Projeto popular em MT quer igualar salário de vereador ao de professor

Iniciativa foi de moradores do município de Alto Araguaia (MT).
Vereadores recebem R$ 6 mil e professores do município, R$ 2,3 mil.

Um projeto de lei de iniciativa popular em Alto Araguaia, a 426 km de Cuiabá, pretende equiparar o salário dos vereadores, que é de R$ 6 mil, ao dos professores da rede pública do município, que é de R$ 2,3 mil para 30 horas semanais. A proposta extingue também a verba indenizatória, que seria em torno de R$ 5 mil mensais para cada vereador.

Para poder ser apresentado à Câmara Municipal, o projeto precisa de aproximadamente 600 assinaturas, no mínimo. Isso corresponde a 5% do eleitorado local, que é de cerca de 12 mil pessoas. Até esta sexta-feira (18), haviam sido coletadas 200 assinaturas.

O G1 tentou falar com o presidente da Câmara de Vereadores, Vanderalques de Castro (PR), para comentar o assunto, mas ele não atendeu as ligações.

As assinaturas começaram a ser coletadas na quarta-feira (16). A ideia foi de um grupo de moradores do município, que se dizem indignados com o valor do salário dos vereadores e o volume de atividades exercidas por eles.

“Queremos a aprovação do projeto dadas as circunstâncias. Os vereadores têm que estar duas horas semanais na Câmara e não é exigido deles nem o ensino fundamental completo. Para ser professor, é preciso muito mais do que isso, então não é justo”, disse a professora Eliandra Josefa Ferreira de Souza, que leciona na rede estadual, uma das que assinaram o projeto.

A proposta prevê que os gastos dos vereadores com viagens a serviço devem ser indenizados com o pagamento de diárias, no mesmo valor das que são pagas aos servidores municipais de Alto Araguaia. Esse pagamento, entretanto, só deve ser feito para despesas de alimentação, transporte e hospedagem, e mediante apresentação de notas fiscais.

Aprovação
Conforme a professora, os vereadores mostram estar indignados com a iniciativa e que, no dia da apresentação da proposta, deverá ser feito um movimento popular na Câmara a fim de pressionar a aprovação do projeto.

A previsão é que as assinaturas necessárias à apresentação do projeto sejam colhidas em até 20 dias, disse Eliandra.

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