Inadimplência do consumidor manterá trajetória de queda no começo de 2013, aponta indicador de perspectiva da Serasa Experian

Inadimplência das empresas terá recuo mais lento e gradual

O Indicador Serasa Experian de Perspectiva da Inadimplência do Consumidor, cuja metodologia permite antever os movimentos cíclicos da inadimplência com seis meses de antecedência, recuou 1,5% em agosto de 2012, na comparação com julho/12, atingindo o valor de 94,8. Foi a décima queda mensal consecutiva deste indicador sinalizando que a inadimplência do consumidor, que tem exibido sinais de recuo neste segundo semestre de 2012, deverá manter sua trajetória de declínio também durante os meses iniciais de 2013, pelo menos.

Fatores como o barateamento do custo das dívidas, dadas as sucessivas reduções da taxa básica de juros (taxa Selic), o maior acirramento da concorrência bancária proporcionando condições mais vantajosas para o crédito ao consumidor, o patamar historicamente baixo da taxa de desemprego, a predominância de ganhos salariais acima da inflação nos acordos coletivos e o maior rigor por parte das instituições financeiras nos processos de análises e concessões de crédito, contribuirão para estabelecer uma trajetória gradual, porém consistente, de redução dos níveis de inadimplência dos consumidores.

 

Empresas
O Indicador Serasa Experian de Perspectiva da Inadimplência das Empresas, registrou queda de 1,5% no mês de agosto de 2012 em relação ao mês imediatamente anterior (julho/12), situando-se em 96,1.

A sequência de recuos mais tardios e menos intensos deste indicador, comparativamente ao dos consumidores, aponta para estabilização com posterior declínio da inadimplência das empresas ainda neste segundo semestre de 2012.

A normalização dos níveis de inadimplência dos consumidores, as perspectivas de um cenário de crescimento um pouco mais acelerado para a economia brasileira após um primeiro semestre de baixo dinamismo, e as reduções da taxa Selic conferindo menores custos financeiros tendem a configurar um quadro de estabilização com posterior queda do nível de inadimplência das empresas, apontam os economistas da Serasa Experian.

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