Pesquisadores catarinenses criam aplicativo para detectar dengue

‘SmartDengue’ foi desenvolvido por três moradores de Joinville, no Norte.
Aplicativo faz a avaliação em tempo real da situação do paciente.

SmartDengue foi desenvolvido por catarinenses
(Foto: Reprodução/SmartDengue)

Pesquisadores catarinenses criaram um aplicativo para celulares, tablets e computadores que permite diagnosticar casos de dengue. A iniciativa, desenvolvida aqui no estado, é inédita no Brasil e em breve vai ser disponibilizada gratuitamente.

O ‘SmartDengue’ foi desenvolvido por três moradores de Joinville: o médico e professor Luiz Henrique Melo, o estudante de medicina Klaus Schumacher e programador de informática José Alberto Andrade. Nas horas vagas, durante oito meses, eles se reuniram para criar a ferramenta inovadora no país, voltada para profissionais que atuam com a dengue.

“O programa ajuda na implementação das recomendações do Ministério , de uma maneira rápida, precisa e prática. Facilitando também a avaliação dos resultados da sua aplicação durante o atendimento de uma epidemia de dengue”, explica o médico Luiz Henrique.

O aplicativo faz a avaliação em tempo real da situação do paciente através dos dados preenchidos pelo médico durante a consulta. Na prática, o que o programa faz é avaliar mais rapidamente se os sintomas apresentados pelo paciente podem ser de dengue.

Em poucos segundos é possível saber, por exemplo, se a pessoa está com a doença, se o caso é grave e qual a indicação para o tratamento. “O programa tende ser o caminho mais curto para que o médico consiga tomar uma decisão, quando você está atendendo um paciente com dengue”, diz Klaus. estudante

Além dos benefícios para médicos e pacientes, o programa tem como objetivo prestar um serviço para o sistema público e privado de saúde. Já que também pode servir como fonte de pesquisa. “A ideia é que a gente ofereça para o Ministério, para as Secretarias de Saúde, para que a gente aplique de maneira sistemática, no mundo real, e observe se esses objetivos que nós estamos pleiteando se realmente vão se conseguidos”, diz o médico.

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