Índice de rotatividade de empregados no comércio de Assis é alto, aponta SINCOVAMA

Levantamento da taxa de rotatividade de trabalhadores no comércio varejista de Assis foi realizado pelo SINCOVAMA e Fecomércio.

Índice de rotatividade de empregados no comércio de Assis é alto, aponta SINCOVAMA

Um dos maiores desafios do mercado de trabalho formal brasileiro são as altas taxas de rotatividade da mão de obra. Conhecida também como “turnover”, a rotatividade é a movimentação de trabalhadores medida por determinado período, em relação ao estoque de vínculos celetistas de uma economia ou setor, em local específico.

De forma bem direta, a rotatividade significa custo. São custos para o recrutamento e seleção, custos administrativos para admissão, treinamentos e integração e também aos desligamentos.

De forma bastante clara, o cálculo anual da taxa de rotatividade, segundo o próprio Ministério do Trabalho, é obtido utilizando o menor valor entre o total de admissões e desligamentos sobre o total de empregos no 1º dia do período avaliado. Pesquisas da própria FecomercioSP mostraram que o comércio varejista possui uma das maiores taxas de rotatividade de mão de obra formal no Estado de São Paulo. Ficando por muitas vezes aos patamares mensais de 4% ou próximo aos 50% anuais. Como referência, os líderes são Construção Civil e Agropecuária, com taxas mensais que rondam, respectivamente, 6,5% e 4,5%.

No comércio varejista de Assis o turnover atingiu seu ápice anual em 2013, aos 51,5%.
Depois deste ano há uma queda para os 31,1% do ano passado. Em 2017, pelos dados disponíveis, não parece que o indicador será muito distinto do aferido no ano de 2015. 

Ressalta-se que naturalmente a taxa de rotatividade acompanha o desempenho da geração de vagas. Em momentos de crescimento do emprego, como ocorrido no comércio varejista de Assis até 2013, as admissões superam os desligamentos (saldo positivo de vagas). Com isso utiliza-se exatamente os dados de desligamentos para compor o indicador. Com emprego em alta, os desligamentos também ficam elevados, pois há mais confiança do trabalhador para troca de postos de trabalho. Em momentos de baixa do mercado de trabalho, como em 2016, as admissões ficam abaixo dos desligamentos (saldo negativo de vagas).

Se o mercado está em baixa é porque os empresários não estão contratando, portanto, há menor registro de admissões e recuo taxa de rotatividade. Em suma, a rotatividade, em geral, é dependente direta do aquecimento econômico e, por consequência, do próprio mercado de trabalho.

A constatação do tamanho da taxa de rotatividade do varejo de Assis mostra que mesmo com queda para 31,1% no ano, em cerca de três anos, em uma analogia simples, quase todo mercado de trabalho do setor se movimenta.

Naturalmente o comércio, devido as sazonalidades das datas especiais (Natal, Dia das Mães, Páscoa, etc) possui intrinsecamente rotatividade mais elevada, ainda assim, é importante demonstrar o quão grande é isso. Em geral, a rotatividade, quando não justificada pelas sazonalidades de aumento de demanda, obras, colheitas, entre outros motivos para aumento temporário de trabalhadores, é corrosiva à produtividade econômica.

Exatamente pela burocracia e custo de se contratar ou se desligar, seja a pedido do trabalhador ou decisão do empregador. Este cenário mostra o quão é essencial a modernização das relações trabalhistas no país, dando mais liberdade, simplificação e segurança jurídica para empresários e trabalhadores.

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