Fique conectado

Saúde

Cientistas do MIT criam pílula de insulina para substituir injeção

A cápsula, que tem o tamanho de um comprimido, libera a substância ao chegar no estômago e pode facilitar a vida de diabéticos do tipo 1.

Publicado em

238

Equipe liderada pelo MIT desenvolveu uma cápsula capaz de carregar insulina até o estômago do paciente — Foto: Felice Frankel/MIT

Pesquisadores do Instituto de Tecnologia de Massachussets (MIT) desenvolveram uma cápsula com insulina que, ao ser ingerida por via oral, libera a substância no estômago. Depois de anos de estudos, os diabéticos do tipo 1 estão mais perto de substituir as injeções diárias. Os resultados foram publicados pela “Science”.

“Estamos realmente com esperança de que esse novo tipo de cápsula possa ajudar pacientes diabéticos e, talvez, qualquer pessoa que precise de terapias que só podem ser administradas por injeção”, disse Robert Langer, professor do Instituto David H. Koch e membro do MIT.

O diabetes ocorre quando o pâncreas não produz insulina – hormônio que controla a glicose no sangue e fornece energia ao organismo – ou quando o corpo não consegue mais utilizar a insulina que produz. Para resolver isso, as injeções da substância são administradas na região do abdômen.

“O diabetes 1, diferente do tipo 2, tem uma deficiência absoluta de insulina”, explica o endocrinologista Renato Zilli, do hospital Sírio Libanês, em São Paulo.

“Então, a pessoa acaba tomando de 5 a 7 picadas de agulha por dia. O grande problema que temos no tratamento da doença é ter a certeza absoluta da dose. Precisamos ter a certeza que o produto vai ser absorvido pelo corpo”.

Ter uma pílula de insulina era um desafio para os bioengenheiros. A inspiração para a criação foi encontrada na tartaruga-leopardo. O animal, encontrado na África, tem um casco alto e íngreme, que permite que se apoie e se reposicione ao “rolar de costas”.

Tartaruga-leopardo tem um casco que serviu de inspiração para os cientistas — Foto: Katlyn R. Gerken/AP

Os cientistas usaram esse modelo de casco para criar a cápsula – a ideia era copiar a capacidade de auto-orientação do animal para a pílula chegar até a parede do estômago. Dentro dela, uma agulha é presa a uma mola, que é protegida por um disco de açúcar. Quando ela é engolida pelo paciente, a água dissolve a parte açucarada e libera a mola. A agulha, que tem uma ponta feita de insulina, atinge a parede do estômago.

No começo dos estudos, os cientistas colocaram uma pequena quantidade: 300 microgramas de insulina. Gradualmente, conseguiram aumentar a dose para 5 miligramas, quantidade compatível com a necessidade de um paciente com diabetes tipo 1.

“O importante é que temos uma agulha em contato com o tecido quando a insulina é injetada”, diz Alex Abramson, estudante de pós-graduação do MIT e principal autor da pesquisa.

Os testes foram feitos em ratos e suínos. Demora mais de uma semana para as cápsulas se moverem por todo o aparelho digestivo, mas o processo não causa danos aos tecidos dos animais. O processo foi considerado seguro. Depois que a cápsula faz o caminho, ela passa de forma inofensiva pelo corpo da pessoa – é feita de um material biodegradável e de componentes de aço inoxidável, totalmente eliminada nas fezes.

“A entrega oral de medicamentos é um grande desafio, especialmente para drogas proteicas. Há uma tremenda motivação em várias frentes para encontrar outras formas de distribuir as drogas sem usar agulha para aplicação”, disse Samis Mitragotri, professor de engenharia química da Universidade da Califórnia, um dos envolvidos no assunto.

No Brasil, entre os anos de 2006 e 2016, o número de diabéticos aumentou 61,8% – a doença atinge 8,9% da população. Os dados são da pesquisa de Vigilância de Fatores de Risco e Proteção para Doenças Crônicas por Inquérito Telefônico (Vigitel) do Ministério da Saúde.

Saúde

Colaboradores do Ame Assis concluem curso de libras

A iniciativa teve como objetivo capacitar os profissionais e melhorar as condições de acessibilidade e acolhimento.

Publicado em

Assessoria
Colaboradores do Ame Assis concluem curso de libras (Foto: Divulgação)

No último sábado (10), aconteceu o encerramento do curso de Língua Brasileira de Sinais (Libras), oferecido pelo Ambulatório Médico de Especialidades (AME) Assis aos colaboradores. No total, 06 profissionais foram capacitados para utilizar a língua.

A capacitação foi uma iniciativa da Comissão de Humanização do Ambulatório com o objetivo de melhorar ainda mais as condições de acessibilidade no acolhimento e atendimento da comunidade, em especial de pessoas com deficiência auditiva.

As aulas foram ministradas por Beatriz Cristina Lopes e ocorreram aos sábados, seguindo um cronograma pré-definido. Além dos profissionais do AME, colaboradores da Santa Casa de Assis também puderam participar do curso.

Essa foi a segunda turma de Libras promovida pelo AME Assis, que sob a gestão da Santa Casa de Assis desde 2013, busca oferecer um atendimento diferenciado e de qualidade, com foco na humanização e bem estar do paciente, respeitando o ser humano e os recursos públicos investidos.

Libras é um conjunto de formas gestuais utilizada por deficientes auditivos para a comunicação entre eles e outras pessoas, sejam elas surdas ou ouvintes. No Brasil, a Língua Brasileira de Sinais foi estabelecida através da Lei nº 10.436/2002, como a língua oficial das pessoas surdas.

Para saber mais sobre o Ambulatório acesse www.ameassis.org.br.

Colaboradores do Ame Assis concluem curso de libras (Foto: Divulgação)

Continue lendo

Saúde

Oncologia oficialmente volta a funcionar no Hospital Regional de Assis

No local serão tratadas patologias em mastologia, colonoscopia, ginecologia e urologia.

Publicado em

Assessoria
Oncologia oficialmente volta a funcionar no Hospital Regional de Assis (Foto: Departamento de Comunicação)
Oncologia oficialmente volta a funcionar no Hospital Regional de Assis (Foto: Departamento de Comunicação)

Na tarde desta quarta-feira (31), o prefeito José Fernandes participou de uma solenidade para anunciar a volta dos atendimentos no setor de oncologia do Hospital Regional de Assis através da Unidade de Assistência de Alta Complexidade em Oncologia – UNACOM.

No local serão tratadas patologias em mastologia, colonoscopia, ginecologia e urologia.

Durante cerimônia para anunciar o retorno dos serviços, o prefeito falou da importância do engajamento de todos os envolvidos e que não mediram esforços para a concretização desse momento tão importante para a cidade e principalmente para os pacientes que necessitam do atendimento na cidade e região.

“A partir de hoje, os munícipes de Assis e cidades vizinhas poderão realizar seus tratamentos aqui em nossa cidade. O setor de oncologia do Hospital Regional está equipado e totalmente preparado para receber cada paciente que venha necessitar de tratamento de acordo com as patologias oferecidas. Graças ao empenho de todos os envolvidos, hoje podemos celebrar mais essa conquista na área da Saúde, uma ação do Poder Público Municipal junto à sociedade civil, membros da Associação Voluntária de Combate ao Câncer de Assis, Ministério Público, prefeitos do CIVAP, Câmara Municipal de Assis e OAB.”, enalteceu o prefeito.

Como forma de oficializar o retorno dos atendimentos em oncologia, os quais estavam interrompidos desde 2017, simbolicamente representantes do Poder Executivo, do Conselho Municipal da Saúde, do Judiciário, do CIVAP, do Hospital Regional e da Associação Voluntária de Combate ao Câncer de Assis tocaram o sino do setor oncológico.

Continue lendo

Saúde

Santa Casa de Assis e FEMA assinam parceria

O Convênio promoverá uma grande reforma na ala de internação SUS da Santa Casa de Assis.

Publicado em

Assessoria
Santa Casa de Assis e FEMA assinam parceria (Foto: Divulgação)

A manhã da terça-feira (23), entrou para a história de Assis, com a assinatura do Convênio celebrado entre a Fundação Educacional do Município de Assis – FEMA e a Santa Casa de Assis. Um grande presente no ano que a Santa Casa comemora 100 anos.

O Convênio firmado tem o objetivo de promover o internato dos alunos do curso de Medicina, oportunizando a integração e o desenvolvimento de conhecimentos, habilidades e atitudes para o exercício profissional. Em contrapartida, permitirá a Organização Hospitalar realizar uma ampla reforma e ampliação da sua estrutura, abrangendo as áreas de atendimento SUS (possibilitando enfermarias com apenas dois leitos e banheiro), cozinha e o refeitório de uso de colaboradores e futuramente também dos alunos de Medicina.

A oficialização do Convênio ocorreu na sala da Direção, no campus da Fema e foi assinado pelo presidente do Conselho Curador, Arildo José de Almeida, pela provedora da Santa Casa Profª Drª Telma Gonçalves Carneiro Spera de Andrade e pelo diretor executivo da Fundação Prof. Ms. Eduardo Augusto Vella Gonçalves. Após a assinatura, o documento foi encaminhado para a Câmara Municipal de Assis para aprovação, em seguida serão iniciados os trâmites legais para o início das obras.

Na oportunidade, o Presidente da Fema Arildo destacou que o Convênio foi aprovado por unanimidade pelo Conselho Curador. O Diretor Prof. Ms Eduardo falou que a Santa Casa é o Hospital de referência SUS para a cidade de Assis e que Fema e Santa Casa não poderiam ficar de fora no processo de integração entre ensino e serviço.

A Provedora Telma destacou a grandiosidade dos objetivos do Convênio e afirmou que a população será a mais beneficiada. ‘Primeiramente quero agradecer a Fema por tudo que tem feito pela cidade de Assis, especialmente na área da saúde. Nesse momento é importante ressaltar que a Santa Casa vem se reorganizando e se modernizando, e ter uma instituição de ensino e pesquisa dentro do Hospital é primordial, porque quando se presta assistência à saúde com uma base sólida de ensino e pesquisa a tendência é aprimoramento e a vinda de novas tecnologias de forma imediata. Na Santa Casa de Assis aproximadamente 80% dos atendimentos são SUS e essa parceria com a Fema está trazendo uma implementação de investimento em estrutura física e uma remodelagem na assistência. As enfermarias, que hoje possuem três leitos apertados, serão melhoradas com apenas dois leitos cada e um sanitário anexo. Ao mesmo tempo que a Fema está abençoando a Santa Casa e diretamente a população de Assis, que terá um atendimento SUS com dignidade, ela também está contemplando seus alunos e professores com o que deve ser realizado na prática da saúde no Brasil.  Em especial quero registrar meus agradecimentos aos Diretores e Conselheiros da Santa Casa de Assis que apoiaram esse projeto.’

Telma destacou também que o Convênio prevê a reforma da cozinha e do refeitório de colaboradores da instituição, o que é muito importante.

Continue lendo
Solutudo 300
WhatsAssp AssisNews
Publicidade

FaceNews

Mais lidas