Aluno de escola de Ourinhos (SP) foi medalhista de ouro na olimpíada ‘Canguru de Matemática’ — Foto: Nilva Elena Borges/Arquivo pessoal

Um estudante de uma escola particular de Ourinhos (SP) conquistou a premiação máxima na olimpíada “Canguru de Matemática”, uma das mais conceituadas do mundo e que conta com pouco mais de seis milhões de participantes por ano.

O autor do feito é o aluno Nicolas Oliveira, de 11 anos e aluno do 6º ano do fundamental, que levou a medalha de ouro para casa após estar no seleto grupo de 1% dos melhores colocados da prova. Embora a premiação só tenha ocorrido neste mês de junho, as atividades foram realizadas no final do mês de março.

No momento, o orgulho da conquista vem acompanhado de uma sensação de dever cumprido após persistir por mais de um ano.

“No ano passado, eu consegui a medalha de prata na prova. Nessa edição, eu me dediquei muito, estudei bastante e conquistei a medalha de ouro”, conta Nicolas.

Presente em mais de 80 países, a olimpíada “Canguru da Matemática” conta com uma prova baseada em raciocínio lógico, sendo dividida em níveis, nos quais os mais de seis milhões de alunos espalhados pelo mundo testam o seu conhecimento na área.

“As provas estão divididas, sendo quatro para o ensino fundamental e duas para o ensino médio. Priorizamos muito o ensino fundamental l e ll, e a pontuação sai de acordo com o nível do aluno”, relata Nilva Elena Borges, diretora do colégio.

O concurso ocorre anualmente pelo mundo e é destinado aos alunos do 3º ano do ensino fundamental até a 3ª série do ensino médio.

Oito alunos foram premiados durante participação no concurso internacional de matemática — Foto: Nilva Elena Borges/Arquivo pessoal
Oito alunos foram premiados durante participação no concurso internacional de matemática — Foto: Nilva Elena Borges/Arquivo pessoa

‘Kangourou

A competição foi idealizada no início dos anos 80 por Peter O’Halloran, um professor de matemática em Sydney, na Austrália. À época, ele elaborou uma prova digital que passou a ser resolvida por milhares de alunos simultaneamente.

Anos depois, em 1991, dois professores franceses, André Deledicq e Jean Pierre Boudine, decidiram iniciar o concurso na França e, em homenagem ao colega australiano, deram-lhe o nome de “Kangourou”. Foi dessa forma que nasceu o concurso “Kangourou sans Frontières”, que hoje está presente em mais de 80 países, incluindo o Brasil.

Anualmente, um seleto grupo de professores discute o ensino da matemática e prepara as provas que serão aplicadas nos países participantes. A finalidade é promover a divulgação da matéria por todos os meios ao seu alcance e, com a realização do concurso, motivar milhares de alunos pelo mundo.

Na escola do interior de SP, outros sete estudantes também foram premiados, somando duas medalhas de prata, três medalhas de bronze e mais duas de honra ao mérito ao ouro de Nicolas, o que tende a estimular outros participantes.

“91 alunos aceitaram participar da prova. Ficamos muito felizes com as conquistas. Isso ajuda tanto nossos alunos quanto nossa equipe pedagógica”, pontua Nilva.

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