Pequenos estabelecimentos varejistas geram vagas em Assis em 2017

No ano de 2017, de janeiro a junho, as empresas com até quatro funcionários possuem geração de 65 vagas.

Pequenos estabelecimentos varejistas geram vagas em Assis em 2017 (Foto: Reprodução)

Naturalmente não é de hoje que se sabe e se noticia o quanto a atual crise brasileira assola o comércio varejista. Dentre as formas deste impacto, frisa-se o impacto ao mercado de trabalho formal do varejo, principalmente nos anos de 2015 e 2016, mas ainda com importantes reflexos negativos também em 2017. Contudo, a FecomercioSP, na tentativa de aprofundar sua observação dos reflexos da atual recessão na movimentação de vínculos celetistas nos setores varejistas, não apenas o fez ao cunho regional e municipal, mas também, neste caso, para o porte dos estabelecimentos. Isto é, aplicamos uma lupa ao desempenho do mercado de trabalho dos municípios, por atividades varejistas e tamanhos dos estabelecimentos, para avaliar em qual extrato por porte de empregadores há mais destaque.

No município de Assis, em junho de 2017, o varejo passou por uma perda de 76 vagas. Se fossemos avaliar apenas estabelecimentos varejistas com até 4 empregados no início do ano, o saldo seria negativo em apenas 7 postos de trabalho, puxado pelas lojas de eletrodomésticos e eletrônicos, com -6 vagas. No restante dos extratos há retração de vagas ou estabilidade, com exceção aos três vínculos criados por estabelecimentos varejistas com 50 a 99 trabalhadores empregados.

No ano de 2017, de janeiro a junho, o varejo de Assis perdeu 155 vagas formais, porém observando o desempenho pelo tamanho dos estabelecimentos visualiza-se que as empresas com até quatro funcionários possuem geração de 65 vagas. Nos estabelecimentos com cinco funcionários ou mais, o saldo é negativo em 220 vagas neste primeiro semestre.

Em doze meses, no saldo acumulado de julho de 2016 a junho de 2017, quando há extinção de 230 postos de trabalho no varejo local, considerando apenas os estabelecimentos com até quatro trabalhadores em seu quadro funcional, o saldo é positivo em 110 novos vínculos trabalhistas formais. Mais uma vez, em todos os outros extratos de estabelecimentos há mais desligamentos que admissões, ou praticamente estabilidade. Destaca-se o desempenho dos estabelecimentos de materiais de construção com até quatro trabalhadores, que em 12 meses possuem geração de 49 vínculos celetistas.

Os números acima mostram uma realidade interessante em Assis. No semestre e em doze meses há geração de postos de trabalho celetistas em pequenos estabelecimentos, com até quatro trabalhadores. Em momentos em que há menos admissões que desligamentos no total do varejo, as pequenas empresas amenizam um saldo que poderia ser pior, e em momentos com saldo positivo de vagas, estes estabelecimentos potencializam a geração de vínculos.

Algumas análises podem ser tiradas destes números. Primeiramente, mesmo num momento de retração do emprego, os pequenos estabelecimentos, por características intrínsecas ao seu tamanho, têm menos capacidade de subsistir diminuindo quadro funcional, portanto os que mantem portas abertas possuem ao menos mais estabilidade de vagas. Outra importante realidade é o aumento de micro e pequenas empregadores, muitos formados por antigos trabalhadores celetistas que foram desligados anteriormente.

Ressalta-se, por fim, as características do pequeno varejo, muitos localizados em bairros, com proximidade e fidelidade de clientes bastante significativas. Em suma, mesmo em crises, o desempenho dos pequenos estabelecimentos é um alento e tem ao menos caráter estabilizador, para não dizer de destaque pela geração de novas oportunidades de trabalho formal.

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