Professora voluntária ensina adultos e idosos a ler e escrever em Maracaí

Muitos dos que participam desse projeto nunca tiveram contato com uma sala de aula antes.

Duas vezes por semana, a professora Rute Souza dedica o seu tempo de forma voluntária para ensinar adultos e idosos de Maracaí (SP) a ler e escrever. A iniciativa que recebeu o nome “Alegria de Saber” é realizada na ONG Comunidade Kolping.

Uma chance para os alunos recuperarem o tempo perdido. O único requisito para fazer parte da turma é querer aprender.

O idoso Pedro Lucas Soares frequenta as aulas desde que o projeto começou, há 13 anos, e conta que já evoluiu bastante no aprendizado.

“Depois que eu entrei aqui, ficou bem melhor que antes, já entendo bastante coisa”, confirma o aposentado, que também agradece o empenho da professora.

Único requisito para fazer parte do 'Alegria de Saber' é ter vontade de aprender — Foto: Reprodução/TV TEM
Único requisito para fazer parte do ‘Alegria de Saber’ é ter vontade de aprender — Foto: Reprodução/TV TEM

A professora Rute garante que, de um modo geral, o aproveitamento da turma é muito bom.

“Alguns chegaram aqui sem saber escrever a letra ‘A’ e hoje já leem e escrevem, alguns com alguma dificuldade, outros desenvolveram bem.”
Maria Aparecida Ruela também fica feliz ao ver que evolui a cada aula. “Quando eu vim aqui, eu sabia ler muito pouquinho, não sabia escrever, eu lia as coisas com muita dificuldade e hoje eu até leio bem. Fico contente, desenvolvi bastante mesmo.

“Não tem preço e não tem dinheiro para pagar isso, o que essa professora fez com nós com tanto carinho e amor”, declara a aposentada.

Dona Maria fica contente ao perceber que está evoluindo a cada aula — Foto: Reprodução/TV TEM
Dona Maria fica contente ao perceber que está evoluindo a cada aula — Foto: Reprodução/TV TEM

Para Rute, é exatamente o carinho dos alunos e ver que eles estão aprendendo a maior motivação para continuar com o projeto.

“A satisfação deles, a realização deles de estar realizando um sonho que eles tiveram ao longo da vida, e agora com a idade que eles têm, aqui eu tenho aluno de mais de 80 anos. Então você ver uma pessoa se sentindo realizada nesta altura da vida, não tem dinheiro que pague, é muito gratificante”, reconhece.

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