Falta de equipamentos atrasa inauguração de UPA em Assis

Enquanto isso, os pacientes enfrentam lotação no Pronto-Socorro.
Demora no repasse de R$ 700 mil afetou a compra de aparelhos.

O Pronto-Socorro de Assis está superlotado. Quem depende da saúde pública diz que pacientes são atendidos em macas e nos corredores. Enquanto isso, uma unidade de pronto-atendimento, a UPA, está pronta, mas os equipamentos médicos ainda não chegaram. O governo federal atrasou em quatro meses o repasse de R$ 700 mil para a compra dos aparelhos médicos.

Pacientes enfrentam super lotação no PS em Assis (Foto: Reprodução / TV TEM)

As obras da upa começaram em 2012. O prédio custeado com recursos do governo federal deveria ter sido entregue no começo deste ano. O dinheiro deveria ter sido repassado em janeiro, mas só foi liberado no início do mês passado à prefeitura de Assis.  Agora a previsão é de que a upa seja inaugurada em setembro. “Aquele caos de pessoas nos corredores, tomando soro, não acontece mais, elas terão um local para atendimento de urgência e emergência e o PS terá o fluxo reduzido”, afirma o prefeito Ricardo Pinheiro.

Assim que a UPA estiver em funcionamento, o Pronto-Socorro que funciona ao lado do Hospital Regional passará para a gestão do estado e só irá atender encaminhamentos para especialidades médicas e casos de urgência e emergência. “No Pronto-Socorro referenciado, de portas fechadas, só serão atendidos os casos realmente urgentes. Então é aquele infartado, traumatismo policraniano, aqueles casos que a gente considera na classificação de risco como da linha vermelha”, explica Denise Fernandes Carvalho, secretária da Saúde de Assis.

UPA está pronta, mas faltam aparelhos médicos
(Foto: Reprodução / TV TEM)

Mas, até que isso aconteça, em meio à superlotação do PS e a falta de vagas em hospitais, quem depende da saúde pública na região está à mercê da boa vontade dos governantes. O sogro de Maria Aparecida Goes tem fortes dores na barriga. Ele aguarda desde segunda-feira, no corredor do Pronto-Socorro, por um exame que leve a um diagnóstico.

Uma espera que tira a dignidade de pacientes atendidos em uma unidade de saúde superlotada. “Fica no corredor, com sonda, tomando soro. Ele chegou com muita dor e não arrumam uma vaga para ele no regional. Ele está com um problema grave na bexiga e ninguém resolve nada. Está sempre lotado e não tem solução”, conta.

A Secretaria de Saúde do estado informou que o sogro da Maria Aparecida passou por exames no hospital regional de Assis nesta terça-feira e que não consta na central reguladora de vaga pedido de leito em hospital público feito pela direção do Pronto-Socorro.

VEJA TAMBÉM

#MAIS LIDAS DA SEMANA