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Economia

Convênio entre Secretaria e IPT beneficia Micro, Pequenas e Médias Empresas

Parceria prevê o repasse de R$ 1,7 milhão e oferecerá suporte para mais de 200 micro, pequenas e médias empresas

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A Secretaria de Desenvolvimento Econômico, Ciência e Tecnologia do Estado de São Paulo (SDECT) e o Instituto de Pesquisas Tecnológicas (IPT) assinaram o convênio de Apoio Tecnológico às Micro, Pequenas e Médias Empresas. A ação prevê o repasse de R$ 1,7 milhão em investimentos para oferecer suporte aos empreendedores, com o objetivo de aperfeiçoar os produtos e processos e elevar o poder de competitividade de suas empresas no mercado.

De acordo com o secretário estadual de Desenvolvimento Econômico, Ciência e Tecnologia, em exercício, Luiz Carlos Quadrelli, a iniciativa cria subsídios que fortalecem a ação do empreendedor  “Toda inovação precisa de recursos, e investir em novos produtos contribui para a melhoria dos negócios e o aumento da lucratividade das empresas”, completa.

O convênio prevê  o total  de 222 atendimentos tecnológicos em um período de seis meses, por meio das ações e programas da SDCET. Entre eles:

Programa Unidade Móvel (Prumo), técnicos do IPT, vão até o a empresa com a unidade móvel dotada de laboratório para a realização de análises e ensaios. O Programa atende aos setores de madeira/móveis, couro/calçados, tecidos/confecções, plástico, cerâmica, borracha e tratamento de superfície;

Qualificação para o Mercado Interno (Qualimint), a ferramenta é destinada a empresas que desejam qualificar  seus produtos com diferencial tecnológico;

Programa de Apoio à Exportação (Progex), auxilia  empresas que  desejam atuar no mercado externo e necessitam adequar seus produtos devido a concorrência ou a exigências do mercado local;

Gestão da Produção (Gespro), voltada para o aperfeiçoamento do controle de estoque, cumprimento de prazos e controle de qualidade dos produtos;

Programa de Produção mais Limpa (Prolimp), destinado às empresas com produção voltada para atividades sustentáveis, que procuram optar por processos produtivos mais limpos, focando na diminuição de suas emissões gasosas e líquidas, da quantidade de rejeitos além de realizar consumo racional de matérias primas e oferecer a  destinação correta a seus resíduos e atenção ao ciclo de vida de seus produtos.

Mais informações

Para informações e solicitação de apoio, os interessados devem entrar em contato com os técnicos da Coordenadoria de Ciência, Tecnologia e Inovação da SDECT, pelo  telefone (11) 3218-5734 ou com Instituto de Pesquisas Tecnológicas (IPT): (11) 3719-0302.

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Economia

Sasazaki anuncia demissão de um terço de seus funcionários em Marília

Cerca de 200 dos 600 funcionários da Sasazaki serão demitidos até julho deste ano.

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Do Marília Notícia
Cerca de 200 dos 600 funcionários da Sasazaki serão demitidos até julho deste ano (Foto: Arquivo)
Cerca de 200 dos 600 funcionários da Sasazaki serão demitidos até julho deste ano (Foto: Arquivo)

A Sasazaki Portas e Janelas anunciou a demissão de aproximadamente 200 dos cerca de 600 funcionários que trabalham na indústria localizada em Marília.

Uma assembleia entre funcionários é realizada nesta segunda-feira (17) para discutir a forma de pagamento dos acertos trabalhistas. Os trabalhadores demitidos são tanto da fábrica, quanto do setor administrativo.

Em nota distribuída aos veículos de comunicação da cidade, a assessoria de imprensa da Sassazaki confirmou a notícia.

“Por motivos totalmente alheios aos objetivos da Sasazaki, serão realizados cerca de 200 desligamentos até julho de 2019, para que possamos nos adequar ao cenário econômico pelo qual passa o país e superar a redução do volume de vendas que afeta o setor de material de construção como um todo”, diz o texto assinado por Leonardo Kozo Sasazaki, presidente da empresa e pelo Conselho Deliberativo da indústria.

O site Marília Notícia questionou a empresa sobre o motivo dos cortes e como pretende quitar os acertos. Veja o comunicado abaixo na íntegra.

“Os últimos anos têm sido desafiadores para todos os setores da economia e isso vem afetando o consumo em todos os mercados, especialmente o da construção civil, do qual a Sasazaki faz parte. Esses momentos exigem mais trabalho e estratégias bem definidas por parte das indústrias, para que haja a continuidade dos trabalhos e a sustentabilidade do negócio.

Neste período, a Sasazaki adequou sua estrutura e estratégia à realidade de mercado, para que possa continuar a crescer, com produtos e serviços de qualidade e certificados, e procurou sempre preservar e investir na formação de seus Recursos Humanos.

Ocorre que, neste momento, por motivos totalmente alheios aos objetivos da Sasazaki, serão realizados cerca de 200 desligamentos até julho de 2019, para que possamos nos adequar ao cenário econômico pelo qual passa o país e superar a redução do volume de vendas que afeta o setor de material de construção como um todo.

Sabemos o quanto a saída dos nossos colaboradores impacta nas famílias de Marília e região, por isso, a Sasazaki lamenta cada demissão. Esta ação foi compartilhada com os respectivos sindicatos, de modo a não gerar especulações desnecessárias.

Em 2019, a Sasazaki completa 76 anos de mercado e é, portanto, uma indústria que já vivenciou vários momentos de crise. Por ser uma indústria sólida, realiza ações constantes para manter o crescimento saudável da indústria. Em breve, serão anunciados investimentos em flexibilidade e produtividade alinhados com a nova estratégia aprovada.

Vale lembrar que, conforme a última Pesquisa Anamaco, feita pela Associação Nacional dos Comerciantes de Material de Construção, a Sasazaki segue como líder do segmento de portas e janelas de aço e alumínio. Esse resultado é fruto de um trabalho feito com seriedade e objetividade com foco no melhor atendimento e transparência na relação com consumidores, lojistas, colaboradores, fornecedores, etc”.

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Brasil

Inflação oficial desacelera e fica em 0,13% em maio, menor taxa para o mês desde 2006

Trata-se também do índice mensal mais baixo do ano. Em 12 meses, IPCA acumulado recuou para 4,66%, mas segue acima do centro da meta para 2019, que é de 4,25%.

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Do G1
(Foto: Tânia Rêgo/Agência Brasil)

O Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), considerado a inflação oficial do país, ficou em 0,13% em maio, o que representa uma desaceleração ante a taxa de 0,57% de abril, segundo divulgou nesta sexta-feira (7) o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

Foi o menor resultado para um mês de maio desde 2006 (0,10%). Trata-se também do índice mensal mais baixo do ano até o momento, refletindo principalmente a descompressão dos preços do grupo de alimentação e bebidas, que voltou a apresentar deflação. A baixa inflação está relacionada à desaceleração do crescimento do país: com a demanda em queda, os preços tendem a recuar.

Nos 4 primeiros meses do ano, porém, a inflação acumulada é de 2,22%, a maior taxa para o período desde 2016, quando ficou em 4,05%.

Em 12 meses, o índice acumulado recuou para 4,66%, abaixo dos 4,94% registrados nos 12 meses imediatamente anteriores. Apesar da desaceleração, a taxa ainda permanece acima da meta central de inflação do governo para 2019, que é de 4,25%.

O resultado veio abaixo do esperado pelo mercado. Mediana das projeções de consultorias e instituições financeiras consultadas pelo Valor Data era de uma taxa de 0,20% em maio. Para 12 meses, a expectativa era de alta de 4,73%.

Alimentos e bebidas freiam inflação

Dos 9 grupos de produtos e serviços pesquisados pelo IBGE, 4 registraram deflação em maio. A principal contribuição para a desaceleração índice geral veio de “Alimentação e bebidas” (-0,56%), após uma alta de 0,63% em abril. Só este grupo respondeu por uma impacto de -0,14 ponto percentual (p.p.) na inflação do mês.

Do lado das altas, as maiores pressões vieram dos grupos “Habitação” (0,98%), com impacto de 0,15 p.p. no índice geral, e “Saúde e cuidados pessoais” (0,59%), com impacto de 0,07 ponto percentual.

Veja a inflação de maio por grupos pesquisados e o impacto de cada um no índice geral:

  • Alimentação e Bebidas: -0,56% (-0,14 ponto percentual)
  • Habitação: 0,98% (0,15 p.p.)
  • Artigos de Residência: -0,10% (0 p.p.)
  • Vestuário: 0,34% (0,02)
  • Transportes: 0,07% (0,01 p.p.)
  • Saúde e Cuidados Pessoais: 0,59% (0,07 p.p.)
  • Despesas Pessoais: 0,16% (0,02 p.p.)
  • Educação: -0,04% (0 p.p.)
  • Comunicação: -0,03% (0 p.p.)

No grupo alimentação, os destaques de queda para os preços do tomate (-15,08%), após alta de 28,64% em abril, feijão-carioca (-13,04%) e frutas (-2,87%). Por outro lado, o leite longa vida (2,37%) e a cenoura (15,74%) subiram em maio. Os produtos alimentícios adquiridos para o consumo dentro de casa tiveram queda de 0,89% no mês.

De acordo com o analista do IBGE, Pedro Kislanov da Costa, houve melhora nas condições climáticas em maio, com diminuição da chuva, o que favoreceu diversas colheitas. Além disso, aconteceu a colheita do feijão segunda safra, o que fez o produto chegar ao consumidor com o preço mais baixo.

Gasolina e energia elétrica foram os vilões do mês
Segundo o IBGE, os itens que mais pressionaram a inflação no mês foram gasolina (2,60%), com impacto individual de 0,11 p.p. no IPCA de maio, e energia elétrica (2,18%). No acumulado no ano, a gasolina acumula alta de 4,44% e a energia elétrica avanço de 3,37%, ambos os itens acima do índice geral (2,22%).

Segundo o IBGE, o IPCA de maio teria ficado em 0,05% se a energia elétrica não tivesse ficado mais cara.

“De dezembro de 2018 a abril de 2019, havia vigorado a bandeira tarifária verde, em que não há cobrança adicional na conta de luz. Em maio, passou a vigorar a bandeira amarela, com custo adicional de R$ 0,01 para cada quilowatt-hora consumido. Além disso, vários reajustes de tarifas foram incorporados”, destacou o IBGE na divulgação.

Nos gastos com habitação (0,98%), outro destaque de alta foi o gás de botijão (1,35%).

No grupo dos Transportes, o diesel também subiu (2,16%). Já o preço do etanol caiu (-0,44%).

Destaque também para ônibus intermunicipais (0,45%) e passagens aéreas (-21,82%), após alta de 5,32% em abril, representando o maior impacto individual de baixa no índice geral do mês (-0,10 p.p.). No acumulado em 12 meses, entretanto, as passagens têm alta de 23,85%.

Perspectivas e meta de inflação

A meta central de inflação deste ano é de 4,25%, e o intervalo de tolerância varia de 2,75% a 5,75%. A meta é fixada pelo Conselho Monetário Nacional (CMN). Para alcançá-la, o Banco Central eleva ou reduz a taxa básica de juros da economia (Selic), que está estacionada há mais de um ano na mínima histórica de 6,5%.

Os analistas das instituições financeiras continuam projetando uma inflação abaixo do centro da meta do governo, com uma taxa de 4,03% em 2019, indo a 4% em 2020, segundo a última pesquisa “Focus” do Banco Central.

Educação Financeira: entenda o que é a inflação e como ela afeta sua vida

O IBGE calcula a inflação oficial com base na cesta de consumo das famílias com rendimento de um a 40 salários mínimos, abrangendo dez regiões metropolitanas, além dos municípios de Aracaju, Brasília, Campo Grande, Goiânia, Rio Branco e São Luís.

Espaço para queda de juros

A inflação de maio aponta que há espaço para corte de juros no segundo semestre, afirma Julia Passabom, economista do Itaú Unibanco.

“O número confirma nossa percepção de que a inflação está tranquila. O hiato do produto está muito aberto, não há pressão de demanda”, afirma Julia, observando que pressões vistas no início do ano, como o aumento dos preços dos alimentos, estão sendo devolvidas. Núcleos e a inflação de serviços também mostram taxas comportadas.

Inflação por capitais

Na análise por capitais e índices regionais, Rio Branco (0,67%) apresentou a maior inflação em maio. Já os menores índices ficaram com Brasília e com a região metropolitana do Rio de Janeiro, ambas com -0,05%.

Veja a inflação de abril por região:

  • Rio Branco: 0,67%
  • Goiânia: 0,48%
  • Campo Grande: 0,42%
  • Aracaju: 0,34%
  • Recife: 0,33%
  • São Luís: 0,25%
  • Fortaleza: 0,21%
  • Belo Horizonte: 0,21%
  • São Paulo: 0,13%
  • Porto Alegre: 0,12%
  • Salvador:0,11%
  • Vitória: 0,09%
  • Belém: 0,05%
  • Curitiba: -0,03%
  • Brasília: -0,05%
  • Rio de Janeiro: -0,05%

INPC em maio foi de 0,15%

O Índice Nacional de Preços ao Consumidor (INPC), usado como referência para os reajustes salariais, ficou em 0,15% em maio, abaixo dos 0,60% de abril. O acumulado do ano está em 2,44% e o dos últimos doze meses foi para 4,78, contra 5,07% nos 12 meses imediatamente anteriores.

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Brasil

Petrobras reduz preço da gasolina em 7% e do diesel em 6% a partir de sábado

O valor médio do litro do diesel passará a ser vendido nas refinarias a R$ 2,1664 e a gasolina a R$ 1,8144.

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Do G1
Refinaria da Petrobras em Paulínia (SP) — Foto: Paulo Whitaker/Reuters

A Petrobras informou na noite desta sexta-feira (31) que vai reduzir o preço médio dos combustíveis nas suas refinarias a partir de sábado (1). O valor médio do litro do diesel vai ficar 6% menor e passará a ser vendido a R$ 2,1664. O preço da gasolina vai cair 7,16%, para R$ 1,8144.

A última alteração no preço médio da gasolina foi feita na semana passada, quando a Petrobras reduziu o valor do combustível em 4,4%. O diesel não sofria mudanças desde 3 de maio.

A Petrobras decide sobre os preços dos combustíveis com base em fatores como a cotação internacional do petróleo e o câmbio, mas uma sistemática em vigor desde setembro prevê o uso de operações de hedge para permitir um espaçamento maior entre os reajustes.

Em maio, por exemplo, o preço do petróleo do tipo Brent registrou perda de 11%, enquanto o barril nos Estados Unidos recuou 16% no mês. Foi a maior queda mensal de ambos desde novembro, de acordo com a agência Reuters. Já o dólar encerrou a sexta-feira cotado a R$ 3,9247 e acumulou queda de 2,25% na semana.

O anúncio da redução do preço médio dos combustíveis consta no site da estatal, mas também foi anunciado pelo presidente Jair Bolsonaro nas redes sociais. Em abril, governo se envolveu numa polêmica depois que a Petrobras desistiu de aumentar o preço do diesel nas refinarias.

Mudança na divulgação

No mês passado, na esteira da polêmica envolvendo o governo, a Petrobras alterou a forma de divulgação dos preços dos combustíveis praticados nas refinarias.

A empresa começou a publicar em seu site os valores da gasolina e do diesel em todos os seus pontos de venda, e não mais a média como fazia anteriormente.

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