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Economia

Pedro Parente pede demissão da presidência da Petrobras; relembre trajetória

Em carta, executivo diz que permanência ‘deixou de ser positiva e de contribuir para a construção das alternativas’. Sob comando de Parente, Petrobras voltou a registrar lucro e preços de combustíveis disparara.

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Petrobras anunciou nesta sexta-feira (1) que Pedro Parente pediu demissão do cargo de presidente da companhia. O executivo estava à frente da petroleira e maior estatal brasileira há exatos 2 anos.

“A nomeação de um CEO interino será examinada pelo Conselho de Administração da Petrobras ao longo do dia de hoje. A composição dos demais membros da diretoria executiva da companhia não sofrerá qualquer alteração”, informou a estatal em comunicado.

O pedido de demissão acontece em meio aos desgastes e pressões sofridos por Parente durante a greve dos petroleiros em razão das críticas à política de preços de combustíveis adotadas pela Petrobras na sua gestão. Desde julho do ano passado, o preço da gasolina e do diesel comercializado nas refinarias dispararam mais de 50% e foi um dos pontos mais criticados pela greve dos caminhoneiros e dos petroleiros.

Pela manhã, Parente se reuniu com o presidente Michel Temer no Palácio do Planalto, em Brasília. Na véspera, o executivo se encontrou com o ministro da Fazenda, Eduardo Guardia.

“Minha permanência na presidencia da Petrobras deixou de ser positiva e de contribuir para a construção das alternativas que o governo tem pela frente. Sempre procurei demonstrar, em minha trajetória na vida pública que, acima de tudo, meu compromisso é com o bem público. Não tenho qualquer apego a cargos ou posições e não serei um empecilho para que essas alternativas sejam discutidas”, disse o executivo na carta de demissão.

Ações da Petrobras desabam

Por volta das 13h, as ações da Petrobras desabavam mais de 19% na Bovespa, enquanto que o Ibovespa recuava perto de 1%. Mais cedo, a negociação de papéis da petroleira chegaram a ser interrompidas devido à forte queda.

Segundo dados da Economatica, por volta das 13h desta sexta, a companhia estava avaliada em R$ 215,7 bilhões, contra os R$ 388,8 bilhões da máxima do ano, registrada no dia 16 de maio. Ou seja, em 15 dias, a Petrobras encolheu R$ 173 bilhões em valor de mercado. No fechamento do último pregão, a petroleira estava avaliada em R$ 271,5 bilhões.

Apesar do tombo nos últimos dias, as ações da Petrobras continuam em situação bem melhor do que 2 anos atrás. No dia 1 de junho de 2016, dia em que Parente tomou posse, a companhia estava avaliada na bolsa em R$ 123,3 bilhões.

Trajetória na Petrobras

Parente estava no comando da Petrobras desde 1º de junho de 2016. Aos 63 anos, o carioca substituiu Aldemir Bendine – que havia renunciado ao cargo e que seria preso um ano depois, no âmbito da operação Lava Jato – e se deparou com uma das maiores crises pelas quais a companhia já enfrentou.

Sob o comando de Parente, a Petrobras voltou a operar no azul, após 4 anos no vermelho. No 1º trimestre, a companhia registrou lucro líquido de R$ 6,961 bilhões, o melhor resultado dos últimos 5 anos. Já a dívida líquida da Petrobras encerrou o 1º trimestre em R$ 270,7 bilhões, após ter chegado a R$ 391 bilhões no final de 20105.

Uma das saídas de Parente para reduzir endividamento e recuperar o caixa foi vender parte dos ativos da empresa e reduzir o número de funcionários.

Em 2017, as agências de classificação de risco Moody’s e Standard&Poor’s elevaram a nota da Petrobras, destacando a gestão da dívida – considerada um dos maiores desafios -, a melhora da governança e a chamada “política de desinvestimentos”, que permitiu a entrada de caixa de US$ 6,4 bilhões para a empresa em 2017. Até 2018, a empresa tem a meta de levantar mais US$ 21 bilhões com as vendas de ativos.

O número de funcionários diretos recuou de 78,4 mil em 2015 para 62,7 mil no fim de 2017, entre cortes e programa de demissão voluntária (PDV). Os terceirizados, por sua vez, passaram de 132 mil a 100 mil.

A estatal empresa voltou a cumprir as metas de produção e, no ano passado, bateu recorde pelo 4º ano consecutivo, com 2,15 milhões de barris por dia.

Os bons resultados financeiros obtidos por Parente à frente da Petrobras levou o executivo a ser eleito também para o cargo de presidente conselho de administração de outra empresa em crise, a BRF, em substituição a Abilio Diniz.

Em maio deste ano, Petrobras chegou a retomar o posto de maior empresa brasileira de capital aberto em valor de mercado, em meio à valorização das ações na esteira da alta dos preços do petróleo e anúncio distribuição de R$ 652 milhões para acionistas.

Começava também em maio, no entanto, o pior momento de Parente na estatal desde que assumira o cargo. O primeiro tombo nas ações ocorreu no dia 24 de maio, com os investidores reagindo mal ao anúncio deredução de 10% no preço do diesel e às medidas anunciadas pelo governo para subsidiar o preço do combustível. A interpretação do mercado foi que a petroleira cedeu a pressões políticas, perdendo a credibilidade.

Em apenas 8 pregões, a empresa chegou a perder R$ 126 bilhões em valor de mercado em meio à greve dos caminhoneiros e voltou a perder o posto de empresa brasileira mais valiosa na Bolsa.

O presidente da Petrobras, Pedro Parente, durante a cerimônia de abertura de capital da BR em 15 de dezembro de 2017 (Foto: Taís Laporta/G1)

Disparada nos preços do diesel e da gasolina

Sob a gestão Parente, a Petrobras adotou novo formato na política de ajuste de preços de combustíveis em 3 de julho do ano passado. Com a nova metodologia, os reajustes passaram a acontecer com maior frequência, inclusive diariamente, refletindo as variações do petróleo e derivados no mercado internacional, e também do dólar.

Se por um lado, a nova política favoreceu o caixa da Petrobras, a trajetória dos dois preços que determinam o valor do combustível (preço do petróleo e dólar) ficou cada vez mais desfavorável para os consumidores brasileiros. Na semana que antecedeu a paralisação dos caminhoneiros, a gasolina e o diesel sofreram altas por cinco dias consecutivos nas refinarias.

Confira a íntegra da carta de Pedro Parente:

Excelentíssimo Senhor Presidente da República,

Quando Vossa Excelência me estendeu o honroso convite para ser presidente da Petrobras, conversamos longamente sobre a minha visão de como poderia trabalhar para recuperar a empresa, que passava por graves dificuldades, sem aportes de capital do Tesouro, que na ocasião se mencionava ser indispensável e da ordem de dezenas de bilhões de reais. Vossa Excelência concordou inteiramente com a minha visão e me concedeu a autonomia necessária para levar a cabo tão difícil missão.

Durante o período em que fui presidente da empresa, contei com o pleno apoio de seu Conselho. A trajetória da Petrobras nesse período foi acompanhada de perto pela imprensa, pela opinião pública, e por seus investidores e acionistas. Os resultados obtidos revelam o acerto do conjunto das medidas que adotamos, que vão muito além da política de preços.

Faço um julgamento sereno de meu desempenho, e me sinto autorizado a dizer que o que prometi, foi entregue, graças ao trabalho abnegado de um time de executivos, gerentes e o apoio de uma grande parte da força de trabalho da empresa, sempre, repito, com o decidido apoio de seu Conselho.

A Petrobras é hoje uma empresa com reputação recuperada, indicadores de segurança em linha com as melhores empresas do setor, resultados financeiros muito positivos, como demonstrado pelo último resultado divulgado, dívida em franca trajetória de redução e um planejamento estratégico que tem se mostrado capaz de fazer a empresa investir de forma responsável e duradoura, gerando empregos e riqueza para o nosso país. E isso tudo sem qualquer aporte de capital do Tesouro Nacional, conforme nossa conversa inicial. Me parece, assim, que as bases de uma trajetória virtuosa para a Petrobras estão lançadas.

A greve dos caminhoneiros e suas graves consequências para a vida do País desencadearam um intenso e por vezes emocional debate sobre as origens dessa crise e colocaram a política de preços da Petrobras sob intenso questionamento. Poucos conseguem enxergar que ela reflete choques que alcançaram a economia global, com seus efeitos no País. Movimentos na cotação do petróleo e do câmbio elevaram os preços dos derivados, magnificaram as distorções de tributação no setor e levaram o governo a buscar alternativas para a solução da greve, definindo-se pela concessão de subvenção ao consumidor de diesel.

Tenho refletido muito sobre tudo o que aconteceu. Está claro, Sr. Presidente, que novas discussões serão necessárias. E, diante deste quadro fica claro que a minha permanência na presidencia da Petrobras deixou de ser positiva e de contribuir para a construção das alternativas que o governo tem pela frente. Sempre procurei demonstrar, em minha trajetória na vida pública que, acima de tudo, meu compromisso é com o bem público. Não tenho qualquer apego a cargos ou posições e não serei um empecilho para que essas alternativas sejam discutidas.

Sendo assim, por meio desta carta, apresento meu pedido de demissão do cargo de Presidente da Petrobras, em caráter irrevogável e irretratável. Coloco-me à disposição para fazer a transição pelo período necessário para aquele que vier a me substituir.

Vossa Excelência tem sido impecável na visão de gestão profissional da Petrobras. Permita-me, Sr. Presidente, registrar a minha sugestão de que, para continuar com essa histórica contribuição para a empresa — que foi nesse período gerida sem qualquer interferência política — Vossa Excelência se apoie nas regras corporativas, que tanto foram aperfeiçoadas nesses dois anos, e na contribuição do Conselho de Administração para a escolha do novo presidente da Petrobras.

A poucos brasileiros foi dada a honra de presidir a Petrobras. Tenho plena consciência disso e sou muito grato a que, por um período de dois anos, essa honra única me tenha sido conferida por Vossa Excelência.

Quero finalmente registrar o meu agradecimento ao Conselho de Administração, meus colegas da Diretoria Executiva, minha equipe de apoio direto, os demais gestores da empresa e toda força de trabalho que fazem a Petrobras ser a grande empresa que é, orgulho de todos os brasileiros.

Respeitosamente,

Pedro Parente

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Economia

Supermercados de Assis e região ficarão fechados nesta Sexta-feira Santa

Já no sábado, funcionamento será normal.

Publicado em

Do AssisNews

O Sincomerciários de Assis, com apoio da Fecomerciários, assinou na última semana, o Termo de Compromisso com várias empresas do ramo supermercadista da cidade e região que garante ao comerciário folga na Sexta-feira Santa, no dia 19 de abril.

De acordo com o documento, ‘as empresas comerciais do ramo de gêneros alimentícios estão cientes da proibição de abertura e funcionamento de seus estabelecimentos comerciais no dia 19, comprometendo a dar cumprimento às normas da CCT – Convenção Coletiva de Trabalho 2018/2019 em vigor, mantendo fechados os respectivos estabelecimentos, deixando de convocar os funcionários para o trabalho nesta data’.

O documento foi assinado pelos Supermercados da Rede 20, Amigão, Rede Avenida, São Judas Tadeu, Kané, Neves, Pag Poko, Compre Center, Kawakami, Superbom, Martins, Tá Barato e Walmart.

Para o presidente do Sincomerciários, Vagner Campos, esta é uma vitória do Sindicato que luta sempre pelos direitos dos trabalhadores. “Nosso intuito é a garantia do direito do comerciário e o bom relacionamento entre a empresa e o empregado”, ressalta.

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Economia

Governo estima salário mínimo para 2020

Atualmente o salário mínimo é de R$ 998,00.

Publicado em

Agência Estado

O governo estimou o salário mínimo em R$ 1.040,00 no ano que vem, de acordo com o Projeto de Lei de Diretrizes Orçamentárias (PLDO) divulgado nesta segunda-feira, 15. Este ano, o salário mínimo está em R$ 998,00.

No relatório bimestral de março, a equipe econômica havia previsto que o índice que reajusta o piso nacional deve ficar em 4,2% este ano, o que resultaria num valor próximo a R$ 1.040,00.

Para 2021, o mínimo previsto na PLDO é de R$ 1.082,00. Para 2022, a estimativa é de R$ 1.123,00.

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Economia

Cadastro atualizado amplia acesso do cliente a informações e serviços

Atualize seus dados com a Energisa Sul-Sudeste e facilite o seu dia a dia.

Publicado em

Do AssisNews

Quando contratamos um serviço é importante conhecermos como ele funciona e de que forma podemos contribuir para que tenhamos comodidade e praticidade no nosso dia a dia. No caso do fornecimento de energia elétrica também é assim, manter os dados atualizados permite que o cliente se mantenha informado sobre o serviço e ainda evita imprevistos para quem muda de residência ou imóvel comercial.

Com os dados atualizados, o cliente evita constrangimentos e ainda passa a ter acesso aos serviços disponíveis no site da Energisa (www.energisa.com.br), no aplicativo para smartphone Energisa On e redes sociais (Facebook e Twitter). “Por meio desses canais os clientes têm acesso aos principais serviços que hoje estão disponíveis nas agências presenciais. Mais de 80% dos serviços oferecidos na agência, também podem ser utilizados por meio dos canais digitais, no conforto da sua casa, ou de qualquer outro lugar que o cliente esteja”, completa Hermann Clay de Almeida, coordenador de Canais Digitais do Grupo Energisa.

Outra vantagem em manter o cadastro atualizado, é que o cliente pode utilizar a conta de energia elétrica como comprovante de residência. Além disso, todos os outros serviços oferecidos pela Energisa só podem ser realizados quando solicitados pelo titular da conta de energia elétrica ou representante legal. “Com dados de contato do cliente, podemos enviar para ele diversas informações sobre o seu contrato com a empresa, como algum impedimento de leitura, agendamento de algum serviço solicitado por ele, ou até mesmo sobre alguma manutenção na rede na região onde o cliente está”, destaca Hermann Clay de Almeida.

Como atualizar os dados cadastrais

Para atualizar os dados, o cliente que já é titular da conta pode entrar no site (www.energisa.com.br) com login e senha, atualizar o seu cadastro e clicar em salvar. A atualização também pode ser feita por meio das redes sociais Facebook e Twitter da Energisa. Basta o cliente entrar pelo chat com um dos nossos atendentes, disponíveis de 6h às 00h (meia-noite), de segunda a domingo, informar os dados e o atendente fará a atualização. No Energisa On, o cliente pode tirar uma foto dos documentos e enviar pelo próprio aplicativo que a atualização será realizada. Outra opção, é ligar no 0800 70 10 326, e atualizar os dados pelo Call Center com um de nossos atendentes.

Titularidade

Quando há a mudança de imóvel também é preciso ficar atento à titularidade da conta. “Quando mudamos de imóvel é importante atualizar o cadastro e fazer a mudança de titularidade, pois mantendo a conta de luz no nome de outra pessoa, o novo proprietário ou inquilino assume o risco de ter o fornecimento de energia elétrica suspenso, caso o titular faça a solicitação de suspenção do serviço à distribuidora”, alerta Hermann.

Canais de atendimento ao cliente:

  • Aplicativo para celular Energisa On (disponível para iOS, Android e Windows Phone)
  • www.energisa.com.br
  • www.facebook.com/energisa
  • Agências de atendimento presencial
  • Call center – 0800 70 10 326
  • Ouvidoria – 0800 70 10 324
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