O presidente da Associação Comercial e Industrial de Assis (Acia), Nami Sabeh,  analisa que a decisão do Banco Central (BC) em manter a Selic em 7,25% é acertada devido ao momento econômico. Ele considera essa ação razoável, uma vez que não há mais espaços para redução da taxa básica de juros enquanto a inflação permanecer acima 4,5% e o cenário internacional continuar incerto.

Entretanto, a Sabeh endossa que a situação do Banco Central não é simples, uma vez que lida com a necessidade simultânea de manter o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) controlado, reduzir o custo da dívida e estimular a economia do País, que vem crescendo em baixo ritmo. O entrave é que o BC não pode, ao mesmo tempo, mirar na inflação, no custo da dívida pública e no estímulo à economia. A recente percepção dos mercados de que o Banco Central acumula tarefas de forma antagônicas entre si, faz com que cresça a desconfiança na capacidade do BC em trazer o IPCA novamente para dentro da meta. Em 2012, o indicador de preços oficial terminou o ano em 5,84% e para 2013 as apostas são de 5,5%, muito acima da meta e subindo.

Dentro desse cenário, o Banco Central não poderá mais reduzir a Selic, bem como é provável que deva subir a taxa básica de juros em 2013 e que ao fim do ano esteja entre 8,5% e 9%. Sabeh destaca que a elevação talvez seja necessária para não deixar o IPCA escapar do controle. Inclusive, Sabeh reforça que quanto mais o Banco Central demorar em comunicar sua real preocupação com a inflação, mais custoso será o controle desse problema.

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