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Ciência

EUA suspendem testes de vacina experimental contra HIV

Interrupção ocorreu após comitê avaliar que vacina não impede infecção.
Estudo suspenso envolveu 2.504 voluntários de 19 cidades dos EUA.

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Concepção artística do HIV, vírus causador
da Aids (Foto: Divulgação/NIH)

O Instituto Nacional de Saúde dos EUA (NIH, na sigla em inglês) suspendeu um estudo que testava uma vacina experimental contra o HIV, informou a agência de notícias Reuters nesta quinta-feira (25).

A interrupção ocorreu após um comitê de revisão independente avaliar que a vacina não impede a infecção pelo vírus nem reduz a presença do vírus no sangue.

O teste, que foi iniciado em 2009, é o mais recente de uma série de pesquisas com resultados negativos. Chamado HVTN 505, o estudo envolveu 2.504 voluntários em 19 cidades dos EUA. A pesquisa avaliava homens que fazem sexo com homens e transexuais que fazem sexo com homens.

O comitê de revisão recomendou que nenhuma outra vacina seja aplicada. O Instituto Nacional de Alergias e Doenças Infecciosas dos EUA, que patrocinou o estudo, disse que vai continuar a acompanhar os participantes do estudo para avaliar melhor os dados experimentais.

Até o momento, não há vacinas aprovadas para prevenir a infecção pelo vírus da imunodeficiência humana, ou HIV, o vírus que causa a Aids.

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Ciência

Paraguaçuense conquista prêmio internacional por suas pesquisas em Física Teórica

A Distinção EPS Emmy Noether de Inverno de 2019 para Mulheres em Física é concedida à paraguaçuense Cristiane Morais Smith.

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Do EPS News

Os membros do júri da EPS Emmy Noether do inverno de 2019 decidiram atribuir a distinção Emmy Noether à paraguaçuense Cristiane Morais Smith, “por suas contribuições destacadas à teoria dos sistemas de matéria condensada e átomos ultrafrios para revelar novos estados quânticos da matéria”.

A Dra. Cristiane Morais Smith nasceu em 1964 em Paraguaçu Paulista (SP). Ela fez seus estudos de Bacharelado e Mestrado em Física Teórica. A maior parte de seu doutorado foi realizada na ETH Zurich, no campo de sistemas dissipativos quânticos. Após seu doutorado em 2004, ela passou por uma posição C1 de 6 anos na Universidade de Hamburgo, Alemanha. Antes do final desse período, ela retornou à Suíça, à Universidade de Fribourg, onde foi Maitre Assistante e depois Professora Associada, depois de receber o Professeur Boursier da Fundação Nacional de Ciência da Suíça em 2001. Em 2004, ela aceitou uma cadeira em Física da Matéria Condensada na Universidade de Utrecht, na Holanda. Ela foi premiada com a Bolsa VICI da Organização Holandesa de Pesquisa em 2008 e o Prêmio Dresselhaus da Alemanha em 2016. Ela recebeu um prêmio de Professor Visitante Especial “Ciência sem Fronteiras” do Governo Brasileiro de 2013-2016 e um HEFE (Especialista Estrangeiro de Alto Nível) do Governo Chinês em 2014 e 2015 para visitar o Centro Quântico de Wilczek. Atualmente é bolsista e membro do Conselho Consultivo Internacional do Instituto TD Lee em Xangai e membro convidado da Fundação Alexander von Humboldt.

Cristiane Morais Smith lidera um grupo de pesquisa em Sistemas Fortemente Correlacionados no Instituto de Física Teórica da Universidade de Utrecht, trabalhando em sistemas de baixa dimensão, variando de matéria condensada a átomos frios. Seu grupo foi pioneiro no desenvolvimento de uma descrição termodinâmica de isoladores e supercondutores topológicos, bem como o uso de uma formulação de eletrodinâmica quântica projetada para investigar fases topológicas impulsionadas por interações. Nos últimos anos, seu grupo tem desempenhado um papel importante no desenvolvimento de simuladores quânticos eletrônicos e metamateriais em colaboração com experimentalistas em Utrecht.

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Ciência

Pesquisadores descobrem se gatos são apegados à casa ou ao dono

Mais de 70 animais participaram de testes para avaliar o grau de dependência com seus cuidadores e com o ambiente em que estão.

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Do r7.com
Pesquisadores descobrem se gatos são apegados à casa ou ao dono

Os cães são conhecidos como “os melhores amigos”, mas quem tem um gato em casa não aceita muito essa ideia. Pesquisadores da Oregon State University, nos EUA, fizeram uma pesquisa para descobrir qual a verdadeira relação dos felinos com seus donos e donas. Os resultados foram publicados na revista científica Current Biology na última segunda feira (23).

Os pesquisadores colocaram cerca de 70 gatos em uma situação isolada por dois minutos. Em seguida, o pet e o dono ficaram juntos por mais dois minutos. Por último, o animal ficou isolado novamete. Assim os pesquisadores buscavam entender melhor se a relação de apego dos felinos.

Os gatos mais apegados aos donos ficaram mais seguros e menos estressados quando estavam com uma pessoa confiável ao lado. Além disso, houve um equilíbrio entre a atenção destinada ao humano e ao ambiente. Por outro lado, os animais menos apegados mostram sinais de estresse, como torcer o rabo e lamber os lábios, e buscaram ficar mais afastados da pessoa.

“O apego é um comportamento biologicamente relevante. Nosso estudo indica que, quando os gatos vivem em um estado de dependência de um ser humano, esse comportamento de apego é flexível e a maioria dos gatos usa o ser humano como fonte de conforto”, afirma Kristyn Vitale, pesquisadora do Laboratório de Interação Humano-Animal da Faculdade de Ciências Agrícolas da Oregon State University.

Dos 70 gatos que participaram do experimento, 64,3% demonstraram ter apego tanto ao dono quanto ao ambiente em que estavam. Esse comportamento surpreendeu os pesquisadores devido à semelhança com o comportamento de crianças, no qual 65% são firmemente ligadas aos seus pais e responsáveis.

Os pesquisadores estavam interessados ​​em descobrir se um treinamento de socialização mudaria o resultado do teste. Após um treinamento de seis semanas com os mesmos 70 gatos, não houve diferenças significativas.

“Depois que um estilo de apego é estabelecido entre o gato e seu cuidador, ele parece permanecer relativamente estável ao longo do tempo, mesmo após uma intervenção de treinamento e socialização”, afirma Vitale.

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Ciência

Nasa estima que próxima missão tripulada na Lua custará US$ 30 bi

Agência espacial planeja enviar ao satélite um homem e uma mulher em 2024.

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Do G1
Marca de um dos primeiros passos na Lua, deixada por Buzz Aldrin — Foto: Nasa

O retorno de seres humanos à Lua, planejado pelos Estados Unidos para 2024, poderia custar cerca de US$ 30 bilhões (R$ 117 bilhões), informou nesta sexta-feira (14) a Nasa, agência aeroespacial americana. O valor está perto do custo – ajustado pela inflação – da missão Apolo 11, de 50 anos atrás.

“Para todo o programa e para conseguir uma presença humana sustentável na Lua, estamos falando de algo entre US$ 20 bilhões e US$ 30 bilhões”, disse o diretor da Nasa, Jim Bridenstine, em entrevista à rede de televisão CNN.

Os recursos para o programa Artemis, explicou o diretor, fazem parte do orçamento regular da agência. Bridenstine prometeu no Congresso americano que o esforço para mandar seres humanos outra vez à Lua não reduzirá os fundos de outras atividades da agência aeroespacial.

O novo programa lunar foi batizado como Artemis, em homenagem à deusa da caça, das florestas e irmã de Apolo.

50 anos atrás

O programa Apolo, que os EUA iniciaram em 1961 e concluíram em 1972 com 11 voos tripulados, teve um custo total de US$ 25 bilhões. Levando em conta a inflação, equivaleriam atualmente a cerca de US$ 152,8 bilhões (R$ 616,4 bilhões).

Aquele programa atingiu seu ápice há quase 50 anos, quando dois astronautas pisaram na Lua na missão Apolo 11, que custou US$ 6 bilhões na época, equivalentes a cerca de US$ 30 bilhões hoje em dia, levando em conta a inflação.

Bridestine lembrou que a grande diferença entre o programa Apolo e o programa Artemis é que o primeiro terminou com breves permanências de humanos na Lua, enquanto o segundo quer o estabelecimento de uma presença permanente.

Buzz Aldrin na Lua em 1969 — Foto: Nasa/Divulgação

Buzz Aldrin na Lua em 1969 — Foto: Nasa/Divulgação

O plano inclui a participação de companhias privadas e parceiros internacionais, a construção de uma estação espacial lunar, a aterrissagem de humanos no polo sul da Lua dentro de cinco anos e a formatação do projeto como um teste para uma futura missão a Marte.

O programa inclui uma missão não tripulada em 2020 com uma cápsula que orbitará a Lua e em 2022 será enviada uma missão tripulada que fará o mesmo. Em 2024, novamente um homem e, pela primeira vez, uma mulher, podem pisar no solo lunar.

As três missões serão levadas ao espaço impulsionadas pelo maior foguete construído até agora, o “Space Launch System”, cuja produção é liderada pela Boeing. Na ponta desse foguete será instalada a cápsula Orion.

Além destas missões, que serão tarefas exclusivas da Nasa, haverá outros cinco lançamentos para colocar em órbita lunar os componentes para a construção da miniestação espacial Gateway, que servirá de plataforma para os pousos na Lua. Essas cinco missões, entre 2022 e 2024, serão entregues a empresas privadas, segundo os planos da Nasa.

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