Todo estado de São Paulo entra na fase amarela do plano de flexibilização

Atualizações eram feitas a cada duas semanas e passarão a acontecer uma vez por mês devido a estabilidade de 28 dias necessária entre as fases amarela e verde. Franca e Ribeirão Preto eram as únicas regiões na fase laranja e passaram para a amarela nesta sexta (11). Nenhuma região retrocedeu.

Classificação das regiões no Plano São Paulo nesta sexta-feira (11) após a 13ª atualização (Foto: Divulgação/Governo de São Paulo)

O governo de São Paulo atualizou nesta sexta-feira (11) a classificação das regiões no plano São Paulo, que regula a reabertura gradual das atividades econômicas durante a pandemia do coronavírus, e anunciou o avanço de duas regiões e nenhum retrocesso.

Com isso, pela primeira vez, todo o estado de São Paulo está na fase amarela de classificação do plano, a qual permite o funcionamento de bares, restaurantes, comércio e outras atividades não essenciais.

Franca e Ribeirão Preto eram as únicas regiões na fase laranja e passaram para a amarela nesta sexta (11). Na última sexta-feira (4) a região de Ribeirão Preto havia sido a única a regredir da fase amarela para a laranja, devido a um aumento no número de casos e na variação semanal de óbitos.

Para que as regiões evoluam para a fase verde, em que são permitidos eventos, convenções e atividades culturais com público em pé, é necessário uma estabilidade de 28 dias na fase amarela. Por isso, a gestão estadual também anunciou nesta sexta que as alterações do Plano São Paulo para evolução de fase passarão a acontecer uma vez por mês. A regra anterior permitia que as mudanças fossem feitas a cada duas semanas para evolução de fase.

“Essa nova classificação equaliza os cuidados com a saúde, com uma atividade econômica razoável e mais estável, e também dá um fôlego pro comitê fazer um acompanhamento dos indicadores da pandemia nas próximas 4 semanas, além de entender qual vai ser o impacto de leitos de Covid-19 para outras enfermidades do sistema de saúde. Considerando que hoje temos mais de 2.000 leitos de terapia intensiva reservados para Covid-19 no estado de São Paulo, este dimensionamento terá que ser redimensionado. E também nós temos que garantir que nós vamos trabalhar com maior segurança na migração da fase amarela para a fase verde e, posteriormente, para a fase azul”, disse o coordenador do Centro de Contingência da Covid-19, José Medina.

Agora, o retrocesso de uma região para uma fase mais restrita da quarentena pode ocorrer a qualquer momento, mas apenas caso a reclassificação seja para a fase vermelha. Como todo o estado está agora na fase amarela, nenhuma região muda para a fase laranja pelo menos durante os próximos 30 dias. Na prática, as regiões que tiverem piora nos índices não vão retroceder, a menos que a piora seja tão grande que leve os números para o estágio vermelho.

“Se houver piora significativa dos indicadores, manteremos a regra de rebaixamento imediato para a fase vermelha em qualquer região do estado. Não haverá retorno, portanto, para a fase laranja, o que aumenta a responsabilidade de prefeitos, prefeitas, e da própria população”, destacou o governador João Doria nesta sexta-feira (11).
José Medina, coordenador do comitê de saúde estadual, reconhece que a mudança no critério do Plano SP, que não permitirá retrocesso para a fase laranja pelos próximos 30 dias, pode fazer com que regiões que tiverem piora permaneçam no estágio amarelo, menos restritivo. No entanto, ele avalia que os números serão “diluídos” nesses casos.

“As atividades do amarelo são atividades que propiciam uma atividade econômica mais estável, então nós entendemos nesse momento que é possível fazer isso porque, mesmo que aconteça uma região que fique mais próxima da fase laranja do que da fase amarela, isso vai ser diluído na população do estado todo”, disse Medina.

“Nós temos mais de 4 semanas, mais de 4 ciclos , onde quase 90% da população tava na fase amarela, então confiamos nessa situação estável”, completou.

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