ano seguinte, as UPPs chegaram a mais oito localidades: Ladeira dos Tabajaras/Cabritos, Morro da Providência, Borel, Formiga, Andaraí, Salgueiro, Turano e Macacos.

Em 2011, as comunidades de São João Quieto/Matriz, Coroa Fallet/Fogueteiro, Morro dos Prazeres/Escondidinho, Complexo de São Carlos e Mangueira/ Tuiuti ganharam UPPs.

O Morro do Vidigal, no Leblon, recebeu a primeira UPP de 2012. Em seguida, as unidades foram instaladas ao Morro do Alemão, Fazendinha, Nova Brasíllia, Adeus/Baiana, Chatuba, Fé/Sereno, Parque Proletário, Vila Cruzeiro e, em setembro, à Rocinha, a maior favela do Rio de Janeiro.

(Foto: Editoria de Arte/TV Globo)

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Caçador se desequilibra, cai 3 metros de altura, arma dispara na queda e vítima morre em MT

Levantamento preliminar apontou que o caçador foi atingido por um disparo na altura das costas. Ele estava em cima de uma estrutura usada como base de observação onde os caçadores abatem animais na região.

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Do G1
Policiais observam armadilha de onde o caçador teria caído e sido atingido acidentalmente pela própria arma em Nova Ubiratã — Foto: Daniel Silva/Arquivo Pessoal
Policiais observam armadilha de onde o caçador teria caído e sido atingido acidentalmente pela própria arma em Nova Ubiratã — Foto: Daniel Silva/Arquivo Pessoal

Um caçador morreu nesse final de semana depois de supostamente ser atingido por um tiro acidental no município de Nova Ubiratã, a 506 km de Cuiabá. Ele teria se desequilibrado, caído de uma altura de 3 metros e sido atingido na queda por um disparo acidental.

De acordo com a Polícia Militar, Luiz Vizollli, de 60 anos, morreu no sábado (22) enquanto caçava.

A suspeita é de que o tiro tenha sido feito acidentalmente. O caso aconteceu em uma propriedade rural localizada às margens da MT-140 no trecho que dá acesso ao município de Vera, a 486 km da capital.

Luiz foi encontrado caído perto de uma estrutura de madeira conhecida popularmente como ‘poleiro’. A estrutura, de 3 metros de altura, servia como base para observação onde os caçadores abatiam os animais silvestres que passavam.

Horas antes um amigo da vítima havia deixado o caçador no local e, ao retornar para buscá-lo, o encontrou sem vida.

Um levantamento preliminar apontou que Luiz foi atingido por um disparo na altura das costas.

Uma das causas mais prováveis apontada pelos investigadores da Polícia Civil é a de que o homem tenha se desequilibrado e despencado da estrutura de madeira.

Com a queda, a arma usada por ele, uma espingarda calibre 36, teria disparado acidentalmente.

A arma usada pelo homem para caçar foi encontrada ao lado do corpo dele com cinco munições intactas e outras duas deflagradas.

Policiais militares, investigadores da Polícia Civil e agentes da Perícia Oficial e Identificação Técnica (Politec) estiveram no local para investigar o caso.

O corpo do caçador foi levado ao Instituto Médico Legal (IML) de Sorriso, a 420 km de Cuiabá, para exame de necrópsia.

O local e horário do velório não foram divulgados.

Apesar de ser proibida, a caça de animais silvestres, alguns inclusive alguns ameaçados de extinção, ainda é muito comum na região. Quando identificados, os autores são autuados por crime ambiental e porte ilegal de arma de fogo.

SORRISO

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Bebê sai ileso de acidente que deixou mãe e tio feridos na BR-369, diz PRF

Criança, de 2 anos, usava cadeirinha, segundo a polícia; acidente foi na manhã deste domingo (23).

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Do G1
Acidente foi na manhã deste domingo (23) na BR-369, em Arapongas — Foto: PRF/Divulgação
Acidente foi na manhã deste domingo (23) na BR-369, em Arapongas — Foto: PRF/Divulgação

Um bebê, de dois anos, saiu ileso de um acidente que deixou a mãe, de 26 anos, e um tio, de 16 anos, feridos na BR-369, em Arapongas, no norte do Paraná, conforme a Polícia Rodoviária Federal (PRF).

O acidente foi na manhã deste domingo (23). Segundo a polícia, a criança estava na cadeirinha no banco traseiro. As vítimas foram levadas para um hospital da cidade com várias escoriações.

A PRF informou que a mulher perdeu o controle do carro após bater na barreira central da rodovia. Com o impacto, o veículo girou na pista e foi atingido por outro carro, que estava logo atrás.

O motorista do outro carro não teve ferimentos, segundo a polícia. Ele fez o teste do bafômetro, que não apontou ingestão de bebida alcoólica.

A outra motorista não fez o teste por ter sido levada ao hospital, mas a PRF informou que não apresentava sinais de embriaguez.

Segundo a polícia, a criança estava na cadeirinha no banco traseiro — Foto: PRF/Divulgação

Segundo a polícia, a criança estava na cadeirinha no banco traseiro — Foto: PRF/Divulgação

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Delegado mata cachorro com tiro na rua em São Luiz Gonzaga: ‘Iria atacar, não tinha o que fazer’

Dona do animal registrou ocorrência na delegacia da cidade. Ela diz que o cão era da raça labrador, tinha 15 anos de idade e problemas na coluna. Delegado Afonso Stangherlin admite o disparo. Ele também falou à polícia, e caso será investigado.

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Do G1
Cachorro foi morto com tiro em São Luiz Gonzaga — Foto: Katyusse Gabert/Arquivo pessoal
Cachorro foi morto com tiro em São Luiz Gonzaga — Foto: Katyusse Gabert/Arquivo pessoal

Um delegado de Polícia Civil matou um cachorro com um tiro no fim da manhã deste sábado (22) em São Luiz Gonzaga, Noroeste do Rio Grande do Sul. Ele alegou ao G1 que “não tinha o que fazer”, pois achou que o animal “iria atacar”. A dona do cão registrou ocorrência na delegacia da cidade, e o caso será investigado. Ela relatou que seu bicho de estimação era da raça labrador, tinha 15 anos e problema na coluna. O nome dele era Marley.

“Estava no meu quarto, quando saí correndo e vi a cena do meu cachorro morto e minha mãe chorando”, conta Katyusse Gabert ao G1.

A mãe dela, Luciane Gabert, foi quem registrou o boletim na delegacia. Ela relata que havia entrado em casa para pegar um mate, e o labrador ficou no pátio.

Dona do cachorro morto registrou ocorrência na delegacia de São Luiz Gonzaga — Foto: Arquivo Pessoal

Dona do cachorro morto registrou ocorrência na delegacia de São Luiz Gonzaga — Foto: Arquivo Pessoal

“Ele estava no quintal na frente da casa, deitado, como de costume”, acrescenta.

Depois do disparo, Luciane saiu para ver o que tinha acontecido e encontrou Marley morto, do outro lado da rua. Katyusse viu a cena logo depois.

“Seu pulmão partiu no meio e teve hemorragia. A bala entrou pela costela e atravessou o pulmão”, conta a filha.

O delegado que atirou é Afonso Stangherlin. Ele disse que estava com o cachorro de porte pequeno de sua filha, que está sob os cuidados dele por um período, quando viu um outro cão correndo em sua direção.

“O cachorro que estava comigo estava apavorado. Quando eu percebi que ele estava perto, dei um tiro”, afirma. Depois, diz que foi até a casa da dona do labrador. “Atravessei a rua, chamei a proprietária, me identifiquei e disse que o animal iria me atacar e não tinha o que fazer.”

“No momento do disparo, não sabíamos que ele era delegado. Após a minha mãe indagar sobre o fato, ele disse para retirar o cachorro da calçada, que ele era delegado e que era para tomarmos nossas providências e que ele providenciaria as dele”, conta Katyusse.

O caso vai ser investigado pela Delegacia de Polícia Civil de São Luiz Gonzaga, cujo delegado titular é José Renato de Oliveira Moura. O G1 tentou contato na noite de sábado, mas não foi atendido.

O delegado Stangherlin também foi até a delegacia falar sobre o que aconteceu. “Não maltrato animais. Não tenho histórico de ficar dando tiro na rua”, diz, acrescentando que tem 20 anos de profissão.

“Na versão das proprietárias, o cachorro é manso. Se pegasse na minha perna, certamente teria que amputar (…) Se me pegava, me estraçalhava.”

Katyusse salienta que Marley já estava debilitado pela idade, e com a coluna machucada, conforme consta na ocorrência. Ela e a mãe não acreditam que ele poderia atacar alguém.

“Ele era extremamente dócil, um brincalhão, nunca atacou ninguém”, afirma.

Apesar de serem vizinhos, as donas de Marley e o delegado não tinham contato.

O caso chocou amigos de Katyusse e Luciane, que fizeram postagens nas redes sociais pedindo justiça.

Katyusse, dona do Marley, fez uma postagem com desabafo após a morte do cão — Foto: Katyusse Gabert/Arquivo pessoal

Katyusse, dona do Marley, fez uma postagem com desabafo após a morte do cão — Foto: Katyusse Gabert/Arquivo pessoal

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