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Estilo de vida

Seis passos para encontrar seu próprio estilo

Descobrir o próprio estilo é mais fácil do que parece, confira as dicas.

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Estilo (Foto: Kal Loftus/Unsplash)

Poucas coisas são mais pessoais que o seu estilo. A forma como você se veste é um jeito de mostrar ao mundo quem você é! Mas será que suas roupas refletem mesmo sua personalidade? As coisas acontecem de maneira muito rápida na moda e é fácil acabar seguindo uma tendência ou ficar preso em uma zona de conforto. Mas como descobrir o próprio estilo? É mais fácil do que parece.

1. Entenda seu corpo

Para começar, é fundamental usar roupas que valorizem suas características e não se preocupe em entrar no menor modelito disponível – ninguém vai ver o que está escrito na etiqueta da sua roupa.

Além disso, descubra quais cores são melhores para o seu tom de pele. Para pessoas de pele mais clara, por exemplo, é recomendável evitar tons pastéis e dar preferência a cores mais intensas e escuras. Para quem tem pele parda, o ideal é evitar tons médios: aposte em cores bem claras ou bem escuras para não correr risco de errar. Já a pele negra cai bem com quase qualquer tom, e as restrições são menores. A evitar, talvez apenas algumas tonalidades de marrom.

2. Encontre a sua inspiração

Pense nas pessoas que você considera mais bem vestidas: qual é o estilo delas? Saber o que você acha bonito em outras pessoas pode ser o primeiro passo para descobrir o que você vai se sentir bem usando.

Dê uma zapeada em blogs de moda, no Instagram e no Pinterest. Para saber qual é o seu estilo, o melhor caminho é conhecer vários estilos diferentes.

3. Peça ajuda!

Ninguém é obrigado a entender de moda. Não tenha medo de procurar um(a) personal stylist – profissionais treinados para identificar que estilo cai melhor em cada pessoa. Se você não quiser pagar um profissional, saiba que existem inúmeras lojas que têm vendedores formados para ajudar o cliente a encontrar a melhor roupa. São profissionais que fazem muito mais do que só tentar empurrar um produto que não tenha nada a ver com você.

4. Não se esqueça dos acessórios

Essa dica vale tanto para mulheres quanto para homens. Se as mulheres podem comprar uma bolsa ou uma pulseira que vai dar um ‘tchan’ no look, os homens podem fazer isso com um relógio ou uma armação de óculos estilosa. Lembre-se: pequenos detalhes podem fazer a diferença entre um look comum e um look mega estiloso.

5. Não se aprisione em um único estilo

Para ter estilo não é necessário ficar presa a só um tipo de look. Todos temos diversas facetas na nossa personalidade. Seus looks também podem ser assim. Você gosta de roupas retrô, mas também de um modelito mais minimalista para sair? Ambos têm espaço no seu guarda-roupa. Acredite no seu instinto!

6. Cuide bem das suas roupas

De que adianta tem um estilo único se as cores da sua roupa desbotaram ou as fibras estão esgarçadas? A sorte é que esse cuidado é muito fácil. Não deixe de usar amaciante para proteger suas roupas, preservar as cores e evitar odores desagradáveis. O Comfort Intense, por exemplo, previne o desbotamento e ressecamento das fibras causado pelo processo de lavagem. Ele sela e protege as fibras dos tecidos, fazendo com que a cor das suas roupas fique vibrante, como se fossem novas.

7. O mais importante: seja você mesma(o)!

Uma das características mais importantes (talvez a mais importante) de quem tem estilo é confiança. E para ser confiante, é preciso estar confortável. Não se preocupe demais com o estilo dos outros – procure vestir cores e tecidos de que você goste, combinados da maneira que você preferir. Seja você mesmo!

Estilo de vida

Proteínas vegetais: Quais alimentos podem contribuir com seu aporte adequado?

Conheça as proteínas de origem vegetal mais utilizadas atualmente e como incluir na alimentação.

Publicado em

Do G1

Proteínas vegetais ganham espaço na rotina alimentar e apresentam alta qualidade nutritiva — Foto: Unsplash/Divulgação

As proteínas vegetais vêm ganhando espaço na dieta das pessoas, e não apenas aquelas adeptas ao vegetarianismo. O seu consumo aumentou, principalmente por meio de alimentos de origem vegetal que já faziam parte da rotina alimentar da maioria dos brasileiros.

Através de um plano alimentar adequado, é possível garantir todos os aminoácidos essenciais com a combinação de alimentos vegetais que contenham boa proporção de proteína. Os grãos, especificamente cereais e leguminosas, sãos as maiores fontes proteicas e que devem fazer parte do plano alimentar. Além do tradicional arroz com feijão, lentilha, grão de bico, conheça algumas opções para se atentar na hora de ir ao mercado e variar o cardápio vegetal:

Quinua

Considerada um pseudoceral, a quinua é rica em aminoácidos sulfurados e no aminoácido lisina, em uma concentração de aproximadamente 84 mg, sendo que, a necessidade dela diária é de 56 mg de lisina para cada grama de proteína. Além disso, devemos ressaltar sua qualidade de outros nutrientes e fitoquímicos, principalmente os fitoestrógenos, que atuam como análogos de hormônios no organismo, ajudando a prevenir a osteoporose, problemas cardíacos nas mulheres após a menopausa e reforço da imunidade.

Amaranto

O amaranto é outro pseudocereal rico em proteína, apresentando 5% de lisina, aminoácido limitante na maioria dos vegetais, e 4,4% de aminoácidos sulfurados. Apresenta um elevado teor nutritivo, sobretudo, de cálcio, sendo uma opção interessante para pessoas com intolerância à lactose e celíacos, por também não conter glúten em sua composição. Já em relação ao valor de fibras, o cereal apresenta cerca de 13% fibras solúvel, favorecendo a saúde intestinal.

Soja preta

Considera uma versão mais nutritiva do que a tradicional, a soja preta é uma grande fonte de proteínas. Em 100 gramas do grão é encontrado aproximadamente 40 gramas de proteínas, chegando a representar 57% das necessidades diárias. Seu consumo em forma de farinha pode ser eficiente por conta da alta densidade de fitoativos e nutrientes, com destaque as isoflavonas e antocianinas, componentes com alto poder antioxidante e benefícios que contribuem com a modulação do peso corporal e minimização de sintomas associados às fases da mulher, como tensão pré-menstrual e menopausa.

Pensando em suplementação, já encontramos no mercado esportivo diferentes tipos de suplementos à base de proteínas veganas, sendo as mais comuns: proteína de arroz, proteína de batata, proteína de soja, proteína de ervilha e, uma inovação em forte tendência, as proteínas de amêndoas e girassol!

Grãos como cereais e leguminosas são ótimas fontes proteicas vegetais — Foto: Unsplash/Divulgação

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Estilo de vida

Gordura abdominal: o que consumir e o que evitar!

Dicas de alimentos que auxiliam na redução da gordura abdominal.

Publicado em

Do G1

Uma alimentação colorida facilita a perda de gordura abdominal com equilíbrio — Foto: Divulgação

Considerada uma queixa frequente em consultório, a gordura abdominal pode ser combatida com ajustes na alimentação que merecem atenção. Além disso, é preciso ressaltar a importância da prática de atividades físicas, especialmente aeróbias a fim de aumentar o gasto energético e contribuir com a queima de gordura, inclusive na região abdominal.

Para isso, o ideal é incluir determinados alimentos que auxiliem na modulação de vias no organismo associadas à oxidação e gorduras e equilíbrio hormonal, e evitar aqueles que potencializem a retenção de líquidos e favoreçam o acúmulo de tecido adiposo. São eles:

Inclua na alimentação:

Frutas cítricas

As frutas cítricas, com destaque à laranja, abacaxi e laranja moro, possuem um papel fundamental no equilíbrio do organismo, especialmente por conta de sua carga de fitoquímicos com capacidade regulatória. Dos benefícios listados do consumo desses alimentos, destacam-se o auxílio na digestão (bromelina do abacaxi), o aumento da queima de gordura (antocianina da laranja moro) e a redução do estresse oxidativo (vitamina C da laranja), todos capazes de contribuir com a modelação corporal

Azeite de oliva

Fonte rica de hidroxitirosol e ômega-9, o azeite de oliva possui alta ação anti-inflamatório que favorece o equilíbrio do organismo quando há excesso de gordura, principalmente visceral.

Semente de chia

A semente de chia é a maior fonte vegetal de ômega-3 e, por isso, essencial no cardápio de quem busca o emagrecimento de forma saudável. O ômega-3 é responsável por minimizas processos inflamatórios envolvidos na adipogênese e auxiliar na regulação dos níveis de cortisol, o hormônio do estresse que é associado ao acúmulo de gordura abdominal.

Inclua o azeite de oliva em diferentes receitas no seu dia a dia — Foto: Divulgação

Evite exagerar nos alimentos que contém:

Açúcar farinhas refinados

O desequilíbrio glicêmico gerado pelo excesso na ingestão de açúcar e de produtos a base de farinha refinada pode resultar em alterações no tecido adiposo e favorecer o acúmulo de lipídeos, além de desequilibrar o metabolismo corporal. O mais adequado é substituir este ingrediente por adoçantes naturais mais seguros e benéficos ao organismo.

Glutamato monossódico

Composto utilizado como realçador de sabor em produtos ultraprocessados (molhos e temperos prontos), o glutamato monossódico é capaz de inibir a liberação de uma substância responsável pela promoção da saciedade, prejudicando a sinalização e contribuindo com o ganho de gordura abdominal.

Pode parecer difícil, mas pequenas mudanças na sua rotina alimentar são suficientes para auxiliar no gerenciamento do tecido adiposo, especialmente na região do abdômen!

As frutas cítricas possuem um papel fundamental no equilíbrio do organismo — Foto: Divulgação

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Estilo de vida

Beber suco de fruta é realmente saudável?

E qual é o impacto na nossa saúde?

Publicado em

Da BBC
Dado que o suco de frutas tem a maior parte de sua fibra removida, sua frutose conta como "açúcares livres", que são menos saudáveis (Foto: Pixabay)

É difícil resistir a um suco natural, seja no café da manhã, no lanche da tarde ou após exercícios físicos.

Muita gente também acredita que ele ajuda a perder peso ou “desintoxicar” o organismo.

Todas essas suposições movimentam um negócio altamente lucrativo. O mercado global de sucos feitos a partir de frutas, legumes e verduras foi estimado em US$ 154 bilhões em 2016 e deve continuar crescendo.

Mas o suco é realmente tão saudável quanto pensamos?

A princípio, a maioria dos alimentos que contêm frutose – um açúcar natural encontrado em todas as frutas e sucos de frutas – não nos prejudica, desde que, ao consumi-lo, não estejamos excedendo nosso limite de calorias diário. Isso acontece porque a fibra encontrada em frutas inteiras está intacta e esse açúcar pode ser encontrado nas células dela. Nosso sistema digestivo leva um tempo para quebrar essas células e para a frutose entrar na corrente sanguínea.

Mas esse não é o caso do suco de frutas.

Sucos contendo legumes e verduras podem ter menos açúcar do que sucos de frutas, mas ainda assim não possuem fibras valiosas — Foto: Pixabay

Para que serve a fibra

“O suco de frutas remove a maior parte da fibra”, diz Emma Elvin, da Diabetes UK. É por isso que, ao contrário da fruta inteira, a frutose nos sucos de frutas conta como ‘açúcares livres’ – que também incluem o mel e os açúcares adicionados aos alimentos. A OMS, a Organização Mundial de Saúde, recomenda que os adultos não consumam mais do que 30g de açúcar adicionado, o equivalente a 150ml de suco de fruta por dia.

O problema é que, após a fibra ser removida, a frutose do suco acaba absorvida mais rapidamente. Picos súbitos de açúcar no sangue fazem com que o pâncreas libere insulina para que ele volte a um nível normal. Com o tempo, esse mecanismo pode se desgastar, aumentando o risco de diabetes tipo 2.

Em 2013, pesquisadores analisaram dados de 100 mil pessoas coletados entre 1986 e 2009 e descobriram que o consumo de suco de frutas estava ligado ao aumento do risco de diabetes tipo 2. Eles concluíram que – como os líquidos passam pelo estômago até o intestino mais rápido do que os sólidos – mesmo quando o conteúdo nutricional é semelhante ao das frutas inteiras, o suco de frutas leva a mudanças mais rápidas e maiores nos níveis de glicose e insulina.

Outra pesquisa revelou uma associação direta entre o suco de frutas e o diabetes tipo 2 após acompanhar as dietas e o status de diabetes de mais de 70 mil enfermeiras ao longo de 18 anos. Os pesquisadores explicam que a possível razão para isso pode ter sido, em parte, a falta dos outros componentes encontrados em frutas inteiras, como a fibra.

Sucos contendo legumes e verduras podem fornecer mais nutrientes e menos açúcar do que aqueles feitos apenas de frutas – mas, ainda assim, não têm fibras valiosas. Dietas ricas em fibras têm sido associadas a um menor risco de desenvolvimento de doenças cardíacas, derrame, pressão alta e diabetes. Recomenda-se que adultos consumam 30g de fibras por dia.

Excesso de calorias

Além da ligação com a diabetes tipo 2, muitos estudos mostram que o suco de frutas é prejudicial se contribui para o excesso de ingestão de calorias diárias.

A partir de uma análise de 155 estudos, John Sievenpiper, professor associado do Departamento de Ciências Nutricionais da Universidade de Toronto, no Canadá, investigou se as associações entre refrigerantes com adição de açúcar e saúde – incluindo o risco de diabetes e doenças cardiovasculares – eram aplicáveis aos alimentos e bebidas que consumimos como parte de uma dieta saudável. Ele comparou pesquisas que examinaram os efeitos dos açúcares contendo frutose (incluindo sacarose, xarope de milho com alto teor de frutose, mel e xaropes) com dietas controladas livres ou com redução desses açúcares. Seu objetivo? Isolar os efeitos do consumo de muitas calorias dos efeitos de alimentos contendo diferentes açúcares.

Segundo pesquisa, consumir frutas inteiras ou até mesmo suco de frutas é benéfico para a saúde se limite de calorias diário não for excedido — Foto: Pixabay

A descoberta de Sievenpiper foi surpreendente. Ele encontrou efeitos negativos nos níveis de açúcar no sangue e insulina em jejum quando os alimentos forneceram calorias em excesso a partir de açúcares, incluindo suco de frutas. No entanto, quando não implicava em exceder o limite diário de calorias, consumir frutas inteiras – e até mesmo suco de frutas – era vantajoso. Sievenpiper chegou à conclusão de que a ingestão recomendada é de um copo de suco de fruta por dia (ou 150 ml).

Segundo a pesquisa realizada por Sievenpiper, os alimentos que contêm frutose podem ter alguns pequenos benefícios para o controle de açúcar no sangue a longo prazo, quando não levam ao consumo excessivo de calorias. Mas quando sua ingestão excede nosso nível de calorias diário, costumam aumentar os níveis de açúcar no sangue e insulina. Isso pode ocorrer porque a frutose tem um IG relativamente baixo, diz Sievenpiper, enquanto as dietas de alto IG estão associadas à resistência à insulina.

“Comer uma fruta inteira é melhor do que tomar um suco de fruta, mas se você usar o suco como um complemento, tudo bem. Não se você estiver tomando o suco para hidratar-se ou bebendo em grandes quantidades”, explica Sievenpiper.

Portanto, embora saibamos que o suco de frutas pode causar diabetes, se ele fizer parte de uma dieta com maior ingestão de calorias, fica menos claro como esse alimento afeta a saúde a longo prazo daqueles que não estão acima do peso.

“Ainda há muita coisa que não entendemos sobre como aumentar o açúcar na dieta sem aumentar o risco de mudança de peso”, diz Heather Ferris, professora-assistente de medicina na Universidade da Virgínia, nos Estados Unidos. “Por quanto tempo e quão bem o pâncreas pode lidar com o açúcar se deve parte à genética.”

No entanto, temos um risco maior de consumir mais do que o número diário recomendado de calorias (cerca de 2 mil para mulheres e 2,5 mil para homens) nos dias em que tomamos suco, de acordo com a mesma pesquisa. Vários estudos mostraram que beber suco de frutas não nos faz consumir menos alimentos durante o dia.

“Também é fácil consumir grandes quantidades de suco de fruta rapidamente, o que significa calorias extras. E quando as calorias aumentam, isso pode contribuir para o ganho de peso”, diz Elvin.

Otimismo

Mas um estudo publicado no ano passado deu uma espécie de “salvo-conduto” ao suco de fruta. Os pesquisadores usaram um liquidificador ‘extrator de nutrientes’ que, diferente dos tradicionais, extrai toda a fruta, incluindo sementes e pele. Eles mediram os efeitos de um mix de frutas e da manga descascada – ambas com alto índice glicêmico e, portanto, causadoras de um pico de açúcar no sangue – espremido em um extrator de nutrientes, comparado com outro grupo que ingeriu a mesma fruta inteira.

Aqueles que beberam o mix de frutas extraídas com nutrientes tiveram um aumento menor de açúcar no sangue em comparação com o grupo de frutas mistas. Por outro lado, não houve diferenças entre aqueles que beberam o suco de manga e o mix de manga inteira, com casca.

No entanto, esse foi um estudo pequeno, e os pesquisadores não compararam suas descobertas com o suco feito por qualquer outro método, como espremer o suco descartando a pele e as sementes.

Pode ser melhor misturar

Gail Rees, palestrante sênior em nutrição humana na Universidade de Plymouth, no Reino Unido, e uma das responsáveis pelo estudo, diz que os resultados foram provavelmente influenciados pelas sementes de frutas contidas nos sucos. Segundo ela, é difícil chegar a uma recomendação clara a partir das conclusões do estudo.

“Certamente concordaria com a recomendação atual de 150 ml de suco de frutas por dia, mas se você usar um extrator de nutrientes em casa, pode manter os níveis de açúcar no sangue relativamente estáveis”, explica Rees.

Mas, enquanto manter as sementes no suco pode fazer alguma diferença durante a digestão, Ferris argumenta que isso não muda necessariamente o quão incompleto o suco é.

“Quando o suco contém alguma fibra, ele vai diminuir a absorção, mas você ainda tem uma ingestão excessiva de calorias porque é fácil consumi-lo. No entanto, é melhor do que o suco de fruta tradicional”, diz ela.

Outras maneiras de melhorar os efeitos do suco em nossa saúde incluem optar por frutas maduras para reter o máximo de benefícios possíveis, de acordo com Roger Clemens, professor de Ciências Farmacêuticas da Universidade do Sul da Califórnia, no Reino Unido.

Também é importante reconhecer que, dependendo da fruta, métodos diferentes devem ser usados para extrair o suco, acrescenta o especialista. Isso se dá por causa da composição física da fruta. Por exemplo, a maioria dos fitonutrientes das uvas é encontrada na semente, com muito pouco encontrado na polpa. E a maioria dos compostos fenólicos e flavonóides benéficos encontrados nas laranjas estão localizados na casca, que é perdida com o suco tradicional.

Triturar toda a fruta, em vez de espremê-la, eliminando as sementes e a pele, pode ser melhor para a sua saúde — Foto: Pixabay

Desintoxicação desmascarada

Outra razão para a recente popularidade do suco de frutas é o argumento de que ele pode ajudar a desintoxicar o corpo.

No entanto, o único uso médico reconhecido da palavra ‘desintoxicação’ refere-se à remoção de substâncias nocivas do corpo, incluindo drogas, álcool e veneno.

“Todo o conceito de uma dieta de suco sendo desintoxicante é uma falácia”, diz Clemens. “Consumimos compostos todos os dias que podem ser tóxicos e nossos corpos fazem um trabalho maravilhoso de desintoxicação e eliminação de tudo o que comemos.”

E engana-se quem tome suco apenas com a intenção de absorver mais nutrientes.

“Há muitos nutrientes contidos nas partes das frutas, como nas cascas de maçã, que são descartadas quando você faz o suco de fruta”, diz Ferris. “Você termina com água com açúcar e algumas vitaminas.”

Além do mais, acrescenta ela, beber suco de frutas não é a maneira ideal de ingerir as cinco porções de frutas recomendadas por dia. “As pessoas tentam ingerir cinco porções de frutas, legumes e verduras por dia e não percebem que não se trata apenas de obter vitaminas”, diz ela.

“Trata-se também de reduzir a quantidade de carboidratos, de grãos, proteínas e gorduras em nossa dieta e aumentar a de fibras”, acrescenta.

Dessa forma, ainda que beber suco de fruta seja melhor do que não comer nenhuma fruta, o risco é maior quando consumimos mais de 150ml de açúcares por dia, ou quando acaba contribuindo para uma ingestão de calorias acima da recomendada.

Conclusão: o suco nos proporciona vitaminas – mas tem que ser consumido com bastante moderação.

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