Depois da Telexfree agora é a BBOM que tem contas bloqueadas pela Justiça

Treze empresas estão sendo investigadas pelo mesmo motivo no Brasil.
Os pagamentos aos associados devem ser prejudicados pela medida.

Uma decisão temporária expedida pela Justiça Federal nesta quarta-feira, 10, bloqueou as contas da empresa BBom por suspeita da mesma ter constituído uma pirâmide financeira.

Atualmente a empresa tem aproximadamente 300 mil associados, e é a segunda a ter as transações financeiras suspensas por esse motivo nas últimas 3 semanas.

Com um argumento semelhante, no dia 18 de junho a Justiça do Acre suspendeu os pagamentos e bloqueou os bens dos donos da Telexfree , que informa comercializar pacotes de telefone por internet (VoIP, na sigla em inglês). Os responsáveis também negam irregularidades e entraram com um mandado de segurança contra a decisão que, na última segunda-feira (8), manteve o bloqueio.

Ao todo, foram congelados R$ 300 milhões e a transferência de quase cem carros, dos quais duas Ferraris, um Rolls Royce e quatro Lamborghinis, todos da Bbom, segundo o procurador da República Helio Telho, um dos responsáveis pela ação.

Os pagamentos aos associados devem ser prejudicados pela medida, afirma Telho.

A decisão atinge as contas da Embrasystem, que usa os nomes fantasias BBom e Unepxmil, e da BBrasil Organizações e Métodos LTDA, bem como os bens dos sócios proprietários de ambas.

Investigadas
A BBom já tinha se tornado alvo de investigação do Ministério Público do Rio Grande do Norte (MP-RN), que anunciou no último dia 2 a abertura de inquéritos contra seis empresas por suspeita de pirâmide financeira.

Em todo o Brasil, 13 empresas são investigadas atualmente por suspeita de pirâmide, segundo Murilo Moraes e Miranda, presidente da Associaçao do Ministério Público do Consumidor (MPCon) e integrante do Ministério Público de Goiás (MP-GO). Foi criada uma força-tarefa que reúne promotores e procuradores federais.

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