Padre é assassinado durante assalto a igreja no Distrito Federal

Sacerdote católico foi encontrado amarrado e com um arame farpado enrolado no pescoço. Polícia investiga o crime.

Um assalto em uma igreja, na 702 Norte, no Distrito Federal, terminou na morte de um sacerdote católico, na noite deste sábado (21). Padre Kazimerz Wojn foi estrangulado por bandidos, que reviraram a casa paroquial da igreja Nossa Senhora da Saúde e levaram diversos pertences. As informações preliminares, divulgadas pela Polícia Militar do Distrito Federal (PMDF), dão conta de que o cofre também foi revirado.

O religioso havia celebrado uma missa no início da noite de sábado, às 18h30. Depois, segundo testemunhas, teria ido fiscalizar uma obra que acontece no terreno da paróquia. O caseiro, que cuidava da reforma, também foi feito refém pelos bandidos. José Gonzaga da Costa, de 39 anos, sofreu escoriações nos braços, mãos e foi transportado para o Hospital Regional da Asa Norte (Hran) estável e orientado. Foi ele quem conseguiu gritar por socorro, afugentando os ladrões, segundo a corporação.

Padre Kazimerz foi encontrado morto, com os pés e as mãos amarrados, e com um arame farpado envolto ao pescoço. O religioso também tinha uma lesão na cabeça, segundo a polícia. Ninguém havia sido preso até a última atualização desta reportagem.

O corpo do líder religioso foi encontrado do lado de fora da casa paroquial, que fica nos fundos da igreja. A polícia acredita que ele tenha sido morto dentro da residência e arrastado para o lado de fora posteriormente. Somente a perícia da Polícia Civil poderá confirmar as suspeitas.

Conhecido na comunidade como padre Casemiro, o pároco já havia alertado as autoridades policiais do DF sobre a nítida sensação de insegurança que rondava a região. Há cinco meses, em 21 de abril deste ano, em pleno Domingo de Páscoa, ladrões invadiram o templo e levaram o sacrário do altar. A peça havia sido doada há 20 anos e tem valor estimado em R$ 20 mil.

A Polícia Civil do Distrito Federal está à frente das investigações sobre o assassinato do religioso. Procurada pela reportagem, a corporação não havia retornado as ligações até a publicação deste texto.

#MAIS LIDAS DA SEMANA