Argentina: boa opção para cursar o ensino superior e aprender espanhol

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A Argentina oferece ensino superior acessível e custos de vida relativamente baixo – principalmente quando comparados à maioria dos outros destinos para estudantes no exterior. O preço das mensalidades nas universidades privadas do País variam entre os cursos, mas ainda são relativamente menores, principalmente quando se trata da formação superior em medicina.

Além do ensino superior de alta qualidade, com universidades altamente qualificadas como a Universidade de Buenos Aires (UBA), por exemplo, que está em 74ª. lugar entre as melhores do mundo segundo a consultoria britânica QS, a Argentina é o segundo destino mais procurado para estudar espanhol, atrás somente da Espanha. Portanto, além da excelente graduação, os estudantes que escolhem a Argentina como destino universitário podem pensar em colocar no currículo o espanhol fluente.

Para ingressar nas universidades argentinas, embora não haja processo seletivo como o vestibular, a maioria exige dos alunos estrangeiros o certificado de proficiência do idioma espanhol. Mas se a língua é um problema, é possível fazer estudar o idioma no País. Entre as diversas opções estão os cursos paralelos à graduação nas próprias universidades, as escolas particulares e outras com pacotes combinados que mesclam até aulas de espanhol com outras disciplinas interessantes, que vão desde fotografia até cursos de tango ou de esqui, no inverno.  

As universidades argentinas e a obrigatoriedade do idioma espanhol

As disciplinas nas universidades da Argentina são predominantemente em espanhol e, para conseguir acompanhá-las, é preciso conhecer a língua. Embora muitos alunos já tenham estudado espanhol em algum momento das suas vidas, antes de partir para a jornada universitária no país vizinho é preciso de um preparo maior, inclusive se for preciso apresentar o diploma de proficiência.

A maioria dos brasileiros que pretende estudar medicina na Argentina sabe que as universidades do País são exigentes e para o aproveitamento das aulas é essencial estar à vontade com o idioma. Para ingressar na UBA, por exemplo, é preciso apresentar uma certificado de espanhol específico de nível B2+ Intermediário, de acordo com o Quadro Europeu Comum de Referência.

A Universidade de Buenos Aires criou o próprio exame de proficiência para estudantes estrangeiros que precisam de uma certificação para ingressar no CBC (Ciclo Básico Comum), correspondente ao primeiro ano da carreira acadêmica. Trata-se do CEI (Certificado de Español Intermedio), promovido pela faculdade de Filosofia e Letras da universidade. Este é um exame exclusivo para estudantes da UBA, portanto é preciso verificar se é aceito em outra universidade como comprovação do idioma. 

É possível também buscar essas certificações antes de sair do Brasil, através de duas opções: o exame SIELE (Servicio Internacional de Evaluación de la Lengua Española) promovido pelo Instituto Cervantes, a Universidade Nacional Autônoma do México, a Universidade de Salamanca e a Universidade de Buenos Aires, com avaliações correspondentes com o Quadro Comum Europeu de Referência para as Línguas (QCER) do Conselho da Europa; ou o exame DELE (Diplomas de Español como Lengua Extranjera) outorgado pelo Instituto Cervantes em nome do Ministério da Educação e Formação Profissional da Espanha. 

A Argentina oferece o certificado de proficiência em espanhol CELU (Certificate of Spanish: Language and Use), reconhecido pelo Ministério da Educação e o Ministério das Relações Exteriores da República Argentina. O título também é reconhecido, conjuntamente com o CELPE-Bras (Certificado Brasileiro de Português como Língua Estrangeira), em acordo com os Ministérios da Educação do Brasil e da Argentina.

A certificação de proficiência em espanhol CELU é promovida por um consórcio que reúne dois terços das universidades nacionais argentinas (ELSE). O CELU pode ser obtido por todos os estrangeiros que não tiverem o espanhol como primeira língua e pretendem validar sua capacidade de usar este idioma como segunda língua para estudo e trabalho. Este certificado, assim como o DELE, não tem data de validade determinada. Já o SIELE é válido por cinco anos.

 

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