A SITUAÇÃO FOI REGISTRADA NO PARQUE DO INGÁ. (FOTO: ILUSTRATIVA/PIXABAY)

Duas mulheres foram parar na delegacia após serem flagradas arrancando penas de um pavãono Parque do Ingá, em Maringá, no norte do Paraná. O animal que faz parte da fauna da área de preservação costuma ficar livre pelos gramados.

Uma visitante que passeava pelo local e testemunhou a cena foi quem ligou para a polícia. Logo, a Guarda Municipal, que fazia patrulhamento pelo parque, foi informada e localizou as duas. Elas estavam com as penas do animal dentro de suas bolsas.

Crueldade

Segundo o boletim de ocorrência, para levar as penas, as mulheres pisaram na cauda do pavãoaté conseguir arrancar a quantidade desejada. Conforme a técnica ambiental Marisa Ereno, da Secretaria Municipal de Meio Ambiente e Bem-Estar Animal (SEMA), a cauda do pavão é extremamente sensível e o ato de retirar as penas, além da dor, provoca vários prejuízos ao animal. “Isso prejudica a saúde do bicho, ele não fala, mas ele sente dor. É importante que a gente tenha essa sensibilidade de entender que o bicho está vivo, está respirando e que tem sensações e dores como nós. Então, imagine alguém puxando o seu cabelo, é a mesma sensação”.

AS PENAS DO PAVÃO ESTAVAM NAS BOLSAS DAS SUSPEITAS. (FOTO: REPRODUÇÃO/RICTV)

Investigação

Na delegacia, ambas foram ouvidas e liberadas na sequência. O delegado Luiz Alves, da Polícia Civil, informou que uma investigação foi aberta para esclarecer se houve ou não o crime ambiental. “Os indícios existem, mas não são veementes, não são tão robustos a ponto de apontar elas efetivamente como infratoras. Por isso, que foi aberta uma investigação para que possamos verificar todas as circunstâncias, ouvir todas as pessoas e testemunhas”, disse.

O RABO DO PAVÃO ESTÁ COM FALHA. (FOTO: REPRODUÇÃO/RICTV)

As penas encontradas com as suspeitas foram apreendidas pela polícia e poderão servir de provas. “Obviamente, configura o delito de maus-tratos a esse animal. O que faz com que a pessoa que pratique esse ato incorra em crime, cuja a pena tem o máximo patamar em um ano de prisão”, finalizou o delegado.

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