Fique conectado

Estilo de vida

O que é tecido adiposo marrom?

Ciência avança nas descobertas sobre a modulação do tecido adiposo marrom como alternativa para o emagrecimento .

Publicado em

140

Excesso de gordura na população: como a ciência avança nas estratégias de tratamento — Foto: Divulgação

A ciência vem comprovando, por meio de diferentes modelos de ensaios clínicos e metanálises, que a obesidade é uma doença de caráter inflamatório. O tecido adiposo já foi considerado um órgão endócrino, capaz de secretar substâncias pró-inflamatórias e alterar o perfil hormonal do organismo, gerando um impacto significativo no metabolismo.

Você já ouviu falar no tecido adiposo marrom?

O tecido adiposo marrom (TAM) é um tecido-órgão presente, especialmente, em todos os neonatos de espécies mamíferas. Anteriormente acreditava-se que esse tipo de tecido era encontrado apenas em recém-nascidos, contudo, estudos científicos vêm demonstrando sua presença em determinadas regiões do corpo de adultos e tem ganhado atenção em relação ao seu papel no metabolismo, termogênese e emagrecimento.

O tecido adiposo marrom é um tecido com grande vascularização e encontrado em diversas áreas do corpo, como nuca, ombros e coluna vertebral.

A capacidade protetora do TAM contra doenças metabólicas crônicas é atribuída pela utilização de glicose e lipídeos para a termogênese. No entanto, o TAM também apresenta um papel secretor, contribuindo para as consequências sistêmicas da atividade deste tecido. Moléculas derivadas do tecido adiposo marrom contribuem com esta ação, uma vez que é um tecido com alta concentração de mitocôndrias para geração de energia.

Fatores que ativam o tecido adiposo marrom

Estudos estimam que em torno de 50 gramas de TAM ativo sejam suficientes para aumentar 20% da taxa metabólica basal, ou seja, a quantidade de calorias que o corpo utiliza em repousa para os tecidos e órgãos funcionarem adequadamente. A atividade física é um dos principais fatores capazes de acelerar esse processo e ativar o TAM.

Outro fator discutido em relação a esse tecido é a influência do frio. As baixas temperaturas elevam a concentração de hormônio liberado pelo coração, capaz de ativar o tecido adiposo marrom. Mais estudos devem ser realizados para se comprovar outras formas de ativar o TAM e, consequentemente, contribuir com o tratamento da obesidade e emagrecimento saudável!

Exercício físico pode favorecer ativação do tecido adiposo marrom — Foto: Divulgação

Estilo de vida

Pão integral é o alimento mais comprado entre os brasileiros que querem emagrecer

Especialista explica benefícios do consumo deste tipo de alimento e como não errar na hora da compra.

Publicado em

Normalmente, quando queremos iniciar uma dieta escolhemos a segunda-feira como o dia oficial para entrar de cabeça nessa missão. Afinal, são nos sábados e domingos que costumamos comer um pouco mais, seja porque pedimos aquela pizza saborosa, porque escolhemos ir em restaurantes que possuem pratos deliciosos ou até mesmo porque exageramos nas festas, e aí quando passamos dos limites nesses dias, optamos em fazer do início da semana o nosso momento de redenção.

Começar uma dieta na segunda-feira se tornou praticamente um ritual e para conseguir ter êxito nesse desafio, é importante que alguns alimentos sejam substituídos, além de claro, incluir alguns outros que também são importantes. Sendo assim, é muito comum que optemos por cardápios que incluam em seus pratos itens integrais, como o arroz ou aveia, por exemplo. Isso acontece porque estes tipos de alimentos proporcionam uma série de benefícios a saúde. E de acordo com especialistas, os integrais são as melhores opções para a dieta, porém, como tudo na vida deve ter um equilíbrio, a alimentação com esses itens deve ser muito bem balanceada, pois eles também são ricos em calorias, e aí o resultado esperado pode ser contrário.

Pão integral é o queridinho, aponta pesquisa

De acordo com a pesquisa “Hábitos alimentares dos brasileiros: preferências, dietas e tendências de consumo”, 62% dos entrevistados dão preferência ao pão integral na hora de comprar os alimentos que vão integrar o cardápio da dieta. Segundo a nutricionista consultora, Nathália Gazarra, mais produtos desta categoria devem ser inclusos nas refeições para uma alimentação mais balanceada e consciente. “O ideal é que mais alimentos na versão integral sejam acrescentados no cardápio, pois são alimentos mais nutritivos. Possuem maior concentração de ferro, magnésio, zinco, fósforo e vitaminas do complexo B. São ricos em fibras também, o que auxilia no bom funcionamento intestinal. Por isso são tão indicados pelos especialistas, no entanto, também possuem calorias, então, não é porque o arroz ou o pão é integral, que pode dobrar a quantidade que se come. Por exemplo, uma fatia de pão de forma tradicional e uma fatia de pão de forma integral tem as mesmas calorias, portanto, deve consumir com cautela “, diz.

De olho no rótulo

Olhar os rótulos dos alimentos no mercado é algo sempre recomendado pela nutricionista e quando se trata dos produtos integrais a atenção deve ser redobrada, pois, nem todo alimento faz parta desta categoria. “De um modo geral, as pessoas não têm o hábito de ler os rótulos e quando leem, muitas vezes não entendem o conteúdo. Mas é necessário atentar-se, especialmente, porque muitos alimentos parecem ser integrais, mas na verdade não são. Para fazer parte do time dos integrais, a farinha integral, tem que ser o primeiro item a aparecer na lista de ingredientes. Só que várias embalagens levam as pessoas ao erro, pois na frente, normalmente está escrito integral, porém quando vamos verificar a lista de ingredientes, o primeiro item é a farinha enriquecida com ferro e ácido fólico, que nada mais é do que a farinha branca”, conta Gazarra.

Como incluir nas refeições?

Na percepção da especialista, as pessoas não sabem ao certo como incluir os alimentos integrais nas próprias refeições e para conseguir realizar essa tarefa é importante contar com um nutricionista, pois ele indicará os itens que devem ser consumidos e a quantidade ideal. “Um processo de reeducação alimentar envolve algumas substituições e ajustes no plano alimentar. E os alimentos na versão integral de maneira geral são muito indicados, mas é preciso também adequar isso ao paladar individual, pois, nem todo mundo é receptivo com estas mudanças. O nutricionista sempre oferece dicas e estratégias nutricionais que podem auxiliar nesse processo, além de especificar a quantidade das porções, lembrando que os alimentos integrais também possuem conteúdo calórico, por isso a consulta com o nutricionista é tão importante, porque é preciso acertar esses detalhes”, afirma.

Quais são os benefícios?

Engana-se quem acredita que alimentos integrais são bons apenas para quem busca emagrecer. A nutricionista consultora detalha alguns pontos que são muito benéficos a saúde.

Maior saciedade

Um dos grandes benefícios dos alimentos integrais é a sensação de saciedade. Como possuem fibras, eles absorvem água e ficam por mais tempo no estômago. “Essa é uma grande vantagem para quem precisa perder peso, com a maior sensação de saciedade, a fome demora um pouco mais para aparecer até a próxima refeição. Lembrando que é importante sempre procurar um nutricionista para orientar melhor sobre as refeições e suas quantidades”, conta a especialista.

Faz bem ao coração

Quem é cardíaco precisa fazer algumas substituições para cuidar do coração. Para o café da manhã, por exemplo, o pão integral ou a aveia integral pode assumir o lugar do tradicional pão francês. “A aveia, principalmente a aveia em farelo, possui na sua composição a beta-glucana, que é um tipo de fibra solúvel que pode reduzir o colesterol ruim, tem proteção celular, ação antioxidante, estimula o sistema imune e regula o apetite. São excelentes para o coração, como as vitaminas do complexo B, niacina, magnésio e fibras, prevenindo algumas doenças como colesterol e diabetes”, detalha Gazarra.

Ajuda a prevenir câncer

Por fornecer vitaminas, sais minerais e antioxidantes, os alimentos integrais combatem os radicais livres, que são substâncias toxicas que favorecem o corpo a desenvolver algumas doenças como o câncer, especialmente, o que afeta o estômago, intestino, reto e boca.

Ótimo para o intestino

De acordo com a especialista, os integrais beneficiam o intestino por causa da grande concentração de fibras encontrada neste tipo de alimento. “As fibras não são digeridas pelo organismo, então elas se formam como se fossem um gel no estômago, o que causa a saciedade. Retardam o esvaziamento gástrico e o tempo de trânsito intestinal, além de diminur a absorção de glicose e colesterol”, finaliza.

Continue lendo

Estilo de vida

Tomar café em excesso pode aumentar risco de pressão alta

Universidade de São Paulo (USP) realizou pesquisa com 533 pessoas.

Publicado em

Agência Estado
Tomar café em excesso pode aumentar risco de pressão alta

Qual a quantidade de café que pode ser tomada por dia por quem tem predisposição a ter pressão alta e que não vai ser prejudicial? Uma pesquisa realizada pela Universidade de São Paulo (USP) com 533 pessoas da cidade de São Paulo apontou que mais de três xícaras, das de 50 ml, podem aumentar em até quatro vezes a possibilidade de o problema se manifestar. Tomar até três xícaras, no entanto, traz benefícios e ajuda a evitar doenças cardiovasculares.

Pós-doutoranda no Departamento de Nutrição da Faculdade de Saúde Pública da USP (FSP-USP), a nutricionista Andreia Machado Miranda, principal autora do estudo, disse que os hábitos do indivíduo e a predisposição genética, isoladamente, já são fatores de risco conhecidos para a pressão arterial, mas ela e a equipe de pesquisadores se debruçaram nos impactos do consumo excessivo de café por pessoas saudáveis, mas com predisposição genética a ter hipertensão.

Para isso, utilizaram como base o Inquérito de Saúde do Município de São Paulo (ISA-Capital 2008), que foi realizado com 3 mil pessoas. “É um estudo muito completo com dados de estilo de vida, coleta de sangue e de DNA, informações bioquímicas e aferição da pressão arterial. Definimos como pressão arterial normal valores abaixo de 140 por 90 milímetros de mercúrio (mmHg). Acima disso, era considerado pressão alta”, explica a pesquisadora.

O grupo desenvolveu escores genéticos de risco e analisou o consumo de café dos participantes (menos de uma xícara, entre uma e três xícaras, e mais de três xícaras), além da pressão arterial deles.

“O consumo médio foi de duas xícaras e meia de café por dia. Nenhum dos participantes relatou o consumo de café descafeinado e quatro indivíduos falaram que consomem café expresso. O café é complexo. Ele é constituído por mais de 2 mil compostos químicos, entre eles, a cafeína, que aumenta os níveis da pressão arterial.”

A pesquisa mostrou que o grupo que tinha a pontuação mais elevada no escore genético e que bebia mais de três xícaras de café, a possibilidade de ter pressão alta era quatro vezes maior do que de quem não tinha a predisposição.

“Como a maior parte da população não sabe se tem a predisposição, porque são dados de exames que não são habitualmente feitos, a pesquisa pode ajudar toda a população a saber qual o consumo adequado que deve ser feito de café”, diz Andreia, que já realizou estudos sobre os efeitos do consumo da bebida.

Efeito protetor

“Em todos os nossos estudos, constatamos o efeito protetor para a parte cardiovascular. O café é rico em polifenóis, compostos bioativos que têm ação no organismo e só existem nos alimentos de origem vegetal. O organismo não produz. Diversos estudos têm mostrado uma contribuição na redução de doenças crônicas, como a cardiovascular. Por causa do poder antioxidante, melhora a vasodilatação e permite que a pressão arterial não aumente.”

Outro estudo realizado por Andreia apontou que o consumo de uma a três xícaras por dia traz benefícios para a saúde cardiovascular, como a regulação de um aminoácido chamado homocisteína, que está relacionado com episódios de enfarte e acidente vascular cerebral (AVC).

A pesquisa, apoiada pela Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo (Fapesp), foi publicada na revista Clinical Nutrition.

O próximo passo do estudo é verificar o impacto do consumo de café em pacientes que já têm doenças cardiovasculares. “Agora, vamos identificar os efeitos nos pacientes que já sofreram um episódio de enfarte agudo do miocárdio ou angina instável e qual vai ser o impacto na sobrevida desses pacientes”, disse.

A previsão é de analisar, no período de quatro anos, dados de 1 085 pacientes atendidos no Hospital Universitário da USP.

Continue lendo

Estilo de vida

Brasileiros preferem parar de comer fora para comprar celular, diz estudo

Pesquisa foi realizada com 1.021 consumidores brasileiros.

Publicado em

Agência Estado

Uma pesquisa envolvendo 1.021 consumidores brasileiros, dos quais 63% dos entrevistados com menos de 35 anos, revelaram que deixariam de comer fora, comprar roupas ou frequentar a academia para investir em celulares ou serviços de telefonia.

Jovens de 18 a 24 anos são os mais dispostos a cortar gastos, como comprar roupas (72%) ou comer fora de casa (71%) para gastar com smartphones. 52% dos entrevistados cortariam os gastos com academia, 53% abandonariam a alimentação fora e 51% optariam por usar a poupança para os gastos com o telefone.

Quando perguntados sobre o grau de importância que o celular têm em suas vidas, 43% dos entrevistados afirmaram que não conseguiriam viver sem o telefone. Somente 8% disseram utilizar o celular apenas como uma ferramenta.

Continue lendo
Solutudo 300
WhatsAssp AssisNews
Publicidade

FaceNews

Mais lidas