Bancários decidem pelo fim da greve em assembleia

Greve dos bancários em Assis durou mais de 30 dias. Fenaban e Bancários entraram em acordo de 2 anos com reajuste de 8% mais abono, pago em até 10 dias após a assinatura da CCT.

Bancários decidem pelo fim da greve em assembleia (Foto: Divulgação)
Bancários decidem pelo fim da greve em assembleia (Foto: Divulgação)

Depois de 31 dias de greve, bancários de Assis decidiram em assembleia extraordinária, realizada no final da tarde desta quinta-feira, 6 de outubro, pelo fim do movimento grevista. Após a Fenaban (federação dos bancos) apresentar proposta ao Comando Nacional dos Bancários na quarta a noite para um acordo de dois anos com reajuste de 8% mais abono, pago em até 10 dias após a assinatura da CCT.

Para 2017, a proposta prevê reajuste de reposição da inflação (INPC) mais 1% de aumento real para os salários e em todas as demais verbas. A PLR será reajustada em 8% em 2016 e inflação mais 1% de aumento real em 2017. Os bancários ainda terão abono total dos dias parados.

“Mesmo a Fenaban insistindo na compensação total dos dias parados, o Comando não aceitou qualquer tipo de punição aos bancários e, após longo impasse, cerca de cinco horas de consulta aos bancos, a Fenaban informou o abono total dos 31 dias de greve”, explicou o presidente do Sindicato dos Bancários de Assis e Região, Helio Paiva Matos, durante a assembleia.

A luta empreendida pelos bancários nesses 31 dias de mobilização em todo o Brasil, garantiu avanços importantes em um momento muito difícil para os trabalhadores. “Avaliamos que apesar dos bancos se recusarem a repor a inflação neste ano, é um avanço a correção de 15% no vale-alimentação e os aumentos maiores no vale-refeição e auxílio-creche babá. Mais importante ainda é o aumento real em 2017 e a garantia de todos os direitos da CCT e dos acordos específicos”, avaliou o presidente.

A Fenaban também propôs a criação de um grupo de trabalho para analisar critérios de realocação e requalificação, cujas regras serão estabelecidas entre bancos e o Comando Nacional dos bancários. “Esse é um importante avanço para a categoria, um espaço para debater o fim das demissões causadas pela rotatividade nos bancos”, explicou. “Só a luta garante avanços e os bancários, mais uma vez, mostraram a força da mobilização”, finalizou Matos.

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