Amizade entre cães ajuda cadela tetraplégica a recuperar movimentos

Happy e Lindinha se tornaram amigos inseparáveis em Ribeirão Preto (SP).
“Quando ela chegou, não mexia nada, apenas os olhos”, disse veterinária.

Amizade entre os cães ajudou Lindinha na recuperação em Ribeirão Preto (Foto: Eduardo Guidini/ G1)

A cadela Lindinha tem o que comemorar nesta quinta-feira (4), Dia Mundial do Animal. As sessões de fisioterapia e a amizade com o cão Happy fizeram com que ela melhorasse das sequelas causadas pela Cinomose, doença causada por um vírus que ataca o sistema nervoso do animal. Em dois meses, a vira-lata mostrou que a recuperação para os problemas causados pela doença é possível. Quando iniciou o tratamento em uma clínica de Ribeirão Preto (SP), Lindinha mexia apenas os olhos. A expectativa da veterinária responsável é que ela ainda possa ter uma vida normal.

Happy recebe o carinho da cadela companheira na
clínica veterinária (Foto: Eduardo Guidini/ G1)

“Quando a Lindinha chegou aqui, ela mexia apenas os olhos, não fazia mais nada. O quadro dela e do Happy era de tetraplegia”, disse a veterinária Taíse Filipin, de 26 anos. O hoje companheiro nas sessõs de fisioterapia é um capítulo a parte na vida da vira-lata. “O Happy nunca gostou de nenhum outro cachorro, mas a afinidade com a Lindinha foi instantanea. Atualmente, eles são inseparáveis, não consigo fazer a fisioterapia de um sem o outro, os dois choram bastante”, comentou Taíse. A cadela morava no Centro de Controle de Zoonoses (CCZ).

Happy foi abandonado em frente ao local de trabalho da veterinária Bianca Shimizu. Com má formação na coluna e nas articulações, ele conseguia mexer apenas a cabeça e o rabo. “Agora o Happy já senta, melhorou muito”, disse Bianca. Do improvavél, nasceu uma grande amizade. Quis o destino que os vira-latas, que utilizam cadeiras de rodas para se locomoverem, se tornassem amigos. O bravo Happy dá lugar a um cão carinhoso e dócil quando está ao lado da amiga Lindinha.

A veterinária explicou o motivo para os cães terem dado tão certo. “O Happy é dominante e nunca gostou de nenhum outro cachorro. Já a Lindinha é submissa e muito carente. Ela nunca teve medo dele e, com isso, foi se aproximando. Sempre ficava ao lado do Happy, mesmo ele rosnando e latindo para ela. Assim, os dois foram se tornando amigos e agora são inseparáveis”, concluiu.

Futuro
“O Happy está em um quadro estável, acho que ele não pode evoluir muito mais”, explicou Taíse. “A Lindinha eu acho que pode voltar a andar e ter um vida próxima do normal. Ela evoluiu demais em pouco tempo”, complementou. Os dois têm a disposição três clínicos, uma fisioterapeuta e uma acunpunturista.

“O Happy nunca gostou dos cães, mas a afinidade com ela foi imediata”, disse Taíse (Foto: Eduardo Guidini)

A veterinária explicou o motivo para os cães terem dado tão certo. “O Happy é dominante e nunca gostou de nenhum outro cachorro. Já a Lindinha é submissa e muito carente. Ela nunca teve medo dele e, com isso, foi se aproximando. Sempre ficava ao lado do Happy, mesmo ele rosnando e latindo para ela. Assim, os dois foram se tornando amigos e agora são inseparáveis”, concluiu.

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