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Em 1 ano, aumenta em quase 2 milhões número de brasileiros em situação de pobreza, diz IBGE

Número passou de 52,8 milhões em 2016 para 54,8 milhões em 2017, um crescimento de quase 4%. Já pobreza extrema aumentou 13%, passando a atingir 15,3 milhões.

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Pesquisa do IBGE mostrou que todas as faixas de pobreza tiveram aumento no Brasil na passagem de 2016 para 2017 — Foto: Fernando Frazão/Agência Brasil

Em apenas um ano, o Brasil passou a ter quase 2 milhões de pessoas a mais vivendo em situação de pobreza. A pobreza extrema também cresceu em patamar semelhante. É o que mostra a Síntese de Indicadores Sociais (SIS), divulgada nesta quarta-feira (5) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

De acordo com a pesquisa, em 2016 havia no país 52,8 milhões de pessoas em situação de pobreza no país. Este contingente aumentou para 54,8 milhões em 2017, um crescimento de quase 4%, e representa 26,5% da população (em 2016, eram 25,7%).

Já a população na condição de pobreza extrema aumentou em 13%, saltando de 13,5 milhões para 15,3 milhões no mesmo período. Do total de 207 milhões de brasileiros, 7,4% estavam abaixo da linha de extrema pobreza em 2017. Em 2016, quando a população era estimada em cerca de 205,3 milhões, esse percentual era de 6,6%.

O gerente da pesquisa, André Simões, enfatizou que o aumento da pobreza se deu pela maior deterioração do mercado de trabalho. Ele lembrou que em 2017 houve um pequeno crescimento do PIB, ao contrário dos dois anos anteriores, mas que essa alta foi puxada pela agroindústria, “que não emprega tanto quanto outras atividades”.

“A renda do trabalho compõe a maior parte da renda domiciliar. A taxa de desocupação continuou elevada neste ano, por isso a pobreza aumentou”, destacou.

Segundo o IBGE, é considerada em situação de extrema pobreza quem dispõe de menos de US$ 1,90 por dia, o que equivale a aproximadamente R$ 140 por mês. Já a linha de pobreza é de rendimento inferior a US$ 5,5 por dia, o que corresponde a cerca de R$ 406 por mês. Essas linhas foram definidas pelo Banco Mundial para acompanhar a pobreza global.

O rendimento médio mensal domiciliar per capita (a soma das rendas de todos os moradores do domicílio, dividida pelo número de pessoas) obtido no país foi de R$ 1.511 em 2017.

Aumenta a pobreza no Brail — Foto: Infografia: Juliane Monteiro/ G1

Distribuição da pobreza

Dos estimados 54,8 milhões de pessoas vivendo abaixo da linha da pobreza, mais de 25 milhões estão nos estados do Nordeste. Nessa região, 44,8% da população estava em situação de pobreza em 2017.

Já na região Sul viviam 3,8 milhões de pessoas em situção de pobreza – o equivalente a 12,8% dos quase 30 milhões de habitantes dos três estados. No Sudeste, eram 15,2 milhões de pessoas, o equivalente a 17,4% da população total da região.

“O crescimento do percentual de pessoas abaixo dessa linha aumentou em todas as regiões, com exceção da Região Norte, onde se manteve estável”, destacou o IBGE.
Entre os estados, o Maranhão registrou a maior proporção de pobres, segundo o IBGE. No estado, mais da metade da população está abaixo da linha da pobreza. Acre, Amazonas, Pará, Amapá, Piauí, Ceará, Alagoas e Bahia tinham quase metade da população pobre também.

Já Santa Catarina aparece com o menor percentual de pobres – 8,5% de sua população estava abaixo da linha de pobreza. Em todas as demais Unidades da Federação este percentual ficou acima de 13%.

O levantamento mostra também que em 2017 havia no país 26,9 milhões de pessoas vivendo com menos de ¼ do salário mínimo, o que equivale a R$ 234,25, já que o salário mínimo era de R$ 937 naquele ano. Este contingente aumentou em mais de 1 milhão de pessoas na comparação com o ano anterior. Em 2016, eram 25,9 milhões de brasileiros nesta condição.

No mesmo período aumentou em 1,5 milhão o número de brasileiros com renda domiciliar per capita inferior a R$ 85 por mês. Em 2016 eram 8,2 milhões de pessoas nesta condição, contingente que saltou para 9,7 milhões em 2017 – um aumento de 18,3%.

“A pobreza teve uma mudança significativa neste período. Todas as faixas de rendimento usadas para classificar a pobreza tiveram aumento”, enfatizou o analista da Coordenação de População e Indicadores Sociais do IBGE, Leonardo Athias.

Dentre os motivos que levaram ao aumento da pobreza no Brasil, Athias destaca a crise no mercado de trabalho, com aumento do desemprego e da informalidade, a recessão econômica intensa dos dois anos anteriores, além do corte de investimentos no Bolsa Família, programa de transferência de renda voltado justamente para as classes mais pobres.

“Quem já era pobre ficou mais pobre. Mas teve gente que ficou pobre e não o era antes”, disse o pesquisador.

A desigualdade de renda permanece alta, mas os números do IBGE mostram uma leve redução do abismo entre os rendimentos de brancos e pretos.

Por faixa de renda, os pretos ou pardos representavam, em 2017, 75,2% das pessoas com os 10% menores rendimentos, contra 75,4% em 2016. Na classe dos 10% com os maiores rendimentos a participação de pretos ou pardos, por sua vez, aumentou: de 24,7% em 2016, para 26,3% em 2017.

R$ 10,2 bilhões por mês para eliminar a pobreza no Brasil

O IBGE enfatizou que “a erradicação da pobreza é um dos temas centrais da Agenda 2030 de Desenvolvimento Sustentável” e que “figura há anos nos esforços analíticos e de políticas públicas no Brasil”. Diante disso, a pesquisa apontou que para o país eliminar a pobreza extrema precisaria investir, por mês, cerca de R$ 1,2 bilhão. Já com R$ 10,2 bilhões mensais seria possível erradicar toda a pobreza do país.

“Estes valores não consideram os custos operacionais para fazer a aplicação destes recursos, ou seja, para se transferir estes valores para cada pessoa de maneira efetiva”, ressalvou o pesquisador Leonardo Athias.

Athias destacou que a pesquisa traz o rendimento médio de cada parcela da população. Assim, quando se diz que R$ 10,2 bilhões mensais eliminariam a pobreza, não significa que este valor teria de ser dividido igualmente entre os 54,8 milhões de pobres do país.

“Uns teriam que receber mais, outros menos, para que todos ultrapassarem a linha de pobreza”, enfatizou o pesquisador.

Todavia, foi construído um indicador que aponta a média de rendimento necessário para que a população pobre ascendesse de nível sócio econômico. Este indicador é chamado de “hiato da pobreza” que “mede a que distância os indivíduos estão abaixo da linha de pobreza”.

Assim, constatou-se que, em média, as pessoas vivendo em situação de extrema pobreza precisariam de apenas R$ 77 para chegar à linha da pobreza. Já as pessoas classificadas como pobres tinham R$ 187 a menos que o necessário para ultrapassar a faixa que os classificam em situação de pobreza.

O pesquisador Leonardo Athias destacou que para erradicar a pobreza “não precisa ser só através de investimento público, de programas de transferência de renda ”. Segundo ele, outros mecanismos, até mesmo da iniciativa privada, poderiam contribuir para melhorar a distribuição de renda.

“Com a melhoria nas condições do mercado de trabalho, você conseguiria fazer a alocação perfeita e você não teria efeito inflacionário”, disse.

Desigualdade segue em alta

A pesquisa divulgada nesta quarta-feira pelo IBGE mostrou ainda o quão desigual permanece a distribuição de renda no Brasil. Na média nacional, os 10% mais ricos chegam a receber 17,6 vezes mais que os mais pobres. Na divisão por capitais, essa diferença chega a 34,3 vezes – patamar alcançado por Salvador.

“No Brasil você tem pobreza e desigualdade. Se você tem desigualdade mas todo mundo é rico, tudo bem. A gravidade é a distância entre quem está na base da pirâmide daqueles que estão no topo”, disse o pesquisador do IBGE Leonardo Athias.

De acordo com o levantamento, o grupo dos 10% com os maiores rendimentos concentrava 43,1% de toda a massa rendimento, que é a soma de toda a renda do país. Já o grupo dos 40% com os menores rendimentos detiveram apenas 12,3% da massa.

IBGE mostra a diferença do rendimento médio dos 10% mais ricos na comparação com o dos 40% mais pobres no Brasil — Foto: Fernanda Garrafiel/G1

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Três pessoas morrem atropeladas após descerem de carro para ajudar vítimas de acidente

Caminhão que atingiu o trio saiu da pista com o impacto e capotou na BR-060. Ocupantes tiveram ferimentos leves.

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Do G1
Três pessoas morrem atropeladas após descerem para ajudar vítimas de acidente, em Rio Verde (Foto: PRF/Divulgação)

Três pessoas morreram após descerem do carro em que estavam para socorrer vítimas de um acidente e serem atropeladas por um caminhão na BR-060, em Rio Verde. Com o impacto, o veículo de carga também saiu da pista e capotou.

O acidente aconteceu na tarde de terça-feira (19), e chovia no momento. Um Fiat Uno com três pessoas capotou na rodovia. Os ocupantes tiveram apenas ferimentos leves. Na sequência, um VW Gol que passava pelo local com quatro pessoas parou no acostamento próximo ao local do acidente.

“Eles não tiveram a atenção necessária na hora de descer e, ao atravessarem a pista, foram atropelados por um caminhão. O motorista, de 34 anos, que era inabilitado, morreu no local. As outras duas mulheres, de 33 e 26 anos morreram no hospital. O outro ocupante saiu ileso”, disse o inspetor da Polícia Rodoviária Federal, Newton Morais.

Com a pista molhada e o impacto, o motorista do caminhão perdeu o controle, capotou e parou no no vão central entre as duas pistas da rodovia. Os dois ocupantes do veículo também tiveram apenas ferimentos leves. Todos os feridos foram atendidos e levados para o hospital da cidade.

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Brasil

Motociclista morre em acidente com caminhão em Adrianópolis, na BR-476

Acidente ocorreu por volta das 21h de terça-feira (19) na Região Metropolitana de Curitiba (RMC).

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Do G1
Motociclista morre em acidente com caminhão em Adrianópolis (Foto: PRF)

Um motociclista de 19 anos morreu em um acidente com um caminhão por volta das 21h de terça-feira (19), em Adrianópolis, na BR-476, km 29, na Região Metropolitana de Curitiba (RMC).

Segundo a Polícia Rodoviária Federal (PRF), a vítima guiava a moto e foi atingido pelo caminhão ao entrar na pista. Na sequência, ele foi atropelado.

A PRF não soube informar se a moto estava sem a luz traseira ou se o motorista do caminhão se distraiu e não viu a moto.

O corpo foi levado ao Instituto Médico-Legal (IML) de Curitiba.

Motociclista morre em acidente com caminhão em Adrianópolis (Foto: PRF)

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Brasil

Engenheiro Agrônomo é morto por produtor em Mato Grosso

Engenheiro de Sinop, de 33 anos, foi é assassinado com tiros à queima-roupa.

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Do Compre Rural
Com informações da Folha Max
Foto: Reprodução / Redes Sociais

Um vídeo do estabelecimento em que estava o engenheiro agrônomo Silas Henrique Palmieri Maia, de 33 anos, mostra o momento em que ele foi executado com pelo menos quatro tiros à queima-roupa. (Veja o vídeo abaixo)

O autor dos tiros foi identificado como o produtor rural Paulo, com quem a vítima teria tido um desentendimento horas antes. Conforme a imprensa local, Silas estava na mesa de um restaurante da região. Um homem  se aproximou por trás e atirou duas vezes na cabeça do engenheiro.

O amigo  de Silas  tentou socorrê-lo até o hospital, mas ele morreu durante o resgate. As imagens são fortes e registram que Silas e um amigo, também engenheiro, estavam sentados em uma lanchonete e não perceberam a aproximação do suspeito. Em seguida, no canto do vídeo o produtor dá um tapa nas costas de Silas e dispara pelo menos quatros vezes na nuca do engenheiro.

A Polícia Civil procura pelo proprietário da fazenda que o agrônomo cobrou a dívida. Segundo o portal Folha Max, o produtor é considerado foragido.

ATENÇÃO!

IMAGENS FORTES:

 

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