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Mãe coloca cebola cortada no quarto para tosse e filho vai para UTI

A assistente financeira Juliana Ishiara já havia escutado que uma cebola cortada colocada no quarto da criança poderia ajudar a melhorar a tosse e resolveu fazer o teste.

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Juliana e o filho Henzo (Foto: Arquivo pessoal/Divulgação)

Tudo começou com um episódio de resfriado normal. Tosse, secreção, dificuldade para dormir. Aquele combo clássico que toda mãe já sentiu na pele durante as noites mal dormidas. “Levei o Henzo ao pediatra e estava tudo certo. Coriza clara, pulmão limpo. Seguimos com o tratamento tradicional à base de inalação, lavagem com soro fisiológico e xarope fitoterápico”, conta a assistente financeira Juliana Ishiara, 35 anos.

Durante a noite, angustiada com a tosse do filho que não passava, Juliana decidiu colocar em prática a dica que havia lido na internet. Foi até a cozinha, descascou e cortou uma cebola em quatro partes. Colocou em um prato e o posicionou próximo à cama do filho, que dormia no mesmo quarto que ela.

“Em menos de cinco minutos, o Henzo começou a ter uma crise de tosse muito forte, que não parava. Ele puxava o ar, mas não conseguia respirar. O esforço para tossir era tamanho que, em minutos, ele vomitou e começou a ficar muito cansado. Eu escutava um forte barulho quando ele tentava respirar”, relata Juliana.

Diante do desespero do filho, ela o levou rapidamente ao pronto-socorro. “Chegamos ao hospital e o Henzo foi atendido às pressas. Recebeu oxigênio, teve que tomar injeção de adrenalina e fazer inalações de resgate com altas doses de medicamento. Quando o quadro se estabilizou, os médicos decidiram interná-lo na UTI para que ele pudesse ficar monitorado”, relata Juliana.

Henzo na UTI (Foto: Arquivo pessoal/Divulgação)

Foram cinco dias na UTI. Além de ficar com o medidor de oxigênio o tempo todo, Henzo teve que fazer um tratamento com bomba asmática e medicamentos para tentar reverter a crise respiratória. Após a alta, e de mais dois dias sob observação no quarto, Juliana seguiu com o tratamento durante trinta dias em casa.

Passado o susto, ela levou Henzo ao pneumologista para fazer uma investigação e buscar respostas. Após muitos exames, nada foi descoberto.

Juliana relata que as enfermeiras do Hospital Notre Dame, em São Paulo, onde Henzo ficou internado relataram que outras crianças já haviam passado pela mesma situação após terem contato com a cebola cortada.

De acordo com a pediatra Patrícia Fukui, do Fleury Medicina e Saúde, especialista em pneumologia pediátrica, existe um mito sobre a cebola ser um imã de vírus e bactérias, mas não há nenhum dado científico que comprove a eficácia do vegetal na recuperação de tosses e outros problemas respiratórios. Pelo contrário, ao ser cortada, a cebola libera um gás volátil à base de enxofre, que provoca justamente o cheiro tão característico.

“É muito comum ter episódios de bronquiolite e outras doenças respiratórias na primeira infância. Algumas crianças, no entanto, desenvolvem uma hiper-responsividade brônquica após esses problemas, que pode ser desencadeada por odores fortes, como de um perfume ou até mesmo da cebola. Essa hipersensibilidade pode provocar broncoespasmos e dificuldades na respiração”, explica Patrícia.

De toda forma, alerta Patrícia, só o pediatra é capaz de avaliar o quadro do paciente levando em consideração o histórico da criança.

Brasil

DF: professor é afastado após pedir redação sobre “boquete e 69”

Secretaria de Educação informou que educador é temporário e foi devolvido preventivamente pela Coordenação Regional de Ensino da região.

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Do Metrópoles
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Um professor do 6º ano do Centro de Ensino Fundamental (CEF) 104, da Asa Norte, foi desligado da unidade educacional após ensinar sobre sexo anal e oral durante aula de português, na última quarta-feira (13). Na ocasião, ele também pediu aos seus alunos que escrevessem uma redação improvisada sobre o tema.

Segundo denúncia recebida pelo Metrópoles, as crianças fotografaram o conteúdo escrito pelo docente na lousa e gravaram áudios durante a aula.

Nas imagens, é possível ver a data da ocorrência e o tema proposto pelo educador no quadro branco.

“Brasília, 13 de novembro de 2019. Objetivo: fazer o próprio currículo. Redação improvisada. Escrever sobre polidez e transformações afetivo-sexuais na adolescência (pós-infância). Sexo oral e penetração”, escreveu.

Ao lado das exemplificações, ele puxa setas e escreve as temáticas a serem abordadas sobre cada assunto formalmente e informalmente. Entre elas, usa palavras como: “boquete”, “69”, “fio terra”, “punheta”, “dar o cu” e outras.

Veja os registros obtidos pela reportagem:

DF: professor é afastado após pedir redação sobre “boquete e 69”

DF: professor é afastado após pedir redação sobre “boquete e 69”

DF: professor é afastado após pedir redação sobre “boquete e 69”

DF: professor é afastado após pedir redação sobre “boquete e 69”

O outro lado
Após receber a denúncia, a reportagem esteve no colégio na manhã desta segunda-feira (18/11/2019). O diretor responsável pela unidade estava em reunião interna com outros professores e informou não ter sido autorizado a dar entrevistas sobre a polêmica.

Uma mãe que não quis se identificar relatou ter tomado conhecimento da ocorrência pelo seu filho de apenas 10 anos. “Ele comentou sobre o professor, que escreveu no quadro algumas palavras, e me disse que nem sabia o que significava. Vou procurar a direção e pedir um posicionamento sobre o que eles estavam aprendendo. Queremos saber qual era o assunto debatido em sala. Uma outra mãe comentou que vai ocorrer uma reunião de pais para falar sobre o assunto. Estou aguardando”, disse a mulher.

Outros pais abordados em frente à escola não quiseram se pronunciar e alguns relataram desconhecer o fato.

Em nota, a Secretaria de Educação do Distrito Federal (SEE-DF) explicou que a direção da unidade, assim que soube do ocorrido, prontamente procurou pela pasta e pela regional de ensino a fim de oferecer a denúncia e, desde então, o caso está em averiguação.

“A Secretaria de Educação informa que o professor, que é temporário, foi devolvido preventivamente pela Coordenação Regional de Plano Piloto e Cruzeiro, enquanto está investigando a situação no CEF 104 Norte. Se comprovados os fatos, terá seu contrato cancelado”, diz trecho do texto.

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Mulher morre após ter pescoço cortado por armadilha feita com arame em rua

Suspeita é que arame tenha sido colocado por criminosos que queria derrubar motociclistas e os roubar.

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Do G1
Rosimeire Brito do Nascimento morreu após ter pescoço cortado em armadilha com arame — Foto: Reprodução/TV Anhanguera
Rosimeire Brito do Nascimento morreu após ter pescoço cortado em armadilha com arame — Foto: Reprodução/TV Anhanguera

Uma mulher de 36 anos morreu na madrugada deste sábado (16) após ter o pescoço cortado em uma armadilha feita com arame em uma rua de Formosa, no Entorno do Distrito Federal. A suspeita é que o arame tenha sido colocado para derrubar motociclistas e roubá-los.

Rosimeire Brito do Nascimento trabalhava em um bufê e voltava de um evento quando, ao passar pela Avenida Senador Coimbra, no Parque Vila Verde, foi atingida pela armadilha. O arame estava amarrado entre um poste e uma árvore.

Quando a vítima passou pelo local, o arame cortou o pescoço e ela morreu no local. De acordo com a polícia, criminosos levaram a bolsa e o celular dela. Equipes fazem buscas para tentar identificar e prender quem colocou o arame no local.

O enterro de Rosimeire aconteceu no domingo (17), no cemitério Cruz das Almas, em Formosa.

Armadilha de arame amarrada em poste de Formosa — Foto: Reprodução/TV Anhanguera

Armadilha de arame amarrada em poste de Formosa — Foto: Reprodução/TV Anhanguera

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Brasil

Em carta de suicídio, garota denuncia estupro dos pais

Érica tinha 19 anos e sofria os abusos desde os 15. Ela relata ter contado para a mãe, que não fez nada a respeito. Os pais foram presos.

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Do Metrópoles
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A Polícia Civil do Maranhão prendeu um casal na cidade de Governador Newton Bello, no interior do estado, após a filha deles cometer suicídio. Érica Neves, que tinha 19 anos, deixou uma carta, na qual ela diz que o motivo para tirar a própria vida foi o constante abuso sexual sofrido dentro de casa.

De acordo com reportagem do jornal O Dia, Érica afirmava que sofria abusos sexuais desde os 15 anos de idade. Ela disse, ainda, que tinha contado para a mãe sobre o crime, mas que a mulher não fez nada.

Após a denúncia, a polícia passou a investigar o caso e apreendeu os telefones de Érica, da mãe dela, Rosinete Lima Neves, de 40 anos, e do pai, Edmar Cavalcante Neves, de 46 anos.

A troca de mensagens foi comprovada por perícia e o mandado de prisão dos dois foi executado.

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