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Como o horário das refeições afeta a sua cintura

Seu relógio biológico, metabolismo e sistema digestivo interagem de forma complexa – ou seja, não importa apenas o que você come, mas quando você come.

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Foto de arquivo mostra medida de cintura: aumento da gordura localizada nesta região pode ter relação com a quebra do círculo circadiano, ou seja, comer fora dos horários adequados (Foto: Michal Jarmoluk/Pixabay)

Quando jovens começam a universidade, frequentemente ganham peso. Nos Estados Unidos, existe um nome para esse fenômeno: o “calouro 7”, referindo-se aos 7 quilos tipicamente ganhos durante o primeiro ano de vida dos alunos fora de casa.

Em parte, esse ganho de peso pode ser explicado pela substituição de refeições caseiras por comida pronta e fast food, combinada à redução da atividade física.

Cada vez mais, no entanto, os cientistas estão culpando um outro fator: a ruptura do círculo circadiano, provocada por uma cultura de comer tarde, beber e por padrões inconsistentes de sono.

Por décadas, nos foi dito que o ganho de peso, juntamente com as consequentes doenças, como diabetes tipo 2 e doenças cardíacas, estavam relacionadas exclusivamente à quantidade e ao tipo de alimentos que consumimos, em consonância com o número de calorias que gastamos fazendo exercícios físicos.

Mas evidências crescentes sugerem que o horário também é importante: não é apenas o que você come, mas quando você come, que importa.

A ideia de que nossa resposta biológica aos alimentos varia ao longo do dia é antiga. Médicos chineses acreditavam que a energia fluía em torno do corpo em sintonia com o movimento solar, e que as nossas refeições deveriam ser realizadas de acordo: 7h-9h da manhã era a hora do estômago, momento em que a maior refeição do dia deveria ser feita; 9h-11h da manhã centrada no pâncreas e no baço; 11h-13h a hora do coração, e assim por diante. O jantar, eles acreditavam que deveria ser algo leve, consumido entre 17h e 19h, quando a função renal predominava.

Embora a explicação seja diferente, a ciência moderna sugere que há muita verdade nessa antiga sabedoria.

Vamos às dietas. A maioria delas gira em torno da redução do número total de calorias consumidas – mas e se o horário também determinasse seus benefícios?

Quando mulheres com sobrepeso e obesas foram submetidas a uma dieta para emagrecer por três meses, aquelas que consumiram a maior parte das calorias no café da manhã perderam duas vezes e meia mais peso do que as que tomaram um café da manhã leve e comeram a maior parte das calorias no jantar. Mesmo consumindo o mesmo número total de calorias.

Muitas pessoas pensam que a razão pela qual você ganha mais peso se comer tarde da noite é porque tem menos oportunidades de queimar essas calorias, mas essa é uma visão simplista.

“As pessoas às vezes supõem que nossos corpos param durante o sono, mas isso não é verdade”, diz Jonathan Johnston, da Universidade de Surrey, no Reino Unido, que estuda como nossos relógios biológicos interagem com os alimentos.

Então, o que mais poderia estar acontecendo? Algumas evidências preliminares sugerem que uma quantidade maior de energia é usada para processar uma refeição pela manhã, em comparação com o final do dia.

Você queima, portanto, um pouco mais de calorias se comer mais cedo. No entanto, ainda não está claro o quanto isso faz diferença no seu peso total.

Outra possibilidade é que ao comer muito tarde nós ampliamos o período do dia durante o qual consumimos alimentos.

Isso dá ao nosso sistema digestivo menos tempo para se recuperar e reduz a oportunidade de nosso corpo queimar gordura – a queima de gordura só ocorre quando nossos órgãos percebem que não há mais comida chegando.

Antes da invenção da luz elétrica, os seres humanos acordavam com os primeiros raios de sol e dormiam logo após ele se pôr. Sendo assim, quase todos os alimentos eram consumidos diurnamente.

“A menos que tenhamos acesso à luz, temos dificuldade para ficar acordados e comer na hora errada”, diz Satchin Panda, biólogo circadiano do Instituto Salk, em La Jolla, Califórnia, nos Estados Unidos, e autor de The Circadian Code (O Código Circadiano, em tradução livre).

Sua pesquisa revelou que a maioria dos americanos come durante um período de 15 ou mais horas por dia, com mais de um terço das calorias diárias sendo consumidas após as 18h, o que é muito diferente de como nossos ancestrais provavelmente viviam.

Comer à noite — Foto: Divulgação

Agora, considere esses universitários, comendo e bebendo até tarde da noite. “Um estudante universitário típico raramente dorme antes da meia-noite e também costuma comer até a meia-noite”, diz Panda.

No entanto, muitos estudantes ainda precisarão acordar cedo para as aulas no dia seguinte, o que – supondo que eles tomem o café da manhã – reduz a duração do jejum noturno ainda mais.

Isso também significa que eles estão diminuindo as horas de sono, e assim ficam mais propensos a ganhar peso. Uma noite de sono ruim dificulta a tomada de decisões e o autocontrole, levando potencialmente a más escolhas alimentares. Além disso, prejudica os níveis dos “hormônios da fome”, leptina e grelina, aumentando o apetite.

Está cada vez claro que nossos ritmos circadianos estão intimamente ligados à nossa digestão e metabolismo de muitas formas, como através dos complexos sistemas de sinalização do corpo – um novo entendimento que poderia explicar os efeitos a longo prazo do jetlag e do trabalho em turnos.

Dentro de cada célula do nosso corpo existe um relógio molecular que regula praticamente todos os processos e comportamentos fisiológicos, desde a liberação de hormônios e neurotransmissores, passando pela pressão sanguínea e pela atividade de nossas células imunológicas, até quando nos sentimos mais sonolentos, alertas ou deprimidos.

Esses relógios são mantidos em sincronia entre si e com a hora do dia por um grupo de neurônios do hipotálamo medial chamado núcleo supraquiasmático (NSQ). Sua interação como mundo exterior é feita através de um subconjunto de células sensíveis à luz na parte de trás do olho chamadas células ganglionares da retina intrinsicamente fotossensíveis (CGRif).

O objetivo de todos esses relógios “circadianos” é antecipar e preparar o corpo para eventos regulares em nosso ambiente, como quando vamos nos alimentar. Isso significa que diferentes reações bioquímicas são favorecidas em diferentes momentos do dia, permitindo que nossos órgãos internos mudem de tarefa e se recuperem.

Quando viajamos para o exterior, nosso tempo de exposição à luz muda e nossos relógios biológicos são empurrados na mesma direção – embora o relógio de cada órgão e tecido se adapte em ritmo diferente. O resultado é o jetlag, que não só nos deixa sonolentos ou acordados nos momentos errados, mas também pode desencadear problemas digestivos e mal-estar geral.

No entanto, a luz não é a única coisa que pode afetar nossos relógios biológicos. O horário em que comemos nossas refeições também modifica nossos relógios do fígado e sistema digestivo, mesmo que nosso relógio cerebral não seja afetado. Evidências recentes também sugerem que o horário das atividades físicas pode ajustar os relógios em nossas células musculares.

Quando voamos de um fuso horário para outro, ou comemos, dormimos e nos exercitamos em horários irregulares, os diferentes relógios em nossos órgãos e tecidos saem de sincronia. É improvável que isso seja um problema se você se deitar tarde uma única vez ou se tiver uma refeição tardia, mas se isso acontecer de forma regular, pode acarretar consequências para sua saúde no longo prazo.

Processos complexos, como o metabolismo de gorduras ou de carboidratos, exigem o trabalho conjunto de numerosos outros processos que ocorrem no intestino, fígado, pâncreas, músculo e tecido adiposo. Se o diálogo entre eles fica desregulado, se tornam menos eficientes, o que no longo prazo pode aumentar o risco de várias doenças.

Em um estudo recente, pesquisadores compararam os efeitos físicos de um sono de cinco horas por noite durante oito dias seguidos, com a mesma quantidade de sono, mas em momentos espaçados.

Em ambos os grupos, a sensibilidade das pessoas ao hormônio insulina diminuiu e a inflamação sistêmica aumentou, e com isso o risco de desenvolver diabetes tipo 2 e doenças cardíacas. No entanto, esses efeitos foram ainda maiores naqueles que estavam dormindo em horários irregulares (e cujos ritmos circadianos estavam, portanto, desalinhados): nos homens, a redução na sensibilidade à insulina e o aumento da inflamação dobraram.

Isso pode ser um problema para os passageiros aéreos frequentes, os estudantes que dormem de maneira não regular ou funcionários que trabalham em turnos.

De acordo com pesquisas na Europa e na América do Norte, cerca de 15% a 30% da população ativa está empregada em trabalhos divididos por turnos, o que muitas vezes equivale a comer ou estar ativo quando o corpo não está esperando. O trabalho por turno tem sido associado a uma série de condições, incluindo doenças cardíacas, diabetes tipo 2, obesidade e depressão. O distúrbio circadiano causado por essa irregularidade é um dos principais suspeitos.

No entanto, somos todos trabalhadores por turnos pelo menos em parte do tempo, diz Panda.

Estima-se que 87% da população mantêm um horário de sono diferente nos dias de semana, em comparação com os fins de semana, resultando em uma espécie de jetlag social. As pessoas também tendem a tomar o café da manhã pelo menos uma hora mais tarde nos fins de semana, o que pode resultar no chamado jetlag metabólico.

Não é apenas a consistência no horário das refeições, mas também a quantidade de comida que comemos em cada refeição que parece ser importante.

Gerda Pot é uma pesquisadora de nutrição da Universidade King’s College, em Londres, no Reino Unido. Ela pesquisa como a irregularidade cotidiana na ingestão de energia afeta nossa saúde a longo prazo.

Pot diz ter se inspirado em sua avó, Hammy Timmerman, que era rigorosa com a rotina. Todo dia, ela tomava café da manhã às 7h da manhã; almoçava às 12h30 e jantava às 18h00. Até mesmo o horário de seus lanches era rígido: café às 11h30; chá às 15h da tarde. Quando Pot foi visitá-la, logo descobriu que dormir até tarde era um erro: “Se eu acordasse às 10h, ela ainda insistiria que eu comesse o café da manhã, e tomasse café com biscoitos meia hora depois”, diz ela. Porém, está cada vez mais convencida de que a rotina rígida de sua avó ajudou a mantê-la em boa forma até quase seus 95 anos.

Existem algumas razões para isso. Nossa sensibilidade ao hormônio insulina, que permite que a glicose dos alimentos ingeridos entre em nossas células seja usada como combustível, é maior durante a manhã do que à noite.

Quando nos alimentamos tarde (como Hammy Timmerman nunca fez), a glicose permanece no sangue por mais tempo, o que no longo prazo pode aumentar o risco de desenvolver diabetes tipo 2, quando o pâncreas não produz insulina suficiente.

Também pode danificar outros tipos de tecidos, como vasos sanguíneos ou nervos dos olhos e nos pés. Nos piores casos, pode causar cegueira ou até mesmo amputações.

Usando dados de uma pesquisa nacional do Reino Unido que rastreou a saúde de mais de 5 mil pessoas por mais de 70 anos, Pot descobriu que, apesar de consumirem menos calorias em geral, as pessoas que tinham uma rotina de refeições mais irregular tinham maior risco de desenvolver síndrome metabólica – um conjunto de condições, incluindo hipertensão arterial, níveis elevados de açúcar no sangue, excesso de gordura na cintura e níveis anormais de gordura e colesterol no sangue, que juntos aumentam o risco de doenças cardiovasculares e diabetes tipo 2.

Então, o que devemos fazer?

Esforçar-se por uma maior consistência no tempo de sono e refeições é um bom primeiro passo e, idealmente, todos os nossos relógios internos devem estar operando no mesmo fuso horário.

Quando abrimos as cortinas e vemos a luz forte de manhã, isso reinicia o relógio principal no nosso cérebro. Portanto, ao tomar o café da manhã logo em seguida, isso reforça a mensagem da manhã para os relógios do fígado e sistema digestivo. Comer um bom café da manhã pode, portanto, ser essencial para manter nossos relógios circadianos funcionando em sincronia.

Um estudo recente envolvendo 18 indivíduos saudáveis, e 18 com diabetes tipo 2, descobriu que pular o café da manhã ocasiona ritmos circadianos alterados em ambos os grupos, bem como picos maiores nos níveis de glicose no sangue quando eles finalmente se alimentavam.

No entanto, regular nossos horários internos não deve ser feito às custas de menos horas de sono. Apesar de ser improvável que dormir tarde ocasionalmente cause algum mal, geralmente devemos nos esforçar para ir para a cama em um horário que nos permita dormir o suficiente – a quantidade recomendada é de sete a oito horas para a maioria dos adultos – todos os dias da semana. Aqui, a exposição à luz poderia ajudar.

Diminuindo as luzes à noite e aumentando a exposição à luz intensa durante o dia mostrou que a hora do relógio principal no cérebro (o SQN) mudou várias horas antes, tornando as pessoas mais bem-humoradas.

Alguns defendem jejuar por pelo menos 12 horas, e possivelmente por até 14-16 horas durante a noite. Em um estudo histórico publicado em 2012, Panda e seus colegas compararam um grupo de ratos que tinha acesso a alimentos gordurosos e açucarados a qualquer hora do dia ou da noite, com outro grupo que só consumia esses alimentos em uma janela de oito a 12 horas durante o “dia”.

Mesmo consumindo o mesmo número de calorias, os camundongos cuja janela de alimentação era restrita pareciam estar completamente imunes às doenças que começaram a afligir o outro grupo: obesidade, diabetes, doenças cardíacas e problemas no fígado.

No entanto, ao serem colocados em um cronograma de restrição de tempo, os ratos com essas doenças ficaram bem novamente.

“Quase todos os animais, incluindo nós, evoluíram neste planeta com um ritmo muito forte de 24 horas, entre luz e escuridão, e os ritmos associados em comer e jejuar”, explica Panda.

“Achamos que uma das principais funções é permitir a recuperação e o rejuvenescimento a cada noite. Você não pode consertar uma rodovia quando o tráfego ainda está em movimento.”

Testes em humanos com restrição de tempo alimentar estão apenas começando, mas alguns dos primeiros resultados parecem promissores – pelo menos em alguns grupos. Por exemplo, quando oito homens com pré-diabetes foram induzidos a comer todas as suas refeições entre 8h e 15h, sua sensibilidade à insulina melhorou e sua pressão caiu em média 10 a 11 pontos, em comparação a quando eles consumiram as mesmas refeições em um intervalo de 12 horas.

O que tudo isso significa para o resto de nós ainda não está claro, mas o ditado de que você deveria tomar café da manhã como um rei, almoçar como um príncipe e jantar como um mendigo nunca fez tanto sentido. E é quase certeza que vale a pena colocar um cadeado na geladeira durante a noite.

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Brasileiros preferem parar de comer fora para comprar celular, diz estudo

Pesquisa foi realizada com 1.021 consumidores brasileiros.

Publicado em

Agência Estado

Uma pesquisa envolvendo 1.021 consumidores brasileiros, dos quais 63% dos entrevistados com menos de 35 anos, revelaram que deixariam de comer fora, comprar roupas ou frequentar a academia para investir em celulares ou serviços de telefonia.

Jovens de 18 a 24 anos são os mais dispostos a cortar gastos, como comprar roupas (72%) ou comer fora de casa (71%) para gastar com smartphones. 52% dos entrevistados cortariam os gastos com academia, 53% abandonariam a alimentação fora e 51% optariam por usar a poupança para os gastos com o telefone.

Quando perguntados sobre o grau de importância que o celular têm em suas vidas, 43% dos entrevistados afirmaram que não conseguiriam viver sem o telefone. Somente 8% disseram utilizar o celular apenas como uma ferramenta.

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Dia dos namorados: 9 alimentos afrodisíacos para aquecer o seu amor

Preparamos aqui uma pequena lista com alguns deles. Confira!

Publicado em

Do AssisNews

Para muitas pessoas, comida e sexo são dois prazeres que costumam andar de mãos dadas. Por isso, não é de se admirar que em diversas culturas, dos persas até os astecas, as comidas afrodisíacas têm sido usadas para impulsionar o desejo sexual.

Então que tal aproveitar o Dia dos Namorados para testar alguns desses alimentos? Preparamos aqui uma pequena lista com alguns deles. Confira!

Ah, e para quem não sabe a palavra ?afrodisíaco? vem de Afrodite, a deusa grega do amor e da beleza.

1. Chocolate
Diz uma lenda asteca, que o líder Montezuma bebia 50 cálices de chocolate todos os dias, pois isso aumentava suas habilidades sexuais com as suas 200 mulheres. Talvez, por isso, até hoje o alimento é considerado um sinônimo de amor e paixão, sendo um dos presentes mais tradicionais no Dia dos Namorados.

Mas não é só isso, pesquisas indicam que o chocolate amargo contém certos compostos que elevam o humor, como a feniletilamina, que por sua vez controla a ação da norepinefrina, que nos excita (e dá aquela acelerada nos batimentos cardíacos), da serotonina e da dopamina (que são responsáveis pela sensação de bem-estar e felicidade). E isso, com certeza, pode ajudar as pessoas a entrarem no clima.

2. Café
Nosso cafezinho de todos os dias também pode ser muito afrodisíaco. A cafeína presente na bebida aumenta a resistência e pode elevar o humor, além de aumentar os níveis de dopamina no cérebro, o que aumenta consequentemente o desejo e o prazer.

3. Pimentas vermelhas
A capsaicina, uma substância química encontrada em pimentas vermelhas, elas é responsável pelo ardor e também por aumentar a circulação sanguínea e estimular as terminações nervosas, fazendo com que você se sinta mais excitado.
Ela estimula ainda as terminações nervosas da língua, liberando adrenalina.

4. Ostras
As ostras levam a fama de serem afrodisíacas por terem a forma dos órgãos genitais femininos. No entanto, as ostras contêm altos níveis de zinco, substância que pode melhorar o desejo sexual aumentando a produção de testosterona.
Elas também contêm tirosina, um nutriente que ajuda na produção de dopamina, que quando em baixa no organismo pode causar uma queda na libido.

5. Morangos
Existe uma lenda que diz que os morangos tiveram origem nas lágrimas de Afrodite, que caíram em forma de coração, assim que ela soube da morte do seu amante Adonis. E por isso, a fruta é tão associada ao sexo, amor e paixão.
Mas atualmente, os morangos são considerados comidas afrodisíacas porque são ricos em vitamina C, que é importante para a produção de hormônios sexuais e de neurotransmissores químicos no cérebro que aumentam a libido, além é claro, de ajudar a manter o seu sistema imunológico saudável.

6. Açafrão
A história deste alimento afrodisíaco remonta a Cleópatra. Dizem que ela se banhava em leite com infusão de açafrão para ficar ainda mais sedutora e despertar o desejo dos homens.
Já pesquisas recentes, mostraram que o açafrão ajuda a aumentar a mobilidade dos espermatozóides e pode diminuir alguns dos efeitos colaterais sexuais causados pela ingestão de certos antidepressivos.

7. Abacate
No idioma asteca a palavra ?ahuacatl? significa testículo, mas sua fama de alimento afrodisíaco vai muito além do nome.
O abacate possui altos níveis de ácido fólico, vitamina B9 (que fornece energia para o organismo) e vitamina B6 (que ajuda na produção de testosterona). Por isso, ele é considerado uma das comidas afrodisíacas mais eficazes.

8. Salmão
O salmão é uma das mais conhecidas comidas afrodisíacas, já que é rico em ômega-3, substância importante não só para manter o coração saudável, mas que também ajuda a aumentar a libido, fornecendo o que é necessário para a produção de estrogênio, testosterona e progesterona.

9. Mel
Hipócrates, na Grécia Antiga, tinha o costume de prescrever o mel para aumentar o vigor sexual. E não é pra menos. Ele contém boro, mineral que ajuda a regular os níveis hormonais, e o óxido nítrico, que ajuda a aumentar o fluxo sanguíneo durante a excitação.

Esse são apenas 9 das centenas de comidas afrodisíacas. Escolhemos as mais acessíveis e muito fáceis de encontrar. Agora, basta testar os seus efeitos no Dia dos Namorados ou em qualquer outra data, afinal todo dia é dia de amar.

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Proibição de cigarro em locais públicos evitou a morte de 15 mil crianças no Brasil, diz estudo do Inca

Imperial College of London e Centro Médico Erasmus da Holanda também assinam artigo. Pesquisa é a primeira a analisar impacto da medida na saúde infantil em um país em desenvolvimento.

Publicado em

Do G1

As medidas restritivas ao cigarro no Brasil evitaram a morte de 15 mil crianças entre 2000 e 2016. Os dados foram divulgados nesta sexta-feira (31), data escolhida pela Organização Mundial da Saúde (OMS) como “Dia Mundial sem Tabaco”.

Este é o primeiro estudo que analisou o impacto na medida na saúde infantil brasileira – e também em um país em desenvolvimento. O artigo é assinado pelo Instituto Nacional do Câncer (Inca), e por cientistas do Imperial College of London e do Centro Médico Erasmus da Holanda.

Ministério da Justiça estuda reduzir o imposto do cigarro para conter o contrabando; comunidade médica critica
Os autores reforçam a necessidade de a medida ser adotada por outros países – apenas 20% da população mundial está protegida por medidas públicas de controle ao fumo. Ainda no útero, a exposição do bebê às substâncias do cigarro podem causar problemas de desenvolvimento, um parto prematuro ou um nascimento com peso abaixo da média.

Dados sobre o cigarro no mundo — Foto: Infográfico: Diana Yukari/G1 

Dados sobre o cigarro no mundo — Foto: Infográfico: Diana Yukari/G1

Os bebês também são afetados após o parto, com um maior risco de infecções respiratórias, asma e morte súbita. Para chegar aos resultados do estudo, os pesquisadores analisaram dados de todos os nascidos vivos, óbitos infantis e mortes neonatais no Brasil entre 2000 e 2016.

“As crianças têm o direito de serem protegidas contra as doenças causadas pelo cigarro. Pedimos aos governos do mundo que introduzam novas leis antifumo abrangentes para proteger a saúde infantil”, disse o médico André Szklo, do Inca.

A mudança mais drástica na legislação brasileira ocorreu em 2014, com a proibição do cigarro em áreas públicas parcialmente ou completamente fechadas, incluindo bares e restaurantes. A medida, segundo o estudo, reduziu em 5,2% a mortalidade infantil no país e em 3,4% a neonatal.

Os cientistas também analisaram os impactos de outras medidas menos drásticas aplicadas antes de 2014 no Brasil. Em anos anteriores, 17 estados aprovaram medidas parciais – como a criação de espaços separados para fumantes em estabelecimentos e casas noturnas. Essas mudanças, de acordo com a pesquisa, ajudaram uma redução de 3,3% na mortalidade infantil, mas nenhuma mudança significativa na neonatal.

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